Ainda não, pela definição usada pelos paleontólogos, mas o ritmo atual pode levar a uma em poucos séculos. Uma extinção em massa é quando mais de 75% das espécies desaparecem em um período curto em termos geológicos. As extinções de hoje estão longe disso. Mas estudos mostram que as espécies estão sumindo dezenas a centenas de vezes mais rápido do que o normal, e, se as espécies ameaçadas forem perdidas, a Terra pode chegar a esse nível.
As cinco grandes extinções #
Segundo um estudo publicado na revista Nature em 2011:
- Ordoviciano: terminou há cerca de 443 milhões de anos; cerca de 86% das espécies desapareceram.
- Devoniano: há cerca de 359 milhões de anos; cerca de 75%.
- Permiano: há cerca de 251 milhões de anos; cerca de 96%, a maior de todas.
- Triássico: há cerca de 200 milhões de anos; cerca de 80%.
- Cretáceo: há cerca de 65 milhões de anos; cerca de 76%.
A última é a que acabou com os dinossauros, exceto as aves.
O que dizem os estudos #
- Nature, 2011: a perda atual é grave, mas ainda não chega ao nível de extinção em massa. Se as espécies hoje ameaçadas desaparecerem, porém, esse nível poderia ser alcançado em alguns séculos.
- Science Advances, 2015: no último século, os vertebrados se extinguiram em ritmo até 100 vezes maior que o ritmo natural. Sem a ação humana, as espécies perdidas teriam levado de 800 a 10 mil anos para desaparecer.
Onde há debate #
Os cientistas concordam que a perda é rápida e causada pelo ser humano. O debate é sobre o nome:
- Alguns dizem que a sexta extinção já começou, porque o ritmo é comparável ao das grandes extinções.
- Outros preferem dizer que ela pode acontecer, porque a proporção de espécies já extintas ainda é pequena.
Há também um problema de dados: só uma parte pequena das espécies conhecidas já foi avaliada, e muitas podem desaparecer sem nunca terem sido descritas. Veja Quantas espécies existem no planeta e quantas já conhecemos?.
A diferença em relação às outras #
As cinco grandes extinções tiveram causas naturais, como vulcões, mudanças no clima e o impacto de um asteroide. A atual é causada principalmente pelas atividades humanas: destruição de habitats, caça e pesca excessivas, espécies invasoras, poluição e mudanças climáticas. Por isso ainda pode ser evitada. Veja Extinção de espécies.
Ver também: Perda de biodiversidade e IPBES.
Fontes #
- Barnosky, A. D. e outros. Has the Earth’s sixth mass extinction already arrived? Nature, 2011.
- Ceballos, G. e outros. Accelerated modern human-induced species losses: entering the sixth mass extinction. Science Advances, 2015.
