Justiça Social, Climática e Ambiental

Transição justa: o que é e o que dizem a OIT e o Acordo de Paris

Nível de leitura: Ensino Médio

123 Ecos Redação

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Atualizado em: 01/11/2026

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Em poucas palavras

Transição justa é a ideia de que a mudança para uma economia de baixo carbono e ambientalmente sustentável deve proteger os trabalhadores e as comunidades que dependem das atividades que vão mudar ou acabar. A Organização Internacional do Trabalho publicou diretrizes em 2015, com princípios e nove áreas de política. O Acordo de Paris cita a transição justa, e em 2025 a ONU Clima decidiu desenvolver um mecanismo sobre o tema.

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A transição justa é a ideia de que a mudança para uma economia de baixo carbono e ambientalmente sustentável deve ser feita sem deixar para trás os trabalhadores e as comunidades que dependem das atividades que vão mudar ou acabar. A principal referência internacional são as diretrizes da Organização Internacional do Trabalho (OIT), de 2015, para as quais a transição “needs to be well managed and contribute to the goals of decent work for all”, isto é, precisa ser bem conduzida e contribuir para o trabalho decente para todos (OIT, 2015).

De onde vêm as diretrizes

As “Diretrizes para uma transição justa rumo a economias e sociedades ambientalmente sustentáveis para todos” foram adotadas por uma reunião tripartite de especialistas da OIT, com governos, empregadores e trabalhadores, de 5 a 9 de outubro de 2015. Elas não são obrigatórias: são orientações práticas para governos, empresas e sindicatos (mesma fonte).

Os princípios

As diretrizes listam princípios que devem guiar a transição (mesma fonte):

  • Consenso social: construir acordo sobre as metas de sustentabilidade por meio de diálogo social e consulta permanentes.
  • Direitos no trabalho: respeitar e promover os princípios e direitos fundamentais no trabalho.
  • Gênero: levar em conta que os desafios e as oportunidades ambientais afetam homens e mulheres de forma diferente.
  • Coerência: alinhar as políticas econômicas, ambientais, sociais, de formação e de trabalho.
  • Empregos e proteção: prever os efeitos sobre o emprego e oferecer proteção social, formação profissional e diálogo, com liberdade de associação e negociação coletiva.
  • Cada país, um desenho: não há receita única; as políticas devem se adaptar às condições de cada país e setor.
  • Cooperação: os países devem cooperar entre si.

As nove áreas de política

As diretrizes organizam as ações em nove áreas (mesma fonte):

  1. política macroeconômica e de crescimento;
  2. política industrial e setorial;
  3. política para empresas;
  4. formação profissional;
  5. segurança e saúde no trabalho;
  6. proteção social;
  7. políticas ativas de mercado de trabalho;
  8. direitos no trabalho;
  9. diálogo social e tripartismo.

No Acordo de Paris e na ONU Clima

O preâmbulo do Acordo de Paris, de 2015, cita os “imperativos de uma transição justa da força de trabalho”, como mostra a postagem sobre políticas de justiça climática.

Os países criaram, pela decisão 3/CMA.5, o programa de trabalho dos Emirados Árabes Unidos sobre transição justa. Em 2025, em Belém, a decisão sobre esse programa (CMA.7), na versão avançada publicada pela ONU Clima (UNFCCC, decisão -/CMA.7):

  • diz que o programa de trabalho não é prescritivo, isto é, não impõe políticas aos países (§ 5);
  • incentiva os países a considerar a transição justa nos seus planos climáticos, as NDCs, e nos planos de adaptação (§ 15);
  • decide desenvolver um mecanismo de transição justa (“just transition mechanism”), para ampliar a cooperação internacional, a assistência técnica e a troca de conhecimento (§ 25);
  • pede que os detalhes desse mecanismo sejam preparados para a oitava sessão (CMA 8) (§ 25 e § 27).

A COP de Belém está em COP 30.

Um engano comum

“transição justa é só uma questão de energia.” Não. A energia é o centro do debate, como mostra a postagem sobre justiça energética, mas as diretrizes da OIT tratam de todo o mundo do trabalho: indústria, empresas, formação, saúde e segurança, proteção social e diálogo entre governos, empregadores e trabalhadores (OIT, 2015). A ligação com a justiça climática está em quem paga o custo da mudança.

Resumo: principais perguntas e respostas

O que é transição justa?

É a ideia de que a mudança para uma economia de baixo carbono e sustentável deve proteger os trabalhadores e as comunidades que dependem das atividades que vão mudar ou acabar.

Quem criou as diretrizes de transição justa?

A Organização Internacional do Trabalho, numa reunião de governos, empregadores e trabalhadores, em outubro de 2015.

Quais são as áreas de política da transição justa?

As diretrizes da OIT listam nove, entre elas política industrial, formação profissional, proteção social, segurança no trabalho e diálogo social.

O Acordo de Paris fala em transição justa?

Sim. O preâmbulo cita os imperativos de uma transição justa da força de trabalho.

O que a COP de Belém decidiu sobre transição justa?

Decidiu desenvolver um mecanismo de transição justa, cujos detalhes devem ser preparados para a oitava sessão (CMA 8).

Fontes

Impresso de https://123ecos.com.br/docs/transicao-justa-o-que-e-e-o-que-dizem-a-oit-e-o-acordo-de-paris/ · Atualizado em 01/11/2026 · 123 Ecos

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