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Atualizado em: 01/11/2026
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O índice de Gini é um número que mostra quanto a renda de um lugar está concentrada nas mãos de poucos. O IBGE o descreve como “uma medida de concentração de uma distribuição”, que vai de zero, a igualdade perfeita, a um, a desigualdade máxima (IBGE, Rendimento de todas as fontes 2025). Em zero, todos teriam a mesma renda. Em um, uma só pessoa teria toda a renda.
Como se calcula
A conta parte da curva de Lorenz. Ela se faz assim:
- As pessoas são postas em fila, da que ganha menos para a que ganha mais.
- Um gráfico mostra, para cada ponto da fila, que parte da renda total foi ganha por quem está até ali. Por exemplo, quanto da renda ficou com os 10% mais pobres, depois com os 20%, e assim por diante.
Se todos ganhassem o mesmo, a curva seria uma reta em diagonal, a linha da igualdade. Quanto mais desigual a renda, mais a curva se afasta dessa reta.
O índice de Gini é o dobro da área entre a curva de Lorenz e a linha da igualdade. Como essa área nunca passa da metade do quadrado do gráfico, o índice fica sempre entre 0 e 1 (IBGE/ENCE, Carneiro e Costa, 1989).
Como ler o número
O número vem com casas decimais: 0,511 é mais desigual que 0,504. O que o índice mede depende da renda usada na conta. No número mais citado do Brasil, o IBGE usa o rendimento domiciliar per capita de todas as fontes, que é a renda da casa, somando trabalho, aposentadorias, programas sociais e outras rendas, dividida pelo número de moradores, medido pela PNAD Contínua (IBGE, Rendimento de todas as fontes 2025). Por isso, ao comparar dois números de Gini, é preciso conferir se os dois falam da mesma renda e da mesma pesquisa.
O Gini do Brasil
Pela PNAD Contínua, o índice de Gini do rendimento domiciliar per capita foi (IBGE, Rendimento de todas as fontes 2025):
| Ano | índice de Gini |
|---|---|
| 2012 | 0,540 |
| 2019 | 0,543 |
| 2023 | 0,517 |
| 2024 | 0,504 |
| 2025 | 0,511 |
Anos escolhidos; a série completa, ano a ano, está no informativo do IBGE.
O valor de 2024 foi o menor da série, que começa em 2012, e o de 2025 mostra uma pequena alta.
Entre as regiões, em 2025, o Centro-Oeste teve o maior índice, 0,506, pela primeira vez na série, e o Sul teve o menor, 0,458. O Nordeste ficou em 0,503, o Sudeste em 0,500 e o Norte em 0,492 (IBGE, Rendimento de todas as fontes 2025).
Você sabia?
Em 2019, o Nordeste tinha o maior índice de Gini do país, 0,559; em 2025, caiu para 0,503 (IBGE, Rendimento de todas as fontes 2025). Ressalva: o índice mostra quanto a renda está concentrada, não quanto ela vale; uma região pode ser menos desigual e, ao mesmo tempo, ter renda média menor.
Termos vizinhos
Resumo: principais perguntas e respostas
É uma medida de quanto a renda está concentrada, de 0 (todos ganham igual) a 1 (uma só pessoa tem toda a renda).
Pela curva de Lorenz: o índice é o dobro da área entre essa curva e a linha da igualdade.
Pelo IBGE, 0,511 em 2025, para o rendimento domiciliar per capita.
Em 2025, o Centro-Oeste (0,506); a menos desigual foi o Sul (0,458), pelo IBGE.
Fontes
- IBGE. Rendimento de todas as fontes 2025. PNAD Contínua, informativo, 2026.
- Carneiro, José Paulo Q.; Costa, Jorge Luiz Rangel. Curva de Lorenz e Índice de Gini para Distribuições de Renda. IBGE/ENCE, Relatório Técnico 02/89, 1989.
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