Aula · Clima, Tempo e Mudanças

Acordos pelo clima e o caso do ozônio

A turma monta o gráfico das emissões do Brasil, simula uma conferência do clima e compara o Acordo de Paris com o Protocolo de Montreal, o acordo que está salvando a camada de ozônio.

Para quem
6º e 7º ano
Duração
2 encontros de 50 min
Dá para fazer em casa
Sim
Verbetes para as crianças
3 na Ecopedinha

O que a turma vai perceber

  • “No Brasil, a maior fonte de gases de efeito estufa é o desmatamento.”
  • “O Acordo de Paris depende de metas que cada país define e revisa.”
  • “A camada de ozônio mostra que acordos globais podem dar certo.”

Antes da aula, para você

Pelo SEEG, o Brasil emitiu 2,145 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente em 2024, 16,7% menos que em 2023; 42% vieram da mudança de uso da terra, 29% da agropecuária, 20% da energia, 5% dos resíduos e 4% dos processos industriais. A queda é atribuída à redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado: as emissões por mudança de uso da terra caíram 32,5%.

O Acordo de Paris foi adotado por 195 Partes na COP21, em 12 de dezembro de 2015; em 27 de janeiro de 2026 eram 194, data em que passou a valer a retirada dos Estados Unidos, notificada à ONU um ano antes. A meta é manter o aquecimento bem abaixo de 2 °C e buscar 1,5 °C, com NDCs a cada cinco anos. A avaliação científica do ozônio de 2022 projeta a volta aos valores de 1980 por volta de 2040 (média entre 60°N e 60°S), 2045 no Ártico e 2066 na Antártida, se as políticas atuais forem mantidas.

Ideia errada comum: que o buraco na camada de ozônio causa o aquecimento global. São problemas diferentes: um envolve a radiação ultravioleta, o outro, o calor retido pelos gases de efeito estufa. Na simulação: as delegações apresentam dados e argumentos, sem julgar governos ou pessoas.

Fontes: SEEG/Observatório do Clima, Análise das emissões de gases de efeito estufa e suas implicações para as metas climáticas do Brasil, 1970–2024 (coleção 13 do SEEG); ONU Mudança do Clima (UNFCCC), The Paris Agreement; Secretário-Geral da ONU (depositário), Notificação C.N.71.2025: retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris (2025); OMM, PNUMA, NOAA, NASA e Comissão Europeia, Scientific Assessment of Ozone Depletion: 2022, sumário executivo.

Como conduzir

  1. Previsão. Pergunte: de onde vem a maior parte dos gases de efeito estufa do Brasil? Carros, fábricas, gado ou florestas derrubadas? Cada estudante vota.
  2. Gráfico das emissões. Com os números do SEEG, a turma monta um gráfico de setores (pizza) com as cinco fontes de 2024 e compara com o resultado da votação.
  3. Linha do tempo do ozônio. Em grupos, a turma monta uma linha do tempo: descoberta do buraco, Protocolo de Montreal (1987), proibição dos CFCs e previsões de recuperação (2040, 2045 e 2066).
  4. Conferência na sala. Cada grupo representa um país ou bloco fictício, com dados prontos de emissões e de riscos. Os grupos negociam uma meta comum e cada um anuncia o seu plano, como uma NDC.
  5. Fechamento. A turma compara: o que fez o Protocolo de Montreal funcionar? O que é mais difícil no caso do Clima?

Materiais: dados do SEEG impressos, papel quadriculado, transferidor ou molde de gráfico de setores, cartolina, canetinhas e cartões com os dados dos países fictícios.

Perguntas para conversar

O resultado da votação combinou com o gráfico?

Ajuda a pensar: verbete De onde vêm os gases de efeito estufa do Brasil?

Por que cada país define a própria meta no Acordo de Paris?

Ajuda a pensar: verbete O que é o Acordo de Paris?

O que o caso do ozônio ensina para o caso do Clima?

Ajuda a pensar: verbete O que aconteceu com a camada de ozônio?

Ligação com a BNCC

Ciências do 7º ano: efeito estufa, camada de ozônio e ações humanas que os afetam; Geografia: questões ambientais globais e acordos internacionais.

Para levar para casa

Procurar em casa, com a família, aparelhos antigos de geladeira ou ar-condicionado e conversar sobre os gases que eles usavam. Depois, ler juntos o verbete O que aconteceu com a camada de ozônio?

Constelação desta aula

Para as crianças lerem na Ecopedinha

Cada verbete se entende sozinho. Use antes, durante ou depois da aula.