Cidade num vale entre morros com encostas expostas; na mesa, mapas coloridos sem letras e capacete de técnico
Como saber, antes da chuva, onde o morro pode ceder? Imagem gerada por IA.
Lugares onde Vivemos

Como um mapa de risco ajuda a evitar desastres?

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Quando uma chuva perigosa se aproxima, a Defesa Civil manda alertas para os celulares de quem está na área de risco. Mas como ela sabe quais são essas áreas? A resposta está num tipo especial de mapa.

O que mostra um mapa de risco?

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) faz a cartografia de riscos geológicos: identifica e descreve as partes do território de um município que podem sofrer perdas ou danos. O trabalho é feito em parceria com a Defesa Civil municipal.

Esse mapa marca só as áreas de risco alto e muito alto, e só onde há construções com gente morando ou passando o dia, como casas, prédios, hospitais e escolas. A escala é de 1:1.000 a 1:2.000. Pela nossa conta, nessa escala 1 centímetro no mapa vale de 10 a 20 metros no chão: dá para ver rua por rua e quase casa por casa.

Quem faz e onde?

A lei de proteção e defesa civil, de 2012, diz que cabe a cada município identificar e mapear as áreas de risco de desastres. O governo federal apoia esse trabalho e mantém um cadastro nacional de municípios com áreas sujeitas a deslizamentos de grande impacto, inundações bruscas ou processos parecidos.

O SGB foi encarregado de mapear 821 municípios desse cadastro, entre 2011 e 2014. A escolha usou os registros oficiais de decretos de calamidade pública e situação de emergência e de mortes em desastres. Depois de 2014, o trabalho continuou, inclusive atualizando mapas antigos.

Para que o mapa serve?

Segundo o SGB, o mapa ajuda a: – escolher as áreas que precisam de obras primeiro; – montar sistemas de monitoramento e alerta de desastres; – preparar planos de contingência, que dizem o que fazer e para onde ir numa emergência; – orientar as ações da Defesa Civil; – fiscalizar, para impedir que a ocupação avance nas áreas de risco.

Os dados dos mapas alimentam um banco compartilhado com os órgãos que monitoram e emitem alertas. Ou seja, o alerta que chega ao celular depende de alguém ter mapeado antes, com cuidado, onde mora o perigo. E a lei manda manter a população informada sobre as áreas de risco.

Outras perguntas sobre lugares onde vivemos

Exemplo: por que chove? ou só chuva.