Quase ninguém joga plástico direto no mar. Mesmo assim, ele chega lá em grande quantidade. A maior parte do lixo plástico encontrado no mar vem da terra.
O caminho começa nas cidades e no campo. Embalagens deixadas na rua ou em lixões são levadas pela chuva e pelo vento até córregos e rios. Os rios correm para o mar e levam o plástico junto. Há também o lixo deixado nas praias, redes de pesca perdidas e fibras de roupas sintéticas, que se soltam na lavagem e saem com o esgoto.
Você sabia?
Um estudo estimou que o Brasil pode lançar no ambiente cerca de 3,4 milhões de toneladas de lixo plástico por ano, como sacolas, garrafas, canudos e isopor. Fonte: Revista Pesquisa FAPESP, Brasil lança 3,44 milhões de toneladas de lixo plástico no mar por ano (2022).
No mar, o sol e as ondas quebram o plástico em pedaços cada vez menores. Os fragmentos com menos de 5 milímetros são chamados de microplásticos. Eles já foram encontrados em mexilhões, ostras, peixes e na água de estuários brasileiros.
Tartarugas, aves e peixes podem confundir plástico com comida. O plástico engolido pode bloquear a digestão e dar a falsa sensação de barriga cheia. Como a maior parte vem da terra, as soluções também estão em terra: coleta, reciclagem, fim dos lixões e menos embalagens descartáveis.
Para pais e professores: guia de aula Do lixão ao mar: o lixo que não volta
