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Atualizado em: 31/10/2026
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O mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) é um pequeno primata de pelagem laranja-dourada, com uma juba em volta do rosto que lembra a de um leão. Vive só no Brasil, nas florestas de baixada da Mata Atlântica do estado do Rio de Janeiro, e virou um dos símbolos da conservação no país (o conceito está em espécies-chave, espécies-bandeira e espécies guarda-chuva).
| Ficha | Dados |
|---|---|
| Nome comum | Mico-leão-dourado |
| Nome científico | Leontopithecus rosalia |
| Família | Callitrichidae |
| Tamanho e peso | corpo de 20 a 37 cm, cauda de 31 a 40 cm; cerca de 650 g |
| Onde vive | Só no Brasil: Mata Atlântica de baixada do Rio de Janeiro |
| Situação na IUCN | Em Perigo |
| Situação no Brasil | Em Perigo (Portaria MMA 1.704/2026) |
Tamanho, peso e hábitos vêm do Animal Diversity Web, da Universidade de Michigan. A situação no Brasil vem do anexo da Portaria MMA nº 1.704, de 16 de junho de 2026; a situação na IUCN, da Unesco.
Como vive
O mico-leão-dourado é ativo de dia e passa a maior parte do tempo nas árvores, de 10 a 30 metros do chão, em mata fechada e cheia de cipós. À noite dorme em ocos de árvore, que protegem do frio e dos predadores. Come frutas, insetos que procura com os dedos compridos nas cascas das árvores, aranhas, caracóis, pequenos lagartos e ovos (mesma fonte).
Família e reprodução
Os grupos têm de 2 a 8 animais, em geral uma família. Só um casal se reproduz em cada grupo. A gestação dura de 130 a 135 dias e o mais comum é nascerem gêmeos. Os outros membros ajudam a criar os filhotes, e quem mais os carrega é o pai. Na natureza, o mico-leão-dourado vive pelo menos 15 anos (mesma fonte).
Ameaças e recuperação
A principal causa do declínio foi a perda da floresta. Na década de 1970 restavam cerca de 200 micos-leões-dourados na natureza (Associação Mico-Leão-Dourado, censo 2023). Em 1974, o governo federal criou a Reserva Biológica de Poço das Antas, com cerca de 3.000 hectares, para preservar remanescentes florestais e espécies da fauna em risco de desaparecer (Decreto 73.791/1974, Câmara dos Deputados). Vieram depois programas de criação em cativeiro e reintrodução com parceiros internacionais e, a partir de 1992, o trabalho da Associação Mico-Leão-Dourado em restauração florestal e corredores ligando fragmentos de mata (Unesco). A espécie deixou de ser considerada Criticamente em Perigo e passou a Em Perigo (mesma fonte).
O surto de febre amarela. Entre 2016 e 2018, a febre amarela chegou à região onde vivem os micos. Segundo o censo da associação, a população caiu de cerca de 3.700 animais em 2014 para cerca de 2.500 em 2018, uma perda estimada em 32% em dois anos (Associação Mico-Leão-Dourado, censo 2023). O macaco não transmite a doença: ele adoece como o ser humano (o ciclo está em febre amarela).
A vacina testada em micos. A partir de meados de 2021, pesquisadores começaram a vacinar micos-leões-dourados de vida livre perto da Reserva de Poço das Antas, com a vacina de uso humano produzida pelo Bio-Manguinhos/Fiocruz. Era uma fase experimental: dos cerca de 150 animais previstos, cerca de 120 tinham sido vacinados, e 47 dos 50 que tiveram sangue coletado apresentavam anticorpos. Na data da reportagem, os resultados ainda não tinham sido publicados (Pesquisa FAPESP, 30/12/2021).
O censo de 2023. O terceiro censo da associação, feito de março de 2022 a janeiro de 2023 com gravações dos chamados dos micos tocadas na mata, estimou cerca de 4.800 micos-leões-dourados na natureza, 31% a mais que em 2014. A maior parte vive na bacia do rio São João, nos municípios de Rio Bonito, Silva Jardim e Casimiro de Abreu (Associação Mico-Leão-Dourado, censo 2023).
Termos vizinhos
- Espécies-bandeira (link).
- Parque Natural Municipal do Mico-Leão-Dourado (link).
- O que mudou na lista de animais ameaçados de 2026 (link).
Resumo: principais perguntas e respostas
Só no Brasil, nas florestas de baixada da Mata Atlântica do Rio de Janeiro, sobretudo na bacia do rio São João.
Cerca de 4.800 na natureza, pelo censo de 2023 da Associação Mico-Leão-Dourado. Na década de 1970 restavam cerca de 200.
Sim. Está Em Perigo na lista nacional (Portaria MMA 1.704/2026) e na IUCN.
Sim. Pelo censo da associação, a população caiu de cerca de 3.700 em 2014 para cerca de 2.500 em 2018, uma perda de cerca de 32%.
Frutas, insetos, aranhas, caracóis, pequenos lagartos e ovos.
Fontes
- Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Portaria MMA nº 1.704, de 16 de junho de 2026. Diário Oficial da União, 17/6/2026 (cópia publicada pelo ICMBio).
- Dietz, J.; Mureb, L.; Dietz, L. A.; Ferraz, L. P.; Ruiz, C. Censo 2023 do mico-leão-dourado: texto técnico. Associação Mico-Leão-Dourado, 2023.
- Animal Diversity Web. Leontopithecus rosalia. Universidade de Michigan.
- Unesco. Golden Lion Tamarin Protected Areas. Lista indicativa do Patrimônio Mundial, 2025.
- Brasil. Decreto 73.791, de 11 de março de 1974 (cria a Reserva Biológica de Poço das Antas). Câmara dos Deputados.
- Pesquisa FAPESP. Vacina de uso humano protege micos e bugios contra febre amarela. 30/12/2021.
Impresso de https://123ecos.com.br/docs/mico-leao-dourado-caracteristicas-ameacas-e-recuperacao/ · Atualizado em 31/10/2026 · 123 Ecos

