Trabalho e Renda

Emprego e desigualdade: desemprego, informalidade e renda

Nível de leitura: Ensino Médio

123 Ecos Redação

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Atualizado em: 31/10/2026

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Em poucas palavras

O trabalho é a principal fonte de renda das famílias, e por isso o tipo de emprego pesa na desigualdade. No 2º trimestre de 2026, a desocupação foi de 5,4%, a menor desde 2012, e 37,4% dos ocupados eram informais. Em 2024, 20,4% dos trabalhadores sem carteira eram pobres, contra 6,7% dos com carteira.

Uma mão retira um excluído por falta de oportunidades de emprego e desigualdade social
Oportunidades de emprego e desigualdade social
Nesta página

Este verbete trata das oportunidades de emprego na desigualdade social: como ter ou não trabalho, e que tipo de trabalho, aparece na diferença de renda entre as pessoas. O IBGE acompanha isso pela PNAD Contínua, uma pesquisa feita em domicílios de todo o país a cada trimestre.

Duas medidas básicas

  • Taxa de desocupação: parte das pessoas que procuram trabalho e não encontram, entre todas as que estão trabalhando ou procurando. Quem não procura não entra na conta.
  • Taxa de informalidade: parte dos ocupados que trabalham sem carteira assinada, sem CNPJ ou em trabalho familiar sem pagamento, em geral sem acesso a direitos como férias e seguro-desemprego.

Os números mais recentes

Você sabia?

Como ler este número. Desocupação baixa não quer dizer que todo mundo tem um bom emprego. A taxa conta só quem procurou trabalho e não achou. Quem trabalha poucas horas e queria trabalhar mais, ou desistiu de procurar, fica fora dela e aparece em outra medida do IBGE, a subutilização. E uma pessoa informal conta como ocupada, mesmo sem direitos trabalhistas.

Trabalho e pobreza

Pela Síntese de Indicadores Sociais 2025 do IBGE, com dados de 2024, 20,4% dos trabalhadores sem carteira assinada estavam abaixo da linha de pobreza, contra 6,7% dos que tinham carteira (Metrópoles, 3/12/2025, texto da Agência Brasil com dados do IBGE). Os números da pobreza estão em pobreza no Brasil.

Trabalho, sexo e cor ou raça

A mesma publicação do IBGE mostra diferenças de renda do trabalho entre grupos em 2024 (IBGE, Síntese de Indicadores Sociais 2025, p. 35):

  • o rendimento médio das mulheres foi 78,6% do rendimento dos homens;
  • o das pessoas pretas ou pardas foi 60,3% do das pessoas brancas.

O rendimento médio de todos os ocupados foi de R$ 3.208 por mês, e o grande grupo das chamadas “ocupações elementares” teve o mais baixo, R$ 1.454 (p. 34).

Esses números mostram a diferença, mas sozinhos não dizem quanto dela vem de escolaridade, tipo de ocupação, horas trabalhadas ou discriminação. As diferenças por cor, sexo e lugar estão em desigualdade social.

Termos vizinhos

  • ODS 8, Trabalho decente e crescimento econômico (link).
  • Pobreza no Brasil (link).
  • Desigualdade econômica (link).
  • Desigualdade social (link).

Resumo: principais perguntas e respostas

Qual a relação entre emprego e desigualdade social?

O trabalho é a principal fonte de renda das famílias. Por isso, ter ou não trabalho, e ter ou não carteira assinada, aparece na diferença de renda e na pobreza.

Qual é a taxa de desemprego no Brasil?

No 2º trimestre de 2026, a desocupação foi de 5,4%, a menor da série iniciada em 2012. No trimestre de junho a agosto de 2026, foi de 5,3%.

O que é informalidade?

É o trabalho sem carteira assinada, sem CNPJ ou familiar sem pagamento, em geral sem direitos como férias e seguro-desemprego. No 2º trimestre de 2026, eram 37,4% dos ocupados.

Trabalhadores informais são mais pobres?

Pelo IBGE, em 2024, 20,4% dos trabalhadores sem carteira estavam abaixo da linha de pobreza, contra 6,7% dos com carteira.

Mulheres e pessoas negras ganham menos no Brasil?

Em 2024, o rendimento médio das mulheres foi 78,6% do dos homens, e o das pessoas pretas ou pardas, 60,3% do das brancas, segundo o IBGE.

Fontes

Impresso de https://123ecos.com.br/docs/oportunidades-de-emprego-desigualdade-social/ · Atualizado em 31/10/2026 · 123 Ecos

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