Um rio recebe água de muitos lugares ao mesmo tempo: da chuva, de córregos, do solo e também das cidades, das fazendas e das fábricas que estão no caminho. Tudo o que chega a ele viaja junto com a correnteza. Poluição é quando chega mais sujeira do que o rio consegue aguentar sem mudar.
Uma das fontes principais é o esgoto que não passa por tratamento. Ele leva restos de comida, fezes e micróbios que causam doenças. Outra fonte é o lixo, que a chuva arrasta das ruas para os córregos. Das fábricas podem sair produtos químicos, quando não são tratados antes. E das plantações, a chuva pode levar adubo e agrotóxicos para a água.
Você sabia?
Adubo e esgoto em excesso funcionam como comida para as algas. Elas crescem demais e deixam a água verde. Quando morrem, as bactérias que as decompõem gastam o oxigênio da água, e os peixes podem morrer. Fonte: Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), “Nutrientes e eutrofização”.
Nem toda poluição dá para ver. Um rio pode ter água transparente e, mesmo assim, ter micróbios ou produtos químicos dissolvidos. Por isso, órgãos ambientais medem a qualidade da água com aparelhos e exames de laboratório, e não só olhando.
Um rio também consegue se limpar em parte, porque a correnteza mistura a água com o ar e os seres vivos dele decompõem parte da sujeira. Mas essa capacidade tem limite. Quando a quantidade de poluição passa desse limite, o rio adoece, e a recuperação pode levar muitos anos.
Para pais e professores: guia de aula Seca e enchente: quando a água falta ou sobra
