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ESG – O que é, importância, como aplicá-las e comunicá-las

ESG
ESG, é crucial para incorporar métricas e comunicar práticas sustentáveis – sustentabilidade ambiental, social e governança na sua empresa

ESG: mais que uma sigla, um movimento com métricas de extrema importância para aplicar e comunicar a sustentabilidade de uma empresa. Assim, as letras que compõem o acrônimo Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança) representam muito mais do que uma mera tendência. Elas traduzem a necessária resposta das empresas aos desafios da sociedade contemporânea, em um mundo que exige cada vez mais responsabilidade e compromisso com o futuro.

O que é ESG?

As práticas e métricas ESG, são um conjunto de indicadores de extrema importância que avaliam o desempenho de uma empresa em termos de sustentabilidade ambiental, responsabilidade social e qualidade da governança corporativa. Essas métricas são amplamente utilizadas por investidores, empresas e outras partes interessadas, para avaliar o impacto das operações de uma empresa.

Pilares dos Critérios que fundamentam as métricas ESG

Os critérios ESG fundamentam-se nos pilares do tripé da sustentabilidade de John Elkington, conhecido como triple bottom line (TBL), que é expandido e detalhado para medir o desempenho empresarial nas esferas ambiental, social e governamental.

1. E – Environmental (Ambiental) – é o pilar que avalia o impacto ambiental das atividades da empresa.

Sustentabilidade Ambiental – O que é, importância, desafios e benefícios (abre em outra janela)

2. S – Social (Social) – é o pilar que abrange as práticas da empresa relacionadas aos seus colaboradores, à comunidade e à sociedade em geral, como condições de trabalho, saúde e segurança, diversidade e inclusão, direitos humanos e impacto social nas comunidades.

Sustentabilidade Social, o que é, importância e como promovê-la (abre em outra janela)

3. G – Governance (Governança) – é o pilar que analisa a estrutura de governança corporativa da empresa, incluindo transparência, ética, responsabilidade social, gestão de riscos, compliance e combate à corrupção.

Sustentabilidade Econômica – O que é, importância e desafios (abre em outra janela)

ESG
ESG

Breve história da sigla ESG

A sigla ESG, que significa Ambiental, Social e Governança, surgiu oficialmente em 2004, em um relatório intitulado “Who Cares Wins” (“Quem se importa, ganha”), publicado pelo Pacto Global das Nações Unidas (ONU) em parceria com o Banco Mundial e 50 grandes instituições financeiras de 9 países, incluindo o Brasil.

O contexto histórico:

Década de 1990: Crescimento da responsabilidade social corporativa (RSC) e da filantropia estratégica pelas empresas.

1999: Pacto Global da ONU é lançado, promovendo princípios de sustentabilidade para empresas.

2001: Primeira Conferência Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento Sustentável, em Monterrey, México, reconhece a importância dos investimentos em ESG.

O relatório “Who Cares Wins”:

Objetivo: Encontrar maneiras de integrar fatores sociais, ambientais e de governança no mercado de capitais.

Desafio: Convencer os CEOs das maiores instituições financeiras do mundo a adotar práticas ESG.

Resultado: A sigla ESG foi cunhada e se tornou um marco na história da sustentabilidade corporativa.

Anos seguintes:

2005: Criação dos Princípios para Investimento Responsável (PRI) pela ONU, com base nos critérios ESG.

2006: Lançamento do Índice FTSE4Good, que mede o desempenho de empresas em termos de ESG.

2010: Aumento significativo do número de fundos de investimento que consideram critérios ESG.

2015: Adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) pela ONU, com metas que incluem aspectos sociais, ambientais e de governança.

Presente: ESG se torna um tema crucial para empresas, investidores e governos em todo o mundo.

Importância da métricas ESG

As métricas ESG são de extrema importância, não são apenas números, mas sim um reflexo do compromisso da empresa com a sustentabilidade e com a construção de um futuro melhor para todos. Ao adotar práticas ESG e comunicar seus resultados de forma transparente, as empresas demonstram seu compromisso com os stakeholders, com o meio ambiente e com a sociedade como um todo. Por exemplo:

As métricas ESG são de extrema importância porque indicam como a empresa é vista pelo seu mercado. Afinal, empresas que não são sustentáveis e não aplicam as boas práticas ESG vão perder a importância. Então, com a aplicação das métricas ESG, a empresa demonstra sua importância, transparência, bem como o compromisso com a sustentabilidade e o planeta.

Além disso, as métricas ESG são de extrema importância porque ajudam a identificar e gerenciar riscos relacionados à sustentabilidade. Claro, uma boa performance em ESG contribui para a reputação positiva da empresa e sua importância para a sociedade. Por isso, os profissionais valorizam e dão importância às empresas com compromisso com a sustentabilidade e que aplicam as métricas ESG.

Mais que isso, empresas com bom desempenho em ESG podem ter acesso a capital mais barato e vantajoso.

Principalmente, a sociedade civil e os governos esperam que as empresas demonstrem compromisso com a sustentabilidade através de métricas ESG.

Ao adotar práticas ESG de forma realmente responsável, as empresas podem contribuir para a construção de um futuro mais justo, próspero e sustentável para todos.

Aplicação da Métricas ESG com perguntas – como começar?

Comece mapeando seus setores de atuação, produtos e serviços, e como eles influenciam o meio ambiente, a sociedade e a governança.

ESG e como aplicá-las na sua empresa
ESG com perguntas para aplicá-las na sua empresa

Observe que, nem todos os impactos da métricas ESG têm a mesma importância. Portanto, analise quais impactos geram maior influência e concentre seus esforços em métricas ESG que capturem sua empresa com precisão. Por exemplo:

1. Pilar Ambiental – perguntas para aplicar métricas ESG

O pilar ambiental das métricas ESG abrange questionamentos que avaliam o impacto das atividades da empresa no meio ambiente. Para facilitar a sua compreensão, dividimos as métricas em categorias, com questionamentos específicos para cada uma:

Perguntas sobre Preservação da Biodiversidade para aplicar ESG no Pilar Ambiental

A sua empresa tem preocupação com as espécies e protege as áreas ambientais que estão sob sua gestão ou influência? Existem programas e iniciativas em progresso para restaurar áreas degradadas e proteger habitats naturais, assim como para avaliar a presença e a saúde de espécies animais e vegetais nas áreas de atuação empresarial?

Perguntas sobre Combate ao Desmatamento para aplicar ESG no Pilar Ambiental

Sua empresa demonstra preocupações com a área de florestas desmatadas em decorrência das suas atividades ou materiais utilizados em estruturas? Além disso: quantifica as áreas reflorestadas pela empresa e os hectares em processo de recomposição florestal? Investe em reflorestamento como compensação das suas emissões de carbono?

Principalmente, avalia ou questiona seus fornecedores sobre certificações que garantem a origem legal da madeira e produtos florestais fornecidos? Apoia iniciativas de conservação florestal com doações para projetos de proteção florestal e desenvolvimento sustentável em áreas de Mata Atlântica, Amazônia e outros biomas?

Perguntas sobre Descarte Adequado de Dejetos e Reciclagem para aplicar ESG no Pilar Ambiental

Sua empresa mede a quantidade total de resíduos sólidos que gera por tipo de material? Se preocupa com a porcentagem de resíduos sólidos que são reciclados pela empresa ou por empresas parceiras? Tem um plano de avaliação sobre a existência e a efetividade de um plano para a segregação, coleta, armazenamento, tratamento e destinação final dos resíduos da empresa. Principalmente, investe em tecnologias e processos para otimizar a reciclagem e a reutilização de materiais.

Perguntas sobre Combate ao Aquecimento Global e Redução da Emissão de Carbono para aplicar ESG no Pilar Ambiental

Sua emprsa mede a quantidade total de GEE (gases do efeito estufa) emitidos pelas suas atividades em toneladas de CO2 equivalente? Além disso: mede o impacto total das emissões de GEE da empresa, considerando suas atividades diretas e indiretas. Afinal: avalia se a empresa possui metas ambiciosas e realistas para reduzir suas emissões de GEE ao longo do tempo? Principalmente: faz investimentos em fontes de energia limpa, como solar, eólica e biomassa, para reduzir sua pegada de carbono?

Perguntas sobre Gestão de Resíduos para aplicar ESG no Pilar Ambiental

Sua empresa quantifica o total de resíduos perigosos gerados, por tipo de material? Avalia a existência e a efetividade de um plano para a segregação, coleta, armazenamento, tratamento e destinação final dos resíduos perigosos da empresa. Investe em tecnologias e processos para o tratamento adequado de resíduos perigosos, minimizando o impacto ambiental. Principalmente: mede a porcentagem de resíduos perigosos que são reciclados ou reutilizados pela empresa ou por empresas parceiras?

Perguntas sobre Diminuição da Poluição para aplicar ESG no Pilar Ambiental

Sua empresa quantifica poluentes atmosféricos emitidos pelas suas atividades como material particulado, NOx, SOx e COVs? Mede a quantidade de poluentes hídricos lançados nos corpos d’água, como por exemplo, efluentes industriais, domésticos e agros silvícolas.

Além disso: Sua empresa se preocupa em medir ou reduzir o nível de ruído gerado pelas suas atividades, em decibéis. Faz investimentos para reduzir a emissão de ruídos sonoros?

2. Pilar Social – perguntas para aplicar métricas ESG

O pilar social das métricas ESG abrange um espectro amplo de indicadores que avaliam o impacto das atividades da empresa na sociedade e em seus stakeholders. Para facilitar a sua compreensão, dividimos as métricas em categorias, com exemplos específicos para cada uma:

Perguntas sobre Condições de Trabalho para aplicar ESG no Pilar Social

Sua empresa se preocupa em medir a média salarial paga para cada cargo, comparando com o mercado e o salário mínimo? Faz uma avaliação para medir a frequência com que os colaboradores de cada cargo deixam a empresa? Além disso: se preocupa em medir a frequência com que os colaboradores de cada cargo faltam ao trabalho por motivos de saúde, esgotamento, insatisfação ou outros motivos? Mede o quão satisfeitos os colaboradores estão com o ambiente de trabalho, através de pesquisas e feedbacks.

Sua empresa assume a responsabilidade por acidentes de trabalho? Mede a frequência de acidentes de trabalho na empresa, por tipo de acidente e gravidade?

Principalmente: Investe em treinamentos e programas de desenvolvimento para seus colaboradores? Além disso: mede a variedade de benefícios oferecidos pela empresa aos seus colaboradores, como plano de saúde, vale-refeição, vale-transporte e outros?

Perguntas sobre Diversidade e Inclusão para aplicar ESG no Pilar Social

Sua empresa mede a representatividade de mulheres em cargos de liderança na empresa, comparando com o total de mulheres na empresa? Mede a representatividade de negros em cargos de liderança na empresa, comparando com o total de negros na empresa? Além disso: mede a representatividade de pessoas com deficiência em cargos de liderança na empresa, comparando com o total de pessoas com deficiência na empresa? Mede a representatividade de pessoas LGBTQIA+ em cargos de liderança na empresa, comparando com o total de pessoas LGBTQIA+ na empresa?

Implementa programas para promover a diversidade e a inclusão, como por exemplo, programas de mentoria, treinamento contra discriminação e políticas de recrutamento e seleção inclusivas?

Combate ao assédio moral e sexual? Possui políticas e canais de denúncia para combater o assédio moral e sexual na empresa?

Perguntas sobre Saúde e Bem-estar dos Colaboradores para aplicar ESG no Pilar Social

Qual a porcentagem de colaboradores que possuem acesso a plano de saúde oferecido pela empresa? Se preocupa que os colaboradores participem de programas de atividades físicas? Oferece aos colaboradores acesso e apoio psicológico? Oferece programas da empresa para promover a saúde dos colaboradores, como por exemplo, programas de alimentação saudável, campanhas de vacinação e programas de combate ao tabagismo?

Principalmente: mede o quão satisfeitos os colaboradores estão com os benefícios relacionados à saúde oferecidos pela empresa, como plano de saúde, programas de ginástica e apoio psicológico?

Perguntas sobre Relações com a Comunidade para aplicar ESG no Pilar Social

A sua empresa investe em projetos sociais nas comunidades em que atua? Além disso, se preocupa com o alcance dos projetos sociais e o impacto positivo na vida das pessoas? Seus, fornecedores, colaboradores e funcionários participam de ações voluntárias organizadas pela empresa?

Além disso: sua empresa investe no desenvolvimento local, como por exemplo, programas de apoio ao empreendedorismo, geração de renda e inclusão social?

Principalmente: a comunidade em que sua empresa está inserida está satisfeita com as ações promovidas? Sua empresa realiza pesquisas e colhe feedbacks?

Perguntas sobre Desenvolvimento Social para aplicar ESG no Pilar Social

A empresa investe em projetos de saúde nas comunidades em que atua? Por exemplo: doações de medicamentos, construção de postos de saúde e programas de prevenção de doenças.

A empresa apoia projetos de educação nas comunidades em que atua? Por exemplo: doações de materiais escolares, construção de escolas e programas de apoio à alfabetização.

3. Pilar Governança – para aplicar métricas ESG

O pilar governança das métricas ESG se concentra na qualidade da gestão da empresa. Abrange um conjunto amplo de indicadores que avaliam a estrutura de governança corporativa, a ética nos negócios e a responsabilidade da empresa com seus stakeholders.

1. Perguntas sobre Estrutura de Governança Corporativa para aplicar ESG no Pilar Governança

Perguntas sobre Composição do Conselho de Administração para aplicar ESG no Pilar Governança

Sua empresa delega, garantindo que decisões sejam tomadas sem influência indevida da administração ou de acionistas específicos, evitando interesses ocultos (interesses irresponsáveis)?

Além disso: avalia a representatividade de diferentes grupos no conselho de administração, promovendo a inclusão e a diversidade de pensamento (inclusive respeitando a diversidade de gênero, raça e etnia)?

Mais que isso: mede a expertise dos membros do conselho de administração em áreas relevantes para o negócio da empresa, como por exemplo a sustentabilidade?

Perguntas sobre Reuniões e Participação do Conselho para aplicar ESG no Pilar Governança

Assegura reuniões com regularidade para supervisionar a gestão da empresa e as metas de sustentabilidade? Além disso: mede a participação ativa e real interesse dos membros do conselho nas reuniões e nas decisões tomadas? Por fim: avalia a efetividade do conselho de administração no cumprimento de suas responsabilidades (desempenho)?

Perguntas sobre Comitês do Conselho para aplicar ESG no Pilar Governança

Sua empresa possui comitês especializados? Por exemplo: comitê de auditoria, comitê de nomeações e remuneração e comitê de sustentabilidade, para auxiliar na tomada de decisões em áreas específicas.

Principalmente: avalia a efetividade dos comitês na realização de seus trabalhos e na supervisão das áreas sob sua responsabilidade?

Perguntas sobre Direitos dos Acionistas para aplicar ESG no Pilar Governança

Sua empresa mede a transparência e a previsibilidade da política de distribuição de dividendos aos acionistas? Se preocupa em avaliar a existência de canais de comunicação e mecanismos para que os acionistas expressem suas opiniões e participem das decisões da empresa? Além disso: mede o compromisso da empresa com a proteção dos direitos de todos os acionistas, independente do seu tamanho ou participação na empresa?

2. Perguntas para Gerenciamento de Riscos para aplicar ESG no Pilar Governança

Perguntas sobre Processo de Identificação e Avaliação de Riscos para métricas ESG Pilar Governança

Sua empresa possui um processo estruturado para identificar, avaliar e quantificar os riscos que podem afetar seu negócio? Por exemplo: avalia se o processo de identificação de riscos considera todos os tipos de riscos relevantes para o negócio da empresa, como riscos financeiros, operacionais, regulatórios, reputacionais e de sustentabilidade? Por fim, mede a precisão e a confiabilidade da avaliação dos riscos identificados?

Perguntas sobre Plano de Mitigação de Riscos para aplicar ESG no Pilar Governança

Sua empresa possui um plano para mitigar os riscos identificados, definindo ações e medidas para reduzir a probabilidade ou o impacto dos riscos? Avalia se o plano de mitigação de riscos é efetivo na redução da probabilidade ou do impacto dos riscos identificados?

Por fim: monitora a frequência com que o plano de mitigação de riscos é revisado para garantir sua adequação às mudanças no ambiente de negócios?

Perguntas sobre Cultura de Gerenciamento de Riscos para aplicar ESG no Pilar Governança

Sua empresa avalia se os colaboradores estão conscientes dos riscos que podem afetar o negócio, bem como, sabem como identificá-los e reportá-los? Em relação a cultura de previsão de riscos: a empresa gerencia o foco na prevenção e na proatividade?

Principalmente: sua empresa comunica os riscos de forma transparente e clara aos seus stakeholders, como acionistas, colaboradores, clientes e fornecedores?

ESG – como comunicar?

Em nossas postagens, citamos exemplos de empresas que usam o Greenwashing e a obsolescência programada e rasgam dinheiro porque conquistam um mercado insustentável. Portanto, ficou claro o que não fazer. Aqui nosso assunto é o que fazer para conquistar mercado de forma sustentável. Comunicar e divulgar métricas ESG é o caminho. Saiba como:

O Greenwashing é uma farsa verde? (Abre numa nova aba do navegador)

Comunicar métricas ESG – Mídias Sociais e Tradicionais na Comunicação ESG

Os relatórios GRI e SASB são diretamente relacionados com o mundo dos negócios. Mas existe outra esfera de percepção da imagem de uma empresa que não se enquadra nesses relatórios. Trata-se da imagem pública de uma empresa, ou seja, o que as pessoas pensam sobre ela e como ela se relaciona com a sociedade civil de maneira geral.

Hoje em dia, uma boa imagem não é construída por meio de relatórios e reportes financeiros, nem nada do tipo. A imagem pública de uma empresa se constrói com o passar do tempo e é reflexo claro de diversos aspectos. Ou seja, os tempos mudaram!

Podemos citar, por exemplo, a qualidade dos produtos fornecidos, os serviços de atendimentos prestados pela empresa, os serviços pós-vendas e as ações dessa empresa junto à sociedade. 

Existe um ditado que diz: que a voz do povo é a voz de Deus, e quando falamos sobre a imagem pública de uma empresa, isso é mais do que verdade, seja para o bem, seja para o mal.

Campanhas de marketing e publicidade podem aprimorar certos aspectos da imagem pública de uma empresa, mas apenas ações práticas e resultados tangíveis podem alterar sua percepção consolidada. A comunicação de métricas ESG autênticas é crucial; sem isso, não há eficácia, ou pior, é como descartar um investimento milionário.

Portanto, estabelecer uma relação positiva com a sociedade e investir de forma honesta e genuína na transformação cultural de uma empresa é sempre o caminho mais eficaz para melhorar as métricas ESG. Esta também é a estratégia mais eficiente para comunicar essas métricas.

Comunicar métricas ESG – “Olha como nós somos responsáveis”

Esta é uma estratégia muito utilizada, principalmente, por empresas e corporações que são grandes geradoras e grandes poluidoras. Mas isso é rasgar dinheiro que poderia ser investido em práticas sustentáveis em vez de em mentiras insustentáveis. Não acha?

Sustentabilidade Empresarial, ESG e Comunicação é uma relação que está muito longe disso. Essa alternativa sempre visa um boom de engajamento, mas não existe por trás dela uma real construção de novas práticas e novas políticas internas.

Essas estratégias de marketing são adotadas após um grande escândalo ou incidente que resulta em uma imagem negativa da corporação. Mais cedo ou mais tarde, esse tipo de lucro se esvai. É como jogar dinheiro fora para restaurar a imagem, e isso acabará sendo mais custoso do que investir para ser realmente sustentável a longo prazo.

Os lucros obtidos com a irresponsabilidade não ficarão no bolsoComunicar métricas ESG

Por exemplo: Petroleiras, minerações, empresas do agronegócio, são apenas alguns exemplos de que os escândalos vão levar todos os lucros obtidos com as ganancias irresponsáveis. Enfim, estão rasgando dinheiro em propagandas enganosas com o “olha como agora somos responsáveis”. Investem bilhões para passar a imagem de que agora são exemplos ecológicos. Em vão!

Enfim, esse tipo de mentira não cola mais no mercado, tanto para investidores quanto para os consumidores. Ao comunicar e divulgar as métricas ESG você precisa pensar diferente.

Se sua empresa está intencionada em seguir as boas práticas, então, essa prática mentirosa de vender uma falsa imagem não pode ser uma delas. Certo! Ora, é uma questão de ser responsável de verdade. Acha que no longo prazo seus lucros vão ficar no bolso? Claro que não!

Enfim, cada vez mais as empresas que pensam assim serão pressionadas pelo mercado. É um novo mercado! Cada vez menos clientes vão investir ou comprar desse “tipo de empresários”. Eles podem até sobreviver por mais algum tempo. Mas o começo do fim já trilhou seu caminho.

Mas veja bem! Por favor não me julgue. A minha verdade não é melhor que a sua! Estou apenas expondo um ponto de vista que não é novo.

Sua empresa é “responsável”?

“Nossa verdade é melhor que a sua” – comunicar as métricas ESG

No mundo corporativo, a tentação de criar “verdades” convenientes em vez de enfrentar a realidade pode ser forte, especialmente quando se trata de comunicar métricas ESG. Mas essa estratégia falha miseravelmente, gerando custos altos e minando a confiança dos stakeholders.

Empresas do agronegócio, por exemplo, podem se sentir pressionadas a apresentar números positivos sobre o uso de agrotóxicos, ignorando os impactos negativos no meio ambiente e na saúde. Essa “verdade” ilusória, porém, não engana ninguém.

Comunicação empresarial
Comunicar métricas ESG -“Nossa verdade é melhor que a sua” – não é o caminho!

A comunicação ESG eficaz exige transparência radical. É preciso reconhecer os desafios, os pontos fracos e as áreas que precisam de melhorias, buscando soluções conjuntas com stakeholders. Essa abordagem honesta constrói confiança, abre portas para o diálogo e impulsiona mudanças reais em direção à sustentabilidade.

Lembre-se: “Minha verdade não é melhor que a sua” é a chave para uma comunicação ESG autêntica e eficaz. Abrace a transparência, enfrente os desafios e construa um futuro sustentável para todos.

Parar de forjar verdades é o melhor caminho – comunicar as métricas ESG

Se você é um profissional de marketing acorde do delírio antigo em que as empresas sobreviveriam mesmo se não estivessem nem aí com o mundo.

Não estou nem ai com o meio ambiente
A maioria não está nem aí com o futuro do planeta, mas você pode fazer a diferença – comunique métricas ESG

Portanto, forjar verdades e atuar reativamente não são estratégias adequadas para estabelecer uma comunicação efetiva com seus prospects. O caminho correto para se comunicar de uma maneira concisa e que transmita segurança deve ser traçado com passos firmes e claros. O processo de comunicar e divulgar as métricas ESG deve ser contínuo e sincero. 

Parar de mentir:

Forjar uma nova verdade não é o caminho para dialogar com a sociedade, a sinceridade deve sempre ser um dos pilares do processo de comunicação. 

Sustentabilidade Empresarial: ESG e comunicação (Abre numa nova aba do navegador)

Apresentação de relatórios ESG
Parar de forjar verdades é o caminho!

Pense duas vezes antes de ignorar a sustentabilidade – comunicar as métricas ESG

Ignorar a sustentabilidade e a importância das métricas ESG é um risco para o futuro do seu negócio. As empresas que se comprometem com práticas ESG (Ambientais, Sociais e de Governança) prosperam e ganham importância em um mundo que exige responsabilidade e transparência.

Existem três caminhos para você:

  • A estratégia inteligente: Implementar práticas ESG de forma estratégica, aproveitando as vantagens competitivas e a reputação positiva que elas trazem.
  • Rir da sustentabilidade: Uma opção míope que ignora os desafios do presente e as oportunidades do futuro.
  • Adotar a sustentabilidade de verdade: Mudar suas crenças e práticas para construir um futuro sustentável para o planeta e para o seu negócio.

Cases positivos de ESG

O mundo dos investimentos baseados em critérios ESG tem crescido vertiginosamente em todo o mundo. De acordo com a Global Sustainable Investment Alliance, houve um aumento de 34% nos ativos geridos por fundos que optaram por estratégias sustentáveis em relação ao ano de 2016. Os valores envolvidos perpassam a cifra dos 30 trilhões de Dólares. 

Embora a tendência do setor aponte para o crescimento, esses investimentos ainda são tímidos no Brasil. As empresas brasileiras ainda estão dando os primeiros passos nesse novo caminho.

O que você está esperando para investir em ESG ou em empresas que aplicam essas práticas?

Leia também: Veja também: Sustentabilidade Tecnológica (abre em outra janela para você ler depois)

Referências de pesquisa para ESG

Ferramenta para diagnótico ESG do Sebrae

Revistas Acadêmicas

Business & Society

Sustainable Development

Corporate Social Responsibility and Environmental Management

Indicações de Livros Acadêmicos

ESG: O presente e o futuro das empresas Autor: Ricardo Ribeiro Alves. Editora: Elsevier. Ano: 2022.

O poder transformador do ESG: Como alinhar lucro e propósito – Autora: Paula Harraca. Editora: Bookwire. Ano: 2022.

Fundamentos do ESG: Geração de valor para os negócios e para o mundo – Autor: Fábio Galindo. Editora: Bookwire. Ano: 2020.

“Sustainable Business: A Global Perspective” por Pelo & O’Brien (2020)

“The Business of Sustainability: Managing for Corporate Social Environmental and Economic Responsibility” por Epstein (2020)

“ESG Investing: A Practical Guide for Investors” por Eccles, Loomis, Serafimidis & Wagner (2019)

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