O que mudou na lista de animais ameaçados de 2026?

Atualizado em: 26/10/2026 · Nível de leitura: Ensino Fundamental — anos finais

Em poucas palavras

Em 2026, a lista nacional de animais ameaçados foi atualizada por duas portarias do Ministério do Meio Ambiente. Uma reúne 490 peixes e invertebrados aquáticos; a outra, 790 dos demais animais. Na segunda, 184 nomes não constavam na lista de 2022, e algumas espécies mudaram de categoria.

Em 2026, a lista nacional de animais ameaçados de extinção foi trocada por duas portarias do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A primeira, de abril, reúne os peixes e invertebrados aquáticos. A segunda, de junho, reúne os demais grupos: mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres. Antes delas, valia a lista de 2022.

As duas portarias #

A Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026, lista 490 espécies e subespécies de peixes e invertebrados aquáticos ameaçados: 154 criticamente em perigo, 176 em perigo e 160 vulneráveis. Ela revogou a Portaria MMA nº 445, de 2014.

A Portaria MMA nº 1.704, de 16 de junho de 2026, lista 790 dos demais animais no anexo I: 168 criticamente em perigo (25 deles com a marca “possivelmente extinta”), 285 em perigo, 336 vulneráveis e 1 extinto na natureza. O anexo II traz 9 espécies extintas, 6 no mundo todo e 3 só no Brasil.

As contas acima foram feitas nas cópias das portarias publicadas no site do ICMBio.

O que entrou #

Na Portaria 1.704, 184 nomes vêm marcados com um asterisco, que a própria portaria explica como “espécies que não constavam na Lista anterior”, a de 2022. Isso inclui espécies avaliadas pela primeira vez como ameaçadas, mas também pode incluir nomes científicos que mudaram, por isso o número não é o mesmo que “espécies novas ameaçadas”.

Dois exemplos marcados com o asterisco:

  • Anodorhynchus hyacinthinus, a arara-azul-grande da reportagem da Folhapress (9/9/2026), agora vulnerável. Ouvido pela Folhapress, o pesquisador Luís Fábio Silveira, do Museu de Zoologia da USP, diz que as maiores populações da espécie, no Pantanal, “sofreram enormemente com os seguidos incêndios no bioma”;
  • Sotalia fluviatilis, o tucuxi da mesma reportagem, agora em perigo; a Folhapress o descreve como um dos animais mais conhecidos da Amazônia.

Quem mudou de categoria #

A comparação completa com a lista de 2022 não está nas portarias de 2026. As mudanças abaixo foram noticiadas e a categoria nova foi conferida na Portaria 1.704:

  • Antilophia bokermanni, o soldadinho-do-araripe da reportagem do Diário do Nordeste (4/7/2026): passou de criticamente em perigo para em perigo, segundo o jornal, que liga a mudança à estimativa atual da população, de 436 a 540 adultos;
  • o sauim-de-coleira (Saguinus bicolor): de criticamente em perigo para em perigo, e Eubalaena australis, a baleia-franca-austral da reportagem: de em perigo para vulnerável, segundo a Folhapress;
  • o peixe-boi-marinho (Trichechus manatus), que aparece como criticamente em perigo na Portaria 1.704, e Tursiops gephyreus, o boto-de-lahille da reportagem, também criticamente em perigo, estão entre os que pioraram, segundo a Folhapress.

O que muda na prática #

Estar na lista dá proteção legal à espécie e pode levar a um plano de ação para reduzir as ameaças. Como uma espécie é avaliada e chega à lista está explicado em Como uma espécie entra na lista de ameaçadas de extinção?. As espécies que o Brasil já perdeu estão em Quais espécies brasileiras já foram declaradas extintas?.

Fontes #

Pastas Ecopédia

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