O manto terrestre é a camada da Terra que fica entre a crosta e o núcleo. É a maior de todas: tem cerca de 2.900 km de espessura e ocupa cerca de 84% do volume do planeta, segundo a National Geographic. É feito de rocha sólida e quente, que mesmo assim se move, muito devagar. Esta postagem é uma das partes de Camadas da Terra.
As partes do manto #
| Parte | Profundidade | O que tem de especial |
|---|---|---|
| Topo do manto, na litosfera | Da base da crosta até cerca de 100 km | Rígido; junto com a crosta, forma as placas tectônicas |
| Astenosfera | De cerca de 100 a 410 km | Mais mole; as placas deslizam sobre ela |
| Zona de transição | De cerca de 410 a 660 km | Os minerais mudam de forma com a pressão; os cristais guardam tanta água quanto os oceanos |
| Manto inferior | De cerca de 660 a 2.700 km | Mais quente e mais denso |
| Camada D″ (“D duas linhas”) | Uma faixa fina logo acima do núcleo, até cerca de 2.900 km | É a fronteira com o núcleo |
Fonte da tabela: National Geographic. O topo do manto, a astenosfera e, em muitos livros, a zona de transição formam o manto superior.
Os limites do manto têm nome. Em cima fica o Moho, a cerca de 8 km de profundidade sob os oceanos e 32 km sob os continentes. Embaixo fica a descontinuidade de Gutenberg, a cerca de 2.900 km, onde começa o núcleo externo, segundo a National Geographic.
Quanto mais fundo, mais quente #
Segundo a National Geographic, a temperatura do manto vai de cerca de 1.000 °C, perto da crosta, a 3.700 °C, perto do núcleo. Nas partes de cima, ela sobe cerca de 25 °C a cada quilômetro de profundidade.
A pressão também aumenta com a profundidade.
Do que o manto é feito #
O manto é feito de rochas com mais ferro e magnésio do que as da crosta.
- Na parte de cima, a rocha típica é o peridotito, feito principalmente dos minerais olivina e piroxênio, segundo a National Geographic.
- No manto inferior, a pressão transforma esses minerais. O principal deles é a bridgmanita, que só recebeu esse nome em 2014, quando foi encontrada num meteorito caído na Austrália. Antes era chamada de perovskita de silicato. Segundo a Scientific American, é o mineral mais abundante da Terra.
Uma rocha sólida que se move #
Parece impossível, mas o manto sólido se move. Ele se comporta como uma massa muito dura que, ao longo de milhões de anos, escorre devagar. A rocha mais quente, perto do núcleo, sobe; a mais fria, perto da superfície, desce. Esse movimento se chama convecção do manto, e, segundo a National Geographic, é ele que domina a saída do calor de dentro da Terra.
O magma, rocha derretida, é outra coisa: é só a pequena parte do manto que derrete em alguns lugares e sobe para alimentar os vulcões.
Alguns geólogos também identificam plumas do manto, colunas de rocha muito quente que sobem do fundo. Segundo a National Geographic, já foram apontadas mais de mil, mas outros geólogos duvidam que existam.
O que o manto faz pela superfície #
- Move as placas: a litosfera desliza sobre a astenosfera, e as placas tectônicas se afastam, se chocam e mergulham de volta no manto.
- Alimenta vulcões: o magma que sobe do manto forma as ilhas vulcânicas e o fundo dos oceanos.
- Forma diamantes: segundo a National Geographic, eles se formam no manto superior, a pelo menos 150 km de profundidade, e sobem em erupções muito profundas. As pedras que vêm junto mostram aos cientistas como é o manto até cerca de 700 km.
Resumo: principais perguntas e respostas #
É a camada entre a crosta e o núcleo, feita de rocha sólida e quente. Tem cerca de 2.900 km de espessura e 84% do volume da Terra, segundo a National Geographic.
De cima para baixo: o topo rígido, que faz parte da litosfera; a astenosfera; a zona de transição; o manto inferior; e a camada D″, na fronteira com o núcleo.
Não. É sólido, mas se move muito devagar ao longo de milhões de anos. O magma é só a pequena parte que derrete em alguns lugares.
De cerca de 1.000 °C, perto da crosta, a 3.700 °C, perto do núcleo, segundo a National Geographic.
No manto superior, a pelo menos 150 km de profundidade, segundo a National Geographic.
Fontes #
- National Geographic Society. Mantle. National Geographic Education.
- Scientific American. Earth’s most abundant, yet elusive, mineral named after Nobel Prize winner. 2014.
