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Amanda da Cruz Costa – Quem é, trajetória, ativismo internacional

Amanda da Cruz Costa aparece em foto com a periferia sendo mostrada ao fundo
Amanda da Cruz Costa aparece em foto com a periferia sendo mostrada ao fundo
Amanda da Cruz Costa na luta por justiça ambiental

Tempo de leitura: 8 minutos

Quem é Amanda da Cruz Costa? #

Amanda da Cruz Costa é uma jovem ativista brasileira que vem se destacando cada vez mais na luta por justiça climática, inclusão racial e direitos da juventude. Com apenas pouco mais de 25 anos, ela já participou de grandes eventos internacionais, falou em conferências da ONU e fundou projetos voltados à transformação social e ambiental.

Antes de tudo, entender quem é Amanda e qual o impacto de suas ações é essencial para perceber como os jovens estão cada vez mais envolvidos em decisões globais. Além disso, veremos os principais projetos dela, como, por exemplo, ela liga o racismo à crise ambiental, e como a juventude pode se engajar nesse movimento.

Prepare-se para conhecer uma liderança inspiradora, que usa a voz para mudar o mundo! Conforme o relatório “Juventude e Meio Ambiente”, publicado pelo Instituto Clima e Sociedade em 2022, a maioria dos jovens brasileiros deseja se envolver com ações ambientais, mas não sabe por onde começar. Amanda surge, então, como um exemplo de como é possível transformar essa vontade em ação concreta.


Trajetória de Amanda Costa #

Amanda da Cruz Costa nasceu e cresceu na periferia da Zona Norte de São Paulo. Viver em uma área marginalizada lhe deu uma visão real sobre desigualdades sociais e ambientais. Desde muito nova, ela percebeu que sua comunidade enfrentava desafios diferentes dos bairros mais ricos. Por exemplo, a falta de saneamento, a presença de lixões próximos e o acesso precário a transporte público.

Gradualmente, Amanda passou a estudar mais sobre esses problemas. Com o tempo, ela entendeu que muitas dessas dificuldades estavam ligadas ao que chamamos de racismo ambiental. Então, ela decidiu agir. Ainda adolescente, Amanda começou a participar de debates sobre o clima e se envolveu com organizações sociais.

Durante sua formação, estudou Relações Internacionais na faculdade e mergulhou ainda mais em temas como desigualdade, meio ambiente e justiça social. Não demorou muito para que ela começasse a representar o Brasil em espaços internacionais. Inclusive, ela já participou de eventos como a COP 26, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que aconteceu na Escócia em 2021.

Por que será que o envolvimento de jovens como Amanda é tão essencial para combater as mudanças climáticas?


O ativismo de Amanda Costa foca na justiça climática e justiça racial #

O diferencial do ativismo de Amanda está no fato de que ela não fala somente sobre salvar o planeta, mas também sobre salvar pessoas. Mais especificamente, ela defende que a crise climática afeta desigualmente as populações negras, indígenas e periféricas. Por isso, seu trabalho busca unir justiça climática e justiça racial.

Além disso, Amanda da Cruz Costa acredita que a juventude precisa estar presente nas tomadas de decisão. Ou seja, ela defende que os jovens não devem apenas ouvir o que os adultos dizem, mas também participar ativamente das soluções. Para ela, a juventude não é só o futuro, mas o presente da luta ambiental.

Essa visão aparece nos projetos que ela criou e apoia. Um deles é o Perifa Sustentável, uma iniciativa que conecta jovens da periferia com debates sobre sustentabilidade, Educação ambiental e acesso a Oportunidades Verdes. A proposta é que a transição para um mundo mais justo e limpo comece nos lugares que mais sofrem com os impactos da crise climática.

Projeção internacional da ativista Amanda da Cruz Costa #

Amanda cresceu na Zona Norte de São Paulo, uma região periférica que a fez ver de perto as desigualdades sociais e ambientais. Desde cedo, ela notou que sua comunidade lidava com desafios bem diferentes dos bairros mais ricos, como a falta de saneamento básico, a proximidade de lixões e um transporte público precário.

Com o tempo, Amanda da Cruz Costa aprofundou seus estudos sobre esses problemas e entendeu que muitos deles estavam ligados ao racismo ambiental. Decidida a agir, ela começou a participar de debates sobre o clima e se engajou em organizações sociais ainda na adolescência. Na faculdade, estudou Relações Internacionais, aprofundando-se em temas como desigualdade, meio ambiente e justiça social. Rapidamente, Amanda começou a representar o Brasil em eventos internacionais, como a COP 26 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em 2021, na Escócia).

Projetos e iniciativas que a ativista Amanda da Cruz Costa lidera ou participa #

Além do Perifa Sustentável, Amanda também integra diversas redes nacionais e internacionais. Um exemplo importante é o UN Youth Envoy, um programa da ONU que reúne jovens líderes de vários países para discutir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Ela também participa do Conselho Jovem do Instituto Clima e Sociedade, onde contribui com ideias e estratégias para engajar mais jovens em políticas públicas ambientais. Outro destaque é sua atuação no Engajamundo, uma organização brasileira feita por e para jovens, que promove ações de conscientização, formação e mobilização.

Em todos esses espaços, Amanda não somente representa a juventude brasileira. Ela também mostra que é possível fazer parte da solução mesmo sem ter acesso a grandes recursos. Seu trabalho prova que o ativismo pode começar com pequenas ações locais, mas ganhar força global quando há dedicação, união e conhecimento.


Amanda usa a internet como ponte entre jovens e causas climáticas #

Uma das estratégias mais eficientes da ativista Amanda da Cruz Costa é o uso das redes sociais. Por meio do Instagram, Twitter, YouTube e outras plataformas, ela compartilha informações, vídeos educativos, bastidores de eventos e reflexões sobre racismo, clima e juventude.

A linguagem que ela usa é acessível, direta e sempre conectada com a realidade dos jovens brasileiros. Por isso, seus conteúdos conseguem atingir desde estudantes do ensino médio até professores, pesquisadores e autoridades.

Além disso, ela participa de podcasts, lives e entrevistas em canais de mídia alternativa e tradicional. Desse modo, Amanda alcança públicos diferentes e mostra que o ativismo pode ser diverso, criativo e digital.


Resultados e Impactos do Projeto Periferia Sustentável #

Os resultados do projeto Periferia Sustentável são múltiplos e buscam gerar impacto tanto em nível local, nas comunidades, quanto em nível global, influenciando debates e políticas. Entre os principais resultados, destacam-se:

Instalação de Tecnologias Sustentáveis em Comunidades #

O projeto impulsiona a implementação de soluções práticas e acessíveis, como a primeira microgeradora de energia solar em comunidades periféricas, como a instalada no Instituto Favela da Paz, em São Paulo. Essa iniciativa visa fornecer energia limpa e reduzir custos para os moradores.

Promoção de Práticas de Saneamento e Gestão de Resíduos #

O Perifa Sustentável busca soluções para a questão do lixo e a falta de saneamento em áreas marginalizadas. Isso inclui a criação de composteiras acessíveis que reaproveitam resíduos, a criação de biodigestores que geram gás de cozinha a partir de resíduos orgânicos e a conscientização sobre o Descarte Correto.

Fortalecimento da Educação ambiental e da Conscientização #

O projeto realiza oficinas, debates e cursos sobre sustentabilidade, racismo ambiental e mudanças climáticas. O objetivo é capacitar os moradores para entenderem esses temas e se tornarem agentes de transformação em suas próprias comunidades.

Articulação e Representatividade em Nível Global #

Através de lideranças como Amanda Costa, o Perifa Sustentável leva a voz das periferias brasileiras para debates internacionais, como a COP26. Essa representatividade é crucial para as soluções climáticas considerarem as realidades e necessidades das populações mais afetadas, combatendo o racismo ambiental.

Geração de Autonomia e Melhoria da Qualidade de Vida #

Ao fornecer acesso a tecnologias e conhecimento, o projeto contribui para a autonomia das comunidades, melhorando o acesso a recursos básicos e a qualidade de vida. Isso inclui a promoção de hortas comunitárias e a valorização de saberes locais.

Visibilização do Conhecimento da “Quebrada”: O projeto destaca que as comunidades periféricas possuem um vasto conhecimento e soluções inovadoras para os desafios socioambientais. A ideia é reverter a lógica de que a periferia é somente um “objeto de estudo” para torná-la um “sujeito analítico” e criador de soluções.

Por que o Envolvimento de Jovens Como Amanda é Essencial? #

O envolvimento de jovens como Amanda é crucial no combate às mudanças climáticas por vários motivos:

Os jovens que cresceram em áreas marginalizadas, como Amanda, trazem uma visão autêntica das desigualdades e dos impactos ambientais. Eles vivem e sentem os problemas na pele, o que lhes dá uma motivação e uma compreensão únicas para buscar soluções justas.

De fato, a juventude é uma fonte de inovação e energia. Jovens ativistas frequentemente propõem abordagens criativas e desafiam o status quo, impulsionando ações mais ambiciosas e urgentes.

Ora, sabemos que as mudanças climáticas afetarão as próximas gerações de forma mais severa. Por isso, é natural que os jovens se mobilizem para proteger seu próprio futuro, exigindo assim que os líderes tomem medidas eficazes agora.

Portanto, jovens como Amanda da Cruz Costa conseguem inspirar e mobilizar outros jovens e comunidades, criando um movimento global mais forte e inclusivo. Eles usam novas plataformas e linguagens para engajar um público amplo. Por isso, o ativismo jovem destaca a importância da justiça intergeracional, lembrando que as decisões de hoje terão consequências duradouras para quem virá depois.

Em suma, a participação de jovens como a ativista Amanda da Cruz Costa é fundamental porque eles não são somente o futuro; eles são agentes de mudança no presente, trazendo urgência, novas perspectivas e uma paixão inabalável pela justiça climática.


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