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Estamos vivendo a sexta extinção em massa?

Atualizado em: 24/10/2026 · Nível de leitura: Ensino Médio

Ainda não, pela definição usada pelos paleontólogos, mas o ritmo atual pode levar a uma em poucos séculos. Uma extinção em massa é quando mais de 75% das espécies desaparecem em um período curto em termos geológicos. As extinções de hoje estão longe disso. Mas estudos mostram que as espécies estão sumindo dezenas a centenas de vezes mais rápido do que o normal, e, se as espécies ameaçadas forem perdidas, a Terra pode chegar a esse nível.

As cinco grandes extinções #

Segundo um estudo publicado na revista Nature em 2011:

  • Ordoviciano: terminou há cerca de 443 milhões de anos; cerca de 86% das espécies desapareceram.
  • Devoniano: há cerca de 359 milhões de anos; cerca de 75%.
  • Permiano: há cerca de 251 milhões de anos; cerca de 96%, a maior de todas.
  • Triássico: há cerca de 200 milhões de anos; cerca de 80%.
  • Cretáceo: há cerca de 65 milhões de anos; cerca de 76%.

A última é a que acabou com os dinossauros, exceto as aves.

O que dizem os estudos #

  • Nature, 2011: a perda atual é grave, mas ainda não chega ao nível de extinção em massa. Se as espécies hoje ameaçadas desaparecerem, porém, esse nível poderia ser alcançado em alguns séculos.
  • Science Advances, 2015: no último século, os vertebrados se extinguiram em ritmo até 100 vezes maior que o ritmo natural. Sem a ação humana, as espécies perdidas teriam levado de 800 a 10 mil anos para desaparecer.

Onde há debate #

Os cientistas concordam que a perda é rápida e causada pelo ser humano. O debate é sobre o nome:

  • Alguns dizem que a sexta extinção já começou, porque o ritmo é comparável ao das grandes extinções.
  • Outros preferem dizer que ela pode acontecer, porque a proporção de espécies já extintas ainda é pequena.

Há também um problema de dados: só uma parte pequena das espécies conhecidas já foi avaliada, e muitas podem desaparecer sem nunca terem sido descritas. Veja Quantas espécies existem no planeta e quantas já conhecemos?.

A diferença em relação às outras #

As cinco grandes extinções tiveram causas naturais, como vulcões, mudanças no clima e o impacto de um asteroide. A atual é causada principalmente pelas atividades humanas: destruição de habitats, caça e pesca excessivas, espécies invasoras, poluição e mudanças climáticas. Por isso ainda pode ser evitada. Veja Extinção de espécies.

Ver também: Perda de biodiversidade e IPBES.

Fontes #

Pastas Ecopédia

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