Comunicação animal é a troca de sinais entre os animais: cheiros, sons, cores, movimentos e toques que passam uma informação de um indivíduo para outro. Segundo o livro Biology 2e, da OpenStax, os animais se comunicam por estímulos chamados sinais, que podem ser instintivos, aprendidos ou as duas coisas. Os sinais servem para atrair parceiro, avisar de perigo, marcar território, mostrar onde está a comida e manter o grupo unido. O estudo do comportamento animal é a etologia.
Os quatro tipos de sinal #
| Sinal | Como funciona | Vantagem | Limite |
|---|---|---|---|
| Químico | Substâncias soltas no ar, na água ou no chão (feromônios) | Dura muito tempo e funciona no escuro | Demora a chegar e depende do vento |
| Sonoro | Cantos, chamados, roncos | Vai longe e passa por mata fechada | Pode ser coberto por outros sons |
| Visual | Cores, posturas, danças | É rápido e muito preciso | Só funciona com luz e à vista |
| De toque | Encostar, catar, abraçar | Funciona bem de perto | Só entre animais juntos |
Sinais químicos: os feromônios #
Segundo a OpenStax, feromônio é um sinal químico que um animal solta para provocar uma resposta em outro da mesma espécie. É muito comum nos insetos sociais, que o usam para atrair parceiros, dar alarme e marcar trilhas até a comida.
Exemplo: o bicho-da-seda (Bombyx mori). Segundo a Universidade de Bristol, o primeiro feromônio identificado foi o bombicol, o feromônio sexual da mariposa do bicho-da-seda, descoberto pelo químico alemão Adolf Butenandt em 1959. Para isso, ele usou 500 mil mariposas, que deram só 6,4 miligramas da substância. A fêmea solta o bombicol, e o macho o capta com os pelos das antenas. Segundo a mesma fonte, o macho consegue perceber uma fêmea a mais de 10 km.
Sinais sonoros: cantos e roncos #
Segundo a OpenStax, o canto das aves identifica a espécie e atrai parceiros; o canto das baleias tem sons graves que viajam longe debaixo d’água; e o grilo macho cricrila com um órgão especial para atrair a fêmea.
Exemplo: o elefante-da-floresta (Loxodonta cyclotis). Os elefantes fazem roncos tão graves que as pessoas sentem, mas não ouvem. Segundo a NPR, a bióloga Katy Payne, do Projeto de Escuta dos Elefantes da Universidade Cornell, explica que esses sons ficam abaixo de 20 hertz, o limite da audição humana, e são usados a longas distâncias. Na mata fechada da República Centro-Africana, os sons agudos se perdem, e é a parte grave do ronco que chega longe.
O barulho humano atrapalha os sinais sonoros. Veja Poluição sonora no comportamento animal.
Sinais visuais: cores e exibições #
Segundo a OpenStax, as exibições de corte são uma série de comportamentos visuais, como a dança do acasalamento das cegonhas. Há também as exibições de ameaça, como o cão que mostra os dentes para o outro recuar.
Exemplo: as rãs-veneno (família Dendrobatidae). Segundo o Zoológico Nacional dos EUA (Smithsonian), os anfíbios com veneno na pele costumam ter cores ou desenhos fortes de aviso, e os predadores aprendem a ligar essas cores a um gosto ruim. As rãs-veneno vivem nas florestas úmidas da América Central e do Sul. O veneno vem dos insetos que elas comem na natureza; no zoológico, alimentadas com outros insetos, elas não são venenosas. Esse aviso pela cor se chama aposematismo.
Sinais de toque #
Segundo a OpenStax, muitos animais, sobretudo os primatas, se comunicam pelo toque: catam os pelos uns dos outros, encostam no ombro ou na base da cauda, se abraçam e fazem cerimônias de cumprimento, como foi observado no langur-indiano, um macaco da Índia.
Um sinal que dá endereço: a dança das abelhas #
Exemplo: a abelha (Apis mellifera). Segundo o comunicado do Prêmio Nobel de 1973, dado a Karl von Frisch, que a decifrou:
- para flores perto da colmeia, a abelha faz uma dança em círculo;
- para flores a mais de cerca de 50 metros, faz a dança do requebrado: a direção da corrida mostra a direção da comida em relação ao Sol, e a intensidade do requebrado mostra a distância.
Resumo: principais perguntas e respostas #
É a troca de sinais entre os animais, como cheiros, sons, cores, movimentos e toques, para atrair parceiro, avisar de perigo, marcar território ou mostrar onde está a comida.
Químico (feromônios), sonoro (cantos e chamados), visual (cores e exibições) e de toque, segundo a OpenStax.
É um sinal químico que um animal solta para provocar uma resposta em outro da mesma espécie. O primeiro identificado foi o bombicol, do bicho-da-seda, em 1959.
As cores fortes avisam os predadores de que a rã tem veneno na pele. É o aposematismo. Nas rãs-veneno, o veneno vem dos insetos que elas comem.
Pela dança. Para flores a mais de cerca de 50 metros, a direção da dança mostra a direção da comida em relação ao Sol, e o requebrado mostra a distância, como descobriu Karl von Frisch.
Fontes #
- OpenStax. 45.7 Behavioral Biology: Proximate and Ultimate Causes of Behavior. Biology 2e.
- Cotton, S. Bombykol. Molecule of the Month, Universidade de Bristol, maio 2009.
- McQuay, B.; Joyce, C. To Decode Elephant Conversation, You Must Feel The Jungle Rumble. NPR, 20 ago. 2015.
- Smithsonian’s National Zoo. Poison frogs.
- Nobel Prize Outreach. The Nobel Prize in Physiology or Medicine 1973: press release.
