123 Ecos Redação
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Atualizado em: 31/10/2026
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O microbioma intestinal é o conjunto de micróbios que vive no intestino, e ele participa da digestão. Segundo o Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais (NIDDK), dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH), as bactérias do tubo digestivo, “também chamadas de flora intestinal ou microbioma”, ajudam na digestão (NIDDK, 2017). Para entender o papel delas, vale seguir o caminho do alimento.
O caminho do alimento
O tubo digestivo é uma sequência de órgãos ocos: boca, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso e ânus. O que acontece em cada parte, segundo o NIDDK (NIDDK, 2017):
- Boca: a mastigação quebra o alimento em pedaços, e a saliva o umedece e começa a quebrar o amido.
- Esôfago: leva o alimento até o estômago.
- Estômago: o ácido e as enzimas do estômago quebram o alimento, e os músculos o misturam com esses sucos. É ali que começa a quebra das proteínas.
- Intestino delgado: os músculos misturam o alimento com os sucos do pâncreas, do fígado e do próprio intestino. As paredes do intestino delgado absorvem a água e os nutrientes digeridos, que passam para o sangue.
- Intestino grosso: absorve água e transforma o que sobrou em fezes.
Os órgãos que ajudam
Três órgãos ficam fora do tubo, mas mandam sucos para dentro dele (mesma fonte):
- o pâncreas produz um suco com enzimas que quebram carboidratos, gorduras e proteínas;
- o fígado produz a bile, que ajuda a digerir as gorduras e algumas vitaminas;
- a vesícula biliar guarda a bile entre as refeições e a solta no intestino delgado quando a pessoa come.
O que as bactérias do intestino fazem
Segundo o NIDDK, as bactérias do intestino delgado ajudam a produzir algumas das enzimas que digerem os carboidratos. No intestino grosso, elas ajudam a quebrar os nutrientes que restaram e produzem vitamina K (NIDDK, 2017).
O intestino não é o único lugar com micróbios. O NIH diz que as pessoas abrigam “trilhões de micróbios” na pele, no intestino, na boca, no nariz, nos pulmões e em outras partes do corpo, e que a maioria deles convive em paz com o organismo (NIH, 9/9/2013). Segundo uma apresentação do Projeto Microbioma Humano ao conselho do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano (NHGRI), são milhares de espécies, entre bactérias, fungos, vírus e outros micróbios; a maioria não pode ser cultivada em laboratório; cada geração adquire os seus de novo; e o microbioma amadurece até mais ou menos os 2 ou 3 anos de idade, junto com o sistema imunológico (NHGRI, 12/2/2018).
O que ainda se pesquisa
O microbioma é uma área de pesquisa nova. Na mesma apresentação de 2018, o NHGRI lista perguntas que continuam abertas, entre elas (NHGRI, 2018):
- se as mudanças no microbioma são causa ou consequência de doenças;
- qual é o papel dos genes da própria pessoa;
- que intervenções poderiam ser usadas para a saúde.
Em 2013, ao financiar a segunda fase do projeto, o NIH disse que os pesquisadores ainda buscavam entender “como e por que” a alteração do microbioma normal contribui para doenças como o diabetes e as doenças inflamatórias do intestino (NIH, 2013). Por isso, afirmações de que um alimento ou produto “equilibra” o microbioma e cura doenças vão além do que essas fontes dizem.
Um engano comum
“Toda bactéria no corpo faz mal.” Não. Segundo o NIH, a maior parte dos micróbios que vivem no corpo convive em paz com ele (NIH, 2013), e as bactérias do intestino ajudam na digestão e produzem vitamina K (NIDDK, 2017).
Este texto explica como o corpo funciona e o que dizem os órgãos de saúde. Ele não substitui a orientação de um profissional de saúde.
Resumo: principais perguntas e respostas
É o conjunto de micróbios, principalmente bactérias, que vive no intestino.
Segundo o NIDDK, as bactérias ajudam a produzir enzimas que digerem carboidratos, quebram nutrientes que sobraram no intestino grosso e produzem vitamina K.
Boca, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso e ânus. O pâncreas, o fígado e a vesícula mandam sucos para o intestino delgado.
No intestino delgado, cujas paredes passam a água e os nutrientes para o sangue.
Entre outras coisas, se as mudanças nele são causa ou consequência de doenças, segundo o Projeto Microbioma Humano.
Fontes
- NIDDK (NIH). Your Digestive System & How It Works. Última revisão em dezembro de 2017.
- NIH. NIH grants expand search for role of microbes in health and disease in adults, infants. 9/9/2013.
- Proctor, L. (NHGRI/NIH). The NIH Human Microbiome Project: catalyst for an emerging field in biomedical research. Apresentação ao conselho do NHGRI, 12/2/2018.
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