Espécie exótica é a que vive fora do lugar de onde veio, levada por pessoas, de propósito ou sem querer. Muitas não causam problema. Mas algumas se espalham tanto que passam a ameaçar as espécies nativas: essas são as espécies exóticas invasoras.
Elas chegam de várias formas: na água dos navios, grudadas em cascos e plataformas, em cargas, como animais de estimação soltos na natureza ou criadas para comércio e depois abandonadas.
Você sabia?
A estratégia nacional sobre o tema aponta as espécies invasoras como uma das principais causas diretas de perda de biodiversidade e de extinções, e a ameaça mais séria para a fauna das ilhas oceânicas. Fonte: MMA, Espécies exóticas invasoras: estratégia nacional e plano de implementação (2019).
No Brasil, alguns exemplos conhecidos são o javali, que destrói plantações e compete com bichos nativos; o coral-sol, que se espalha pelos costões do litoral e toma o lugar dos corais nativos; e o mexilhão-dourado, um pequeno molusco que entope canos e tomadas de água de usinas nos rios.
Prevenir é mais fácil e mais barato do que controlar. Por isso, nunca se deve soltar animais de estimação ou plantas de aquário na natureza. Até cães e gatos viram problema quando caçam ou competem com a fauna nativa em áreas naturais.
Para pais e professores: guia de aula Proteger, contar e controlar
