Seca não é só um dia sem chuva. É quando chove bem menos do que o normal para aquele lugar durante semanas, meses ou até anos. O que é normal muda de região para região: um mês sem chuva pode ser comum no Cerrado, na época seca, e raro na Amazônia.
Os cientistas costumam olhar a seca em etapas. Primeiro falta chuva. Depois o solo perde a umidade, e as plantações sofrem. Se a falta continua, rios, lagos e reservatórios baixam. Cada etapa demora mais para começar e também para passar.
Você sabia?
Em outubro de 2024, o rio Negro, em Manaus, chegou ao nível mais baixo desde o começo das medições, em 1902. Até numa das regiões mais chuvosas do mundo pode haver seca forte. Fonte: Agência Gov, “Nível do Rio Negro, em Manaus, é o menor em 122 anos de monitoramento”.
As causas mais comuns estão na atmosfera. Às vezes, o ar fica parado sobre uma região e as nuvens de chuva não chegam. Fenômenos que esquentam ou esfriam a água dos oceanos, como o El Niño, mudam o caminho da chuva em muitas partes do mundo. E, segundo o IPCC, o grupo de cientistas da ONU que estuda o clima, o aquecimento do planeta causado pelas atividades humanas já aumentou, em algumas regiões, as secas que atingem o solo e as plantações.
O efeito de uma seca depende ainda das pessoas e dos lugares. Uma cidade com reservatórios e poços aguenta mais tempo. Uma família no campo, que depende de um açude, sente antes. Por isso, a mesma falta de chuva pode ser um incômodo num lugar e um problema sério em outro.
Para pais e professores: guia de aula Seca e enchente: quando a água falta ou sobra
