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Como qualquer pessoa pode ajudar a mapear a biodiversidade?

Atualizado em: 24/10/2026 · Nível de leitura: Ensino Médio

Qualquer pessoa pode ajudar fotografando plantas, animais e fungos e enviando as fotos, com o local e a data, para plataformas de ciência cidadã. Depois de conferidos, esses registros entram nas bases de dados usadas por cientistas e governos para saber onde cada espécie vive, se ela está aumentando ou sumindo e quais áreas precisam de proteção.

O que é ciência cidadã #

É a participação de pessoas que não são cientistas profissionais na coleta de dados de pesquisa. Observadores de aves, estudantes, agricultores e turistas veem todos os dias espécies em lugares onde nenhum pesquisador esteve.

Onde registrar #

  • iNaturalist: aplicativo e site internacional para qualquer ser vivo. O próprio aplicativo sugere a espécie pela foto, e outros usuários, entre eles especialistas, confirmam a identificação. Os registros confirmados podem ser compartilhados com bases científicas mundiais, como o GBIF.
  • WikiAves: site brasileiro dedicado às aves, onde observadores publicam fotos e sons com o local do registro.
  • Ciência Cidadã: aplicativo ligado ao SiBBr em que a pessoa fotografa espécies, como flores, abelhas e árvores, e os registros vão para o Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira.

Para onde vão os dados #

O SiBBr reúne dados de museus, universidades, órgãos públicos e projetos de ciência cidadã. Segundo o IBGE, em 2025 o sistema tinha 37,5 milhões de registros de ocorrência de espécies, um aumento de 65,49% em relação a 2022.

Registros repetidos da mesma espécie no mesmo lugar também ajudam: mostram se ela continua ali ou se desapareceu com o tempo.

Como fazer um bom registro #

  • tirar fotos nítidas, de mais de um ângulo, mostrando folhas, flores ou detalhes do animal;
  • deixar a localização ligada ou anotar o local com cuidado;
  • registrar o que é silvestre, e indicar quando for planta de jardim ou animal criado;
  • nunca capturar, tocar ou perturbar os animais, nem arrancar plantas;
  • esconder a localização exata de espécies ameaçadas, para não ajudar caçadores e traficantes; as próprias plataformas costumam fazer isso.

Por que isso importa #

A maior parte das espécies ainda é pouco conhecida, e o Brasil é grande demais para ser mapeado só por pesquisadores. Cada registro ajuda a preencher o mapa. Veja Quantas espécies existem no planeta e quantas já conhecemos?.

Ver também: Diversidade de espécies no Brasil e Preservação da biodiversidade.

Fontes #

Pastas Ecopédia

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