Ana Luiza Cosme
Bióloga, mestre em Ciências Aplicadas à Medicina, educadora e escritora. Apaixonada pelo projeto da Ecopédia e Ecomunidade.
Atualizado em: 25/10/2026
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O tatu-galinha (Dasypus novemcinctus), também chamado de tatu-de-nove-bandas, é o tatu que vive na maior área das Américas, da Argentina e do Uruguai até o sul dos Estados Unidos, segundo o Animal Diversity Web, da Universidade de Michigan. Ele quase sempre tem quatro filhotes idênticos. Segundo a National Geographic Brasil, o nome popular vem do sabor da carne.
| Ficha | Dados |
|---|---|
| Nome comum | Tatu-galinha ou tatu-de-nove-bandas |
| Nome científico | Dasypus novemcinctus |
| Família | Dasypodidae |
| Peso | 3,6 a 7,7 kg; cauda de cerca de 30 cm |
| Onde vive | Da Argentina e do Uruguai ao sul dos Estados Unidos |
| Situação na IUCN | Pouco Preocupante |
| Situação no Brasil | Não ameaçado (fora da lista da Portaria MMA 1.704/2026) |
Os dados do quadro vêm do Animal Diversity Web, salvo a situação no Brasil.
Como é
A carapaça é feita de placas de osso cobertas por uma pele dura e pesa cerca de 16% do corpo, segundo o Animal Diversity Web. Tem uma parte rígida no ombro, outra no quadril e, entre elas, as faixas que dobram: em geral 9, mas podem ser de 8 a 11. A cauda tem de 12 a 15 anéis de placas. A barriga não tem proteção, e o focinho é longo e mole.
Onde vive
Vive em florestas e áreas de mato baixo, de preferência perto de rios. Evita lugares muito secos. Desde o fim do século 19, vem se espalhando para o norte nos Estados Unidos. O frio limita essa expansão, porque o tatu tem pouco pelo e pouca gordura, segundo o Animal Diversity Web.
As tocas têm de 1 a 5 metros de comprimento e ficam até 2 metros abaixo do chão. Um tatu pode ter várias tocas, uma para o ninho e outras mais rasas.
Alimentação
Come de tudo: quase 500 tipos de alimento já foram registrados, e mais de 90% da dieta são animais, segundo o Animal Diversity Web. Os besouros adultos e as larvas são a parte maior. Também come cupins, formigas, centopeias, gafanhotos, aranhas e minhocas. No inverno, pega pequenos lagartos e sapos. Menos de 10% da dieta são frutos, sementes e fungos.
Reprodução
O tatu-galinha tem um jeito raro de se reproduzir, chamado poliembrionia. Segundo o Animal Diversity Web:
- depois do acasalamento, no verão, o embrião fica meses sem se fixar no útero;
- quando se fixa, ele se divide em quatro embriões idênticos;
- a gestação dura em média 133 dias, cerca de 4 meses, e os filhotes nascem na primavera, quando há mais alimento;
- os quatro filhotes são do mesmo sexo e nascem com a carapaça mole, que endurece em algumas semanas.
Na natureza, vive de 7 a mais de 20 anos. Em cativeiro, um chegou a 23 anos.
Comportamento
É ativo à noite ou no fim da tarde. Quando se assusta, dá um pulo para cima e corre para a toca ou para o mato espinhoso. Dentro da toca, arqueia as costas e firma as patas, o que torna difícil puxá-lo para fora.
Atravessa rios nadando ou andando pelo fundo. Segundo o Animal Diversity Web, consegue prender a respiração por até 6 minutos, e engole ar para flutuar.
O tatu-galinha e a hanseníase
O tatu-galinha pode ter a bactéria que causa a hanseníase. Segundo a National Geographic Brasil (2018), um estudo publicado na PLoS Neglected Tropical Diseases encontrou sinais da bactéria em 62% dos tatus-galinha amostrados no Pará. O estudo analisou só 16 tatus, e os autores lembram que os números podem mudar com amostras maiores. Dos 146 moradores testados, 92 tinham anticorpos contra a bactéria. Quem comia a carne do tatu com mais frequência tinha mais anticorpos no sangue.
Conservação
Segundo o Animal Diversity Web, a espécie não corre perigo: tem muitos filhotes e está aumentando a área onde vive. Na IUCN, está Pouco Preocupante. No Brasil, não está na lista nacional de espécies ameaçadas, atualizada pela Portaria MMA 1.704, de 16 de junho de 2026. Veja os tatus ameaçados em Tatu.
Resumo: principais perguntas e respostas
Segundo a National Geographic Brasil, por causa do sabor da carne. Ele também é chamado de tatu-de-nove-bandas.
Porque um único embrião se divide em quatro quando se fixa no útero. Esse fenômeno se chama poliembrionia.
Ele pode ter a bactéria. No Pará, 62% dos tatus-galinha amostrados tinham sinais dela, e quem comia mais a carne tinha mais anticorpos.
Sim. Ele engole ar para flutuar, consegue prender a respiração por até 6 minutos e também anda pelo fundo dos rios.
Não. Na IUCN está pouco preocupante, e ele não está na lista nacional de 2026.
Fontes
- Animal Diversity Web, Universidade de Michigan. Dasypus novemcinctus.
- National Geographic Brasil. Humanos passaram hanseníase para tatus. Agora, eles estão devolvendo a doença. 6 jul. 2018.
- Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Portaria MMA nº 1.704, de 16 de junho de 2026. Lista Nacional Oficial das Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção.
Impresso de https://123ecos.com.br/docs/tatu-galinha/ · Atualizado em 25/10/2026 · 123 Ecos

