Normalmente, os produtos fazem um caminho de ida: saem da fábrica, passam pela loja e chegam à casa de quem compra. Logística reversa é o caminho de volta. O produto usado, ou a sua embalagem, retorna para quem o fabricou ou vendeu, para ser reaproveitado, reciclado ou descartado com segurança.
Esse caminho de volta existe porque alguns produtos não podem ir para o lixo comum. Eles têm substâncias perigosas ou são difíceis de tratar.
Você sabia?
No Brasil, a lei de resíduos de 2010 obriga a logística reversa para pilhas e baterias, pneus, lâmpadas fluorescentes, óleos lubrificantes, embalagens de agrotóxicos e eletroeletrônicos. Fonte: Lei nº 12.305/2010 (Política Nacional de Resíduos Sólidos).
A ideia por trás disso se chama responsabilidade compartilhada. Quem fabrica, quem importa, quem vende, quem compra e a prefeitura têm, cada um, uma parte do trabalho de cuidar do produto até o fim da vida dele.
Na prática, o consumidor leva o produto a um ponto de coleta, como uma caixa para pilhas no supermercado. A empresa recolhe e encaminha para o destino certo. Um caminho de volta que funciona bem no Brasil, mesmo sem ser obrigação da lei, é o das latas de alumínio: quase todas voltam para a fábrica, porque valem dinheiro.
Para pais e professores: guia de aula Do lixão ao mar: o lixo que não volta
