123 Ecos Redação
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Atualizado em: 31/10/2026
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Este verbete trata das oportunidades de emprego na desigualdade social: como ter ou não trabalho, e que tipo de trabalho, aparece na diferença de renda entre as pessoas. O IBGE acompanha isso pela PNAD Contínua, uma pesquisa feita em domicílios de todo o país a cada trimestre.
Duas medidas básicas
- Taxa de desocupação: parte das pessoas que procuram trabalho e não encontram, entre todas as que estão trabalhando ou procurando. Quem não procura não entra na conta.
- Taxa de informalidade: parte dos ocupados que trabalham sem carteira assinada, sem CNPJ ou em trabalho familiar sem pagamento, em geral sem acesso a direitos como férias e seguro-desemprego.
Os números mais recentes
- No 2º trimestre de 2026, a desocupação foi de 5,4%, ou 5,9 milhões de pessoas, a menor da série iniciada em 2012; a informalidade foi de 37,4% dos ocupados (Mercado&Consumo, 30/7/2026, com informações da Agência Brasil).
- No trimestre de junho a agosto de 2026, a desocupação foi de 5,3%, ou 5,8 milhões de pessoas (Diário do Grande ABC, 29/9/2026, com dados do IBGE).
Você sabia?
Como ler este número. Desocupação baixa não quer dizer que todo mundo tem um bom emprego. A taxa conta só quem procurou trabalho e não achou. Quem trabalha poucas horas e queria trabalhar mais, ou desistiu de procurar, fica fora dela e aparece em outra medida do IBGE, a subutilização. E uma pessoa informal conta como ocupada, mesmo sem direitos trabalhistas.
Trabalho e pobreza
Pela Síntese de Indicadores Sociais 2025 do IBGE, com dados de 2024, 20,4% dos trabalhadores sem carteira assinada estavam abaixo da linha de pobreza, contra 6,7% dos que tinham carteira (Metrópoles, 3/12/2025, texto da Agência Brasil com dados do IBGE). Os números da pobreza estão em pobreza no Brasil.
Trabalho, sexo e cor ou raça
A mesma publicação do IBGE mostra diferenças de renda do trabalho entre grupos em 2024 (IBGE, Síntese de Indicadores Sociais 2025, p. 35):
- o rendimento médio das mulheres foi 78,6% do rendimento dos homens;
- o das pessoas pretas ou pardas foi 60,3% do das pessoas brancas.
O rendimento médio de todos os ocupados foi de R$ 3.208 por mês, e o grande grupo das chamadas “ocupações elementares” teve o mais baixo, R$ 1.454 (p. 34).
Esses números mostram a diferença, mas sozinhos não dizem quanto dela vem de escolaridade, tipo de ocupação, horas trabalhadas ou discriminação. As diferenças por cor, sexo e lugar estão em desigualdade social.
Termos vizinhos
- ODS 8, Trabalho decente e crescimento econômico (link).
- Pobreza no Brasil (link).
- Desigualdade econômica (link).
- Desigualdade social (link).
Resumo: principais perguntas e respostas
O trabalho é a principal fonte de renda das famílias. Por isso, ter ou não trabalho, e ter ou não carteira assinada, aparece na diferença de renda e na pobreza.
No 2º trimestre de 2026, a desocupação foi de 5,4%, a menor da série iniciada em 2012. No trimestre de junho a agosto de 2026, foi de 5,3%.
É o trabalho sem carteira assinada, sem CNPJ ou familiar sem pagamento, em geral sem direitos como férias e seguro-desemprego. No 2º trimestre de 2026, eram 37,4% dos ocupados.
Pelo IBGE, em 2024, 20,4% dos trabalhadores sem carteira estavam abaixo da linha de pobreza, contra 6,7% dos com carteira.
Em 2024, o rendimento médio das mulheres foi 78,6% do dos homens, e o das pessoas pretas ou pardas, 60,3% do das brancas, segundo o IBGE.
Fontes
- IBGE. Síntese de Indicadores Sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira 2025. 2025, p. 34 e 35.
- Metrópoles (texto da Agência Brasil). IBGE: mais de 8,6 milhões deixam a pobreza, em melhor número desde 2012. 3/12/2025.
- Mercado&Consumo (com informações da Agência Brasil). Desemprego no 2º trimestre é 5,4%, o menor já registrado no período. 30/7/2026.
- Diário do Grande ABC. Taxa de desemprego no Brasil é a menor para trimestre até agosto desde 2012, mostra IBGE. 29/9/2026.
Impresso de https://123ecos.com.br/docs/oportunidades-de-emprego-desigualdade-social/ · Atualizado em 31/10/2026 · 123 Ecos

