Mamíferos Terrestres

Mico-leão-dourado: características, ameaças e recuperação

Nível de leitura: Ensino Médio

123 Ecos Redação

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Atualizado em: 31/10/2026

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Em poucas palavras

O mico-leão-dourado é um pequeno primata de pelagem laranja que vive só nas florestas de baixada da Mata Atlântica do Rio de Janeiro. Na década de 1970 restavam cerca de 200 na natureza; em 2023, o censo da Associação Mico-Leão-Dourado estimou cerca de 4.800. A espécie segue Em Perigo na lista nacional de 2026.

Mico-leão-dourado de pelagem laranja agarrado ao tronco de uma árvore na mata
Mico-leão-dourado na RPPN do Mico; a ficha do arquivo não informa a data. Foto: Rodrigo.Argenton, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons. Imagem redimensionada; esta versão segue a mesma licença.
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O mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) é um pequeno primata de pelagem laranja-dourada, com uma juba em volta do rosto que lembra a de um leão. Vive só no Brasil, nas florestas de baixada da Mata Atlântica do estado do Rio de Janeiro, e virou um dos símbolos da conservação no país (o conceito está em espécies-chave, espécies-bandeira e espécies guarda-chuva).

FichaDados
Nome comumMico-leão-dourado
Nome científicoLeontopithecus rosalia
FamíliaCallitrichidae
Tamanho e pesocorpo de 20 a 37 cm, cauda de 31 a 40 cm; cerca de 650 g
Onde viveSó no Brasil: Mata Atlântica de baixada do Rio de Janeiro
Situação na IUCNEm Perigo
Situação no BrasilEm Perigo (Portaria MMA 1.704/2026)

Tamanho, peso e hábitos vêm do Animal Diversity Web, da Universidade de Michigan. A situação no Brasil vem do anexo da Portaria MMA nº 1.704, de 16 de junho de 2026; a situação na IUCN, da Unesco.

Como vive

O mico-leão-dourado é ativo de dia e passa a maior parte do tempo nas árvores, de 10 a 30 metros do chão, em mata fechada e cheia de cipós. À noite dorme em ocos de árvore, que protegem do frio e dos predadores. Come frutas, insetos que procura com os dedos compridos nas cascas das árvores, aranhas, caracóis, pequenos lagartos e ovos (mesma fonte).

Família e reprodução

Os grupos têm de 2 a 8 animais, em geral uma família. Só um casal se reproduz em cada grupo. A gestação dura de 130 a 135 dias e o mais comum é nascerem gêmeos. Os outros membros ajudam a criar os filhotes, e quem mais os carrega é o pai. Na natureza, o mico-leão-dourado vive pelo menos 15 anos (mesma fonte).

Ameaças e recuperação

A principal causa do declínio foi a perda da floresta. Na década de 1970 restavam cerca de 200 micos-leões-dourados na natureza (Associação Mico-Leão-Dourado, censo 2023). Em 1974, o governo federal criou a Reserva Biológica de Poço das Antas, com cerca de 3.000 hectares, para preservar remanescentes florestais e espécies da fauna em risco de desaparecer (Decreto 73.791/1974, Câmara dos Deputados). Vieram depois programas de criação em cativeiro e reintrodução com parceiros internacionais e, a partir de 1992, o trabalho da Associação Mico-Leão-Dourado em restauração florestal e corredores ligando fragmentos de mata (Unesco). A espécie deixou de ser considerada Criticamente em Perigo e passou a Em Perigo (mesma fonte).

O surto de febre amarela. Entre 2016 e 2018, a febre amarela chegou à região onde vivem os micos. Segundo o censo da associação, a população caiu de cerca de 3.700 animais em 2014 para cerca de 2.500 em 2018, uma perda estimada em 32% em dois anos (Associação Mico-Leão-Dourado, censo 2023). O macaco não transmite a doença: ele adoece como o ser humano (o ciclo está em febre amarela).

A vacina testada em micos. A partir de meados de 2021, pesquisadores começaram a vacinar micos-leões-dourados de vida livre perto da Reserva de Poço das Antas, com a vacina de uso humano produzida pelo Bio-Manguinhos/Fiocruz. Era uma fase experimental: dos cerca de 150 animais previstos, cerca de 120 tinham sido vacinados, e 47 dos 50 que tiveram sangue coletado apresentavam anticorpos. Na data da reportagem, os resultados ainda não tinham sido publicados (Pesquisa FAPESP, 30/12/2021).

O censo de 2023. O terceiro censo da associação, feito de março de 2022 a janeiro de 2023 com gravações dos chamados dos micos tocadas na mata, estimou cerca de 4.800 micos-leões-dourados na natureza, 31% a mais que em 2014. A maior parte vive na bacia do rio São João, nos municípios de Rio Bonito, Silva Jardim e Casimiro de Abreu (Associação Mico-Leão-Dourado, censo 2023).

Termos vizinhos

Resumo: principais perguntas e respostas

Onde vive o mico-leão-dourado?

Só no Brasil, nas florestas de baixada da Mata Atlântica do Rio de Janeiro, sobretudo na bacia do rio São João.

Quantos micos-leões-dourados existem?

Cerca de 4.800 na natureza, pelo censo de 2023 da Associação Mico-Leão-Dourado. Na década de 1970 restavam cerca de 200.

O mico-leão-dourado ainda está ameaçado?

Sim. Está Em Perigo na lista nacional (Portaria MMA 1.704/2026) e na IUCN.

A febre amarela afetou o mico-leão-dourado?

Sim. Pelo censo da associação, a população caiu de cerca de 3.700 em 2014 para cerca de 2.500 em 2018, uma perda de cerca de 32%.

O que o mico-leão-dourado come?

Frutas, insetos, aranhas, caracóis, pequenos lagartos e ovos.

Fontes

Impresso de https://123ecos.com.br/docs/mico-leao-dourado-caracteristicas-ameacas-e-recuperacao/ · Atualizado em 31/10/2026 · 123 Ecos

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