As principais doenças e parasitas que ameaçam as abelhas são o ácaro varroa, os vírus que ele transmite, como o da asa deformada, os fungos do gênero Nosema e as bactérias que causam as crias pútridas. Elas atingem sobretudo a abelha-europeia criada pelo homem, mas podem passar para abelhas silvestres. A avaliação mundial da IPBES, de 2016, lista as doenças e parasitas entre as causas do declínio dos polinizadores.
Ácaro varroa #
O Varroa destructor é um ácaro pequeno, avermelhado, que vive grudado nas abelhas e em suas crias. Segundo a Epagri, ele:
- se alimenta das larvas, pupas e abelhas adultas;
- reduz a vida das abelhas e a postura da rainha;
- faz nascer abelhas fracas ou defeituosas;
- transmite vírus, como o que deforma as asas.
No Brasil, os níveis de infestação costumam ser baixos porque a abelha africanizada tolera melhor a varroa que as abelhas europeias. Mas a Embrapa alerta que linhagens do ácaro que se reproduzem mais rápido podem aumentar os prejuízos.
Vírus #
O mais conhecido é o vírus da asa deformada: as abelhas nascem com as asas encolhidas e não conseguem voar. Ele existia antes, mas se tornou muito mais grave quando passou a ser transmitido pela varroa.
Nosemose #
É causada por fungos microscópicos do gênero Nosema, que atacam o intestino das abelhas adultas e reduzem a vida delas. Associada à varroa, pode levar à perda de colmeias, sobretudo no outono e na primavera.
Crias pútridas #
São doenças causadas por bactérias que matam as larvas dentro dos favos, que ficam com aspecto e cheiro de podre. A cria pútrida americana é a mais grave e se espalha com facilidade por favos, ferramentas e mel contaminados.
Como elas se espalham #
- Pelo transporte de colmeias e pela venda de rainhas e enxames entre regiões.
- Por favos, ferramentas e mel de colmeias doentes.
- Pelas flores: abelhas criadas e silvestres visitam as mesmas flores, e alguns patógenos passam de umas para outras.
Como prevenir #
- Monitorar a varroa regularmente, contando ácaros em amostras de abelhas.
- Trocar favos velhos, renovar rainhas e manter colmeias em locais secos e ensolarados.
- Não usar medicamentos químicos sintéticos sem orientação: eles deixam resíduos no mel e criam resistência. Produtos como ácido oxálico e timol são usados no controle orgânico.
- Comprar enxames e rainhas de criadores de confiança e respeitar as regras sanitárias.
Ver também: O que é o colapso das colônias de abelhas? e O que é manejo sustentável de abelhas?.
Fontes #
- Epagri. Cartilha sobre o ácaro varroa, maio de 2015. PDF.
- Embrapa Meio-Norte. Infestação do ácaro varroa em colônias de abelhas africanizadas, Teresina (PI). PDF.
- IPBES. Assessment report on pollinators, pollination and food production, 2016. Comunicado da FAO.
- USDA, Serviço de Pesquisa Agrícola (ARS). Colony Collapse Disorder: an overview.
