Corpo Humano, Saúde e Prevenção

Vacinas: como funcionam e o que é o Programa Nacional de Imunizações

Nível de leitura: Ensino Médio

123 Ecos Redação

Nossa equipe de redação é formada por especialistas pós graduados em diversas áreas e são apaixonados pelo tema Sustentabilidade

Atualizado em: 31/10/2026

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Em poucas palavras

A vacina mostra ao corpo uma versão inofensiva de um micróbio, ou só uma parte dele, para que o sistema de defesa aprenda a reconhecê-lo sem passar pela doença. No Brasil, as vacinas do SUS são organizadas pelo Programa Nacional de Imunizações, instituído em 1973 e reconhecido em lei em 1975. Segundo o Ministério da Saúde, a cobertura caiu desde 2016 e voltou a subir a partir de 2023.

Anticorpos se ligando a vírus e células de defesa, ilustração sobre vacinas e o Programa Nacional de Imunizações
O que o corpo guarda na memória depois de conhecer um vírus? Imagem gerada por IA.
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A vacina é um produto que ensina o corpo a reconhecer um micróbio antes de encontrá-lo de verdade. No Brasil, as vacinas oferecidas pelo SUS são organizadas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, que existe desde 1973 e hoje oferece “mais de 20 vacinas” nos calendários de vacinação das diferentes fases da vida (Pércio e outros, Epidemiologia e Serviços de Saúde, 2023).

Como o corpo se defende

Quando um micróbio que causa doença, um patógeno, entra no corpo, o sistema imunológico reage. A parte do patógeno que provoca a reação se chama antígeno. Na primeira vez, o corpo leva um tempo para produzir os anticorpos certos; quando ficam prontos, eles trabalham com o resto do sistema de defesa para destruir o patógeno (OMS).

Depois disso, o corpo guarda células de memória, que continuam vivas mesmo depois de a infecção passar. Se o mesmo patógeno voltar, a resposta é muito mais rápida (mesma fonte).

O que a vacina faz

A vacina aproveita essa memória. Segundo a OMS, ela apresenta ao sistema imunológico uma versão inofensiva do patógeno: o micróbio enfraquecido ou inativado, só uma parte dele, ou a “receita” genética (de DNA ou RNA) para o corpo produzir o antígeno. O corpo reage como reagiria a uma infecção, forma a memória e fica preparado, sem passar pela doença (OMS).

Quando muitos se vacinam: a imunidade coletiva

Algumas pessoas não podem tomar certas vacinas, como quem tem o sistema imunológico enfraquecido ou alergia grave a um componente. A OMS explica que, quando muita gente numa comunidade está vacinada, o patógeno tem dificuldade de circular, e essas pessoas ficam menos expostas. Não é uma proteção completa, mas é uma proteção importante, “graças aos que estão ao redor” vacinados (OMS). É a chamada imunidade coletiva, ou de rebanho. Por isso a vacinação é ao mesmo tempo proteção individual e cuidado com os outros.

O Programa Nacional de Imunizações

O PNI foi instituído pelo Ministério da Saúde em 18 de setembro de 1973. Em 1975, foi reconhecido por lei, a Lei nº 6.259, de 30 de outubro de 1975, regulamentada pelo Decreto nº 78.231, de 1976, e passou a coordenar a política nacional de vacinação (Pércio e outros, 2023).

Em 50 anos, o programa passou de quatro para 48 imunobiológicos (vacinas, soros e imunoglobulinas). Segundo a mesma nota, ele ajudou o país a controlar e eliminar várias doenças que se previnem com vacina, como o sarampo, a poliomielite, a rubéola, a síndrome da rubéola congênita e o tétano neonatal (mesma fonte). O Ministério da Saúde informa que distribui cerca de 350 milhões de doses por ano (Ministério da Saúde, jul. 2025). A vacina da febre amarela é uma das que fazem parte do calendário.

Como está a cobertura vacinal

A cobertura vacinal é a parcela do público-alvo que recebeu uma vacina. Segundo o Ministério da Saúde (Ministério da Saúde, jul. 2025):

  • a vacinação vinha caindo desde 2016, e em 2022 a tendência de queda continuava;
  • em 2023, a cobertura de 13 das 16 vacinas do calendário infantil voltou a subir;
  • a segunda dose da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) teve o maior aumento: de 57,6% em 2022 para 80,1% em 2024;
  • em 2024, o Brasil recebeu de novo o certificado de eliminação do sarampo como problema de saúde pública, título que tinha perdido em 2019.

A meta de cobertura das vacinas infantis é de 95%. Segundo o Ministério, o número de municípios acima dessa meta para a segunda dose da tríplice viral passou de 855 em 2022 para 2.408 em 2024 (Agência Gov, 22/1/2025).

Um engano comum

“A vacina pode causar a doença que ela previne.” Segundo a OMS, a versão enfraquecida ou reconstituída do patógeno usada na vacina “não vai causar a doença” em quem a recebe (OMS). O que ela provoca é a resposta de defesa.

Este texto explica como o corpo funciona e o que dizem os órgãos de saúde. Ele não substitui a orientação de um profissional de saúde.

Resumo: principais perguntas e respostas

Como a vacina funciona?

Ela mostra ao corpo uma versão inofensiva do micróbio, ou uma parte dele, e o sistema imunológico forma anticorpos e células de memória sem passar pela doença.

O que é o Programa Nacional de Imunizações?

É o programa do Ministério da Saúde que organiza as vacinas do SUS. Foi instituído em 1973 e reconhecido pela Lei 6.259, de 1975.

O que é imunidade coletiva?

É a proteção que surge quando muita gente está vacinada: o micróbio circula menos e protege também quem não pode se vacinar.

A vacina causa a doença?

Não. Segundo a OMS, a versão do micróbio usada na vacina não causa a doença.

Como está a cobertura vacinal no Brasil?

Segundo o Ministério da Saúde, caiu desde 2016 e voltou a subir a partir de 2023; a segunda dose da tríplice viral foi de 57,6% em 2022 para 80,1% em 2024.

Fontes

Impresso de https://123ecos.com.br/docs/vacinas-como-funcionam-e-o-que-e-o-programa-nacional-de-imunizacoes/ · Atualizado em 31/10/2026 · 123 Ecos

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