Nascente, rio e mar: por que o rio não é salgado e quem vive nele

Atualizado em: 28/10/2026 · Para turmas do 4º e 5º ano (9 a 10 anos) · 2 encontros de 50 min, com alguns dias de intervalo

Crianças observando um pote com sal que sobrou da água e uma esponja molhada soltando água numa bandeja.
Ilustração: 123 Ecos

O que a turma vai perceber #

  • “O sal do mar veio das rochas, carregado pelos rios.”
  • “O rio começa com água que estava guardada embaixo da terra.”
  • “No rio, cada ser vivo depende de outro.”

Antes da aula, para você #

O sal do mar vem principalmente das rochas: a chuva, levemente ácida, desgasta as rochas e dissolve sais, que os rios levam ao oceano. Lá, a água evapora e os sais ficam, acumulando-se ao longo de milhões de anos. Se o sal dos oceanos fosse espalhado sobre os continentes, formaria uma camada de mais de 160 metros. A água dos rios também tem sais, mas em quantidade muito pequena, porque está sempre se renovando.

Parte da chuva infiltra no solo e abastece a água subterrânea. Onde essa água encontra uma saída, brota a nascente. A vegetação ao redor favorece a infiltração e protege o solo da erosão. O rio São Francisco, por exemplo, nasce na região da Serra da Canastra, em Minas Gerais, onde há uma nascente considerada histórica e outra apontada por estudos como a geográfica.

Num rio, algas e plantas aquáticas produzem alimento com a luz do sol e sustentam pequenos animais, que alimentam peixes e aves. Os micro-organismos decompõem restos. Nos rios da Amazônia vive o boto-cor-de-rosa, o maior golfinho de água doce do mundo.

Ideia errada comum: que o mar é salgado porque sempre foi assim, ou que a água do rio não tem sal nenhum. O prato do passo 1 mostra que a água vai embora e o sal fica.

Fontes: USGS, Por que o mar é salgado?; CBH São Francisco, Um lugar chamado Canastra; AMPA, Boto-vermelho.

Como conduzir #

  1. Água que vai, sal que fica. Misture sal em um pouco de água e deixe num prato ao sol por alguns dias. Ao lado, um prato só com água da torneira. O que sobra em cada um?
  2. A esponja que guarda água. Coloque uma esponja sobre um pouco de terra numa bandeja e jogue água devagar, como chuva. Depois, aperte a esponja de leve num canto: a água que sai é a nascente do modelo.
  3. Cadeia do rio. Entregue cartões com sol, algas, plantas aquáticas, larvas, camarões, peixes pequenos, peixes grandes, aves e micro-organismos. Os grupos ligam quem come quem com barbante.
  4. E se faltar alguém? Retire um cartão da cadeia e pergunte o que acontece com os outros.
  5. Fechamento. Voltem ao prato do primeiro passo e conversem: por que o rio não fica salgado como o mar?

Materiais: sal, dois pratos, esponja, bandeja, terra, cartões, barbante.

Perguntas para conversar #

Se a água do rio vai para o mar, por que o rio não é salgado?

Ajuda a pensar: verbete Por que a água do mar é salgada e a do rio não?

Onde começa o rio mais perto da escola?

Ajuda a pensar: verbete O que é uma nascente?

O que acontece com os peixes se as algas sumirem do rio?

Ajuda a pensar: verbete Quem vive dentro de um rio?

Ligação com a BNCC #

Ciências dos anos iniciais (ciclo da água, importância da cobertura vegetal e cadeias alimentares) e Geografia (rios e paisagens do lugar onde se vive).

Para levar para casa #

Dissolver com a criança uma colher de sal em meio copo de água e deixar num pires ao sol por alguns dias. Depois, ler juntos o verbete Por que a água do mar é salgada e a do rio não?

Pastas Ecopédia

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