O tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla), também chamado de tamanduá-de-colete, é um tamanduá de porte médio da América do Sul. Segundo o Animal Diversity Web, da Universidade de Michigan, ele vive entre o chão e as árvores, tem uma cauda que se enrola nos galhos e pesa em média 4,5 kg. Não está ameaçado.
| Ficha | Dados |
|---|---|
| Nome comum | Tamanduá-mirim ou tamanduá-de-colete |
| Nome científico | Tamandua tetradactyla |
| Família | Myrmecophagidae |
| Tamanho e peso | Corpo de 53,5 a 88 cm; cauda de 40 a 59 cm; média de 4,5 kg |
| Onde vive | Da Venezuela e de Trinidad ao norte da Argentina, ao sul do Brasil e ao Uruguai, até 2.000 m de altitude |
| Situação na IUCN | Pouco Preocupante |
| Situação no Brasil | Não ameaçado (fora da lista da Portaria MMA 1.704/2026) |
Os dados do quadro vêm do Animal Diversity Web, salvo a situação no Brasil.
Como é #
A cor varia muito de lugar para lugar, segundo o Animal Diversity Web. No sudeste da área onde vive, os animais têm um “colete” preto forte, do ombro ao quadril, que contorna as patas da frente; o resto do corpo é louro, castanho ou marrom. Do norte do Brasil e da Venezuela para oeste, muitos são de uma cor só: louros, marrons ou pretos.
Tem quatro dedos com garras nas patas da frente e cinco nas de trás. Para não ferir as palmas com as garras, anda apoiado na parte de fora das mãos. A cauda é preênsil, ou seja, se enrola e segura nos galhos, e não tem pelo na parte de baixo e na ponta. A boca é uma abertura do tamanho de um lápis, por onde sai a língua.
Onde vive #
Vive em florestas úmidas e secas, savanas e matas de espinhos. Parece ser mais comum perto de rios e córregos, em matas cheias de cipós e plantas que crescem sobre as árvores, onde há muitos dos insetos que come, segundo o Animal Diversity Web.
Alimentação #
Come formigas e cupins, principalmente os que vivem nas árvores, e os acha pelo cheiro. Evita formigas com defesas químicas fortes, como as formigas-de-correição e as cortadeiras, segundo o Animal Diversity Web. Abre os ninhos com as patas da frente, muito fortes, e recolhe os insetos com a língua, que chega a 40 cm. Também deve comer mel e abelhas; em cativeiro, come frutas e carne.
Reprodução #
Segundo o Animal Diversity Web:
- o acasalamento costuma ser no outono, e o filhote nasce na primavera (o Animal Diversity Web não diz a que hemisfério se refere);
- a gestação dura de 130 a 150 dias, e nasce um filhote;
- ao nascer, o filhote não se parece com os pais: a cor vai do branco ao preto;
- ele anda nas costas da mãe por um tempo, e às vezes ela o deixa num galho seguro enquanto come.
Em cativeiro, o recorde de vida é de 9 anos e 6 meses.
Comportamento #
É ativo principalmente à noite, mas às vezes de dia, segundo o Animal Diversity Web. Deve passar o dia em troncos ocos ou em tocas de outros animais. Vive sozinho. Num estudo na Venezuela, passou de 13% a 64% do tempo nas árvores, conforme o ambiente. No chão, anda devagar e desajeitado e não consegue galopar como o tamanduá-bandeira. Quando irritado, sibila e solta um cheiro forte de uma glândula perto da cauda.
Ameaças e conservação #
Segundo o Animal Diversity Web, a espécie vive numa área grande, mas é pouco comum, e é morta por caçadores, que dizem que ela mata cães, e pelos tendões grossos da cauda, usados para fazer corda. Na IUCN, está Pouco Preocupante. No Brasil, não está na lista nacional de espécies ameaçadas, atualizada pela Portaria MMA 1.704, de 16 de junho de 2026. Veja os outros tamanduás em Tamanduá.
Resumo: principais perguntas e respostas #
O mirim é bem menor, com cerca de 4,5 kg, vive também nas árvores e tem cauda que segura galhos. O bandeira pesa de 18 a 39 kg e vive no chão.
Porque, no sudeste da área onde vive, tem uma mancha preta no corpo que parece um colete. Em outras regiões, muitos são de uma cor só.
Formigas e cupins, principalmente os que vivem nas árvores. Evita formigas com defesas químicas fortes, como as cortadeiras.
Sim. Num estudo na Venezuela, passou de 13% a 64% do tempo nas árvores. A cauda preênsil ajuda a segurar nos galhos.
Não. Na IUCN está pouco preocupante, e ele não está na lista nacional de 2026.
Fontes #
- Animal Diversity Web, Universidade de Michigan. Tamandua tetradactyla.
- Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Portaria MMA nº 1.704, de 16 de junho de 2026. Lista Nacional Oficial das Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção.

