A preguiça-de-Hoffmann (Choloepus hoffmanni) é uma preguiça-de-dois-dedos que vive da Nicarágua à Bolívia, segundo o Animal Diversity Web, da Universidade de Michigan. No Brasil, só aparece no oeste da Amazônia, segundo a ficha de avaliação do ICMBio. É ativa à noite e passa a vida pendurada nos galhos.
| Ficha | Dados |
|---|---|
| Nome comum | Preguiça-de-Hoffmann; no Brasil, também preguiça-real ou unau |
| Nome científico | Choloepus hoffmanni |
| Família | Megalonychidae |
| Tamanho e peso | Corpo de 58 a 70 cm; 4 a 8 kg |
| Onde vive | Da Nicarágua à Bolívia; no Brasil, poucos registros no sul e no oeste da Amazônia (Mato Grosso e Amazonas; provável no Acre e em Rondônia) |
| Situação na IUCN | Pouco Preocupante |
| Situação no Brasil | Fora da lista da Portaria MMA 1.704/2026; Dados Insuficientes na avaliação do ICMBio |
Tamanho e peso: Animal Diversity Web. Nomes, onde vive no Brasil e avaliação nacional: ficha do ICMBio.
Como é #
Tem duas garras nas patas da frente, de 8 a 10 cm, e três nas de trás. O pelo é uma mistura de bege, louro e marrom-claro e chega a 15 cm, segundo o Animal Diversity Web. Na época de chuva, fica esverdeado por causa das algas que crescem nele. A cabeça é redonda e o rosto é achatado. A cauda quase não existe.
O pescoço é curto, com 5 a 8 vértebras, e firme, o que ajuda a sustentar a cabeça de cabeça para baixo. A diferença para a preguiça-real (Choloepus didactylus) é sutil: a de Hoffmann não tem as manchas escuras nos ombros e nos braços (Animal Diversity Web e ficha do ICMBio).
Onde vive #
Vive em florestas de terras baixas e de montanha, onde as copas das árvores se tocam, segundo o Animal Diversity Web. Há duas populações separadas: uma vai da Nicarágua ao oeste da Venezuela, à Colômbia e ao Equador; a outra, do Peru à Bolívia, passando pelo extremo oeste do Brasil.
No Brasil, a ficha do ICMBio diz que há poucos registros: um recente no norte de Mato Grosso, perto do rio Cristalino, e um antigo no Amazonas. A presença é provável no Acre e em Rondônia, mas falta confirmação. Os pesquisadores pedem mais estudos para saber até onde ela vai.
Alimentação #
Come sobretudo folhas, mas também brotos, ramos tenros, frutos e flores, segundo o Animal Diversity Web. Um adulto come em média 350 gramas por dia. O estômago tem quatro câmaras, com bactérias que digerem a celulose das folhas. Na Costa Rica, uma pesquisa viu a espécie visitar 101 espécies de árvores e se alimentar em 34 delas (ficha do ICMBio).
Reprodução #
Segundo o Animal Diversity Web:
- a gestação dura cerca de 11 meses e meio, e nasce um filhote, de cerca de 340 gramas;
- o filhote já nasce com garras e se agarra à mãe;
- a mãe o carrega por 6 a 9 meses, e ele aprende com ela quais folhas comer;
- o pai não cuida do filhote;
- entre um parto e outro passam pelo menos 15 meses.
Comportamento #
É solitária e noturna: começa a se mover cerca de uma hora depois do pôr do sol e para ao amanhecer, segundo o Animal Diversity Web. Anda no máximo cerca de 37 metros por dia. Desce ao pé da árvore cerca de uma vez por semana para defecar, sempre nos mesmos lugares. A temperatura do corpo varia de 24 a 33 °C, e ela se aquece entrando e saindo do sol. Quando é obrigada a se defender, usa as garras e os dentes afiados. Os predadores são a harpia, a onça-pintada, a jaguatirica e as sucuris.
Vive cerca de 12 anos na natureza, segundo o Animal Diversity Web. Em cativeiro, um indivíduo passou dos 32 anos, segundo a ficha do ICMBio.
Conservação #
Na IUCN, está Pouco Preocupante, porque vive numa área grande e tolera matas alteradas. Segundo o Animal Diversity Web, o desmatamento, a agricultura e o tráfico de animais podem reduzir as populações. A ficha do ICMBio diz que, na Colômbia, filhotes são capturados e vendidos a turistas, e que no Brasil a principal ameaça é o desmatamento em Rondônia e no norte de Mato Grosso.
No Brasil, a espécie não está na lista nacional de espécies ameaçadas, atualizada pela Portaria MMA 1.704, de 16 de junho de 2026. Na avaliação do ICMBio, ficou como Dados Insuficientes: faltam informações para saber se corre risco. Veja as outras preguiças em Bicho-preguiça.
Resumo: principais perguntas e respostas #
Sim, mas há poucos registros, todos na Amazônia: em Mato Grosso e no Amazonas, e provavelmente no Acre e em Rondônia. A maior parte vive fora do país.
São as duas preguiças-de-dois-dedos e são muito parecidas. A de Hoffmann não tem manchas escuras nos ombros e nos braços.
Sobretudo folhas, mas também brotos, frutos e flores. Um adulto come em média 350 gramas por dia.
Cerca de 11 meses e meio. Nasce um filhote, que a mãe carrega por 6 a 9 meses.
Não. Na IUCN está pouco preocupante. No Brasil, faltam dados: o ICMBio a classificou como dados insuficientes.
Fontes #
- Animal Diversity Web, Universidade de Michigan. Choloepus hoffmanni.
- ICMBio. Avaliação do risco de extinção de Choloepus hoffmanni no Brasil. Silva, K. F. M., Moraes-Barros, N. e Vaz, S. M.
- Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Portaria MMA nº 1.704, de 16 de junho de 2026. Lista Nacional Oficial das Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção.

