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Atualizado em: 01/11/2026
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Consumo conspícuo é a compra e a exibição de bens e serviços para mostrar riqueza e posição social. O termo vem do economista norte-americano Thorstein Veblen, no livro “A teoria da classe ociosa”, de 1899. Como a ideia geral já está em consumismo, esta página trata do mecanismo econômico por trás dela.
O que a teoria comum não explica
Na teoria econômica mais simples, quando o preço de um bem sobe, a procura por ele cai. Em 1950, o economista Harvey Leibenstein publicou no Quarterly Journal of Economics uma análise de casos em que isso não vale (Leibenstein, 1950).
Ele separou dois tipos de procura:
- Funcional: a que vem das qualidades do próprio bem, como servir para vestir ou para transportar.
- Não funcional: a que vem de fatores de fora do bem. A mais importante, para ele, é o efeito que o consumo dos outros tem sobre o valor que cada pessoa dá ao que compra.
Três efeitos
Dentro da procura não funcional, Leibenstein descreveu três efeitos (Leibenstein, 1950):
- Efeito manada (em inglês, bandwagon): a procura sobe porque outras pessoas também compram o bem.
- Efeito esnobe: a procura cai porque outras pessoas passaram a comprar o bem; quem compra quer ser exclusivo.
- Efeito Veblen: a procura sobe porque o bem tem preço mais alto, e não mais baixo. É a forma que o consumo conspícuo toma na teoria da procura.
O preço que os outros veem
No efeito Veblen, segundo Leibenstein, o valor de um bem usado para ostentar depende do preço pago por ele, e não só das suas qualidades. Ele separa o preço real, o que a pessoa de fato pagou, do preço conspícuo, o que os outros acham que ela pagou. É o segundo que conta para a ostentação. Por isso, a curva de procura de um bem com efeito Veblen pode subir, descer ou fazer as duas coisas, conforme a faixa de preço.
Você sabia?
Leibenstein tratou a procura especulativa e a procura irracional como outros tipos de procura não funcional, ao lado dos efeitos manada, esnobe e Veblen (Leibenstein, 1950). Ressalva: o artigo é um modelo teórico e não mede quanto do consumo real segue cada efeito.
Termos vizinhos
Resumo: principais perguntas e respostas
A compra e a exibição de bens para mostrar riqueza e posição social, ideia de Thorstein Veblen (1899).
O caso em que a procura por um bem sobe porque ele tem preço mais alto, pela análise de Harvey Leibenstein (1950).
No esnobe, a procura cai quando muita gente passa a comprar; no Veblen, o que pesa é o preço.
Fontes
- Leibenstein, Harvey. Bandwagon, Snob, and Veblen Effects in the Theory of Consumers’ Demand. The Quarterly Journal of Economics, v. 64, n. 2, p. 183-207, maio de 1950. DOI 10.2307/1882692.
- Encyclopaedia Britannica. The Theory of the Leisure Class. Sem ano, consultado em 1/11/2026. (Livro de Thorstein Veblen, 1899.)
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