123 Ecos Redação
A equipe editorial da 123 Ecos produz os textos com apoio de inteligência artificial, seguindo rigorosamente regras editoriais definidas por pessoas e fontes oficiais citadas. Cada postagem passa por auditoria e checagem de fontes antes de ser publicada.
Atualizado em: 02/11/2026
Nesta página
A maldição dos recursos naturais é a hipótese de que ter muitos recursos, como petróleo, gás ou minérios, pode atrapalhar o desenvolvimento de um país. Um texto do FMI fala em países que querem “escape the ‘natural resource curse’ that has plagued many resource-rich developing countries”, escapar da maldição dos recursos naturais que atingiu muitos países em desenvolvimento ricos em recursos (FMI, F&D, 2013).
Ficha
| O que é | hipótese de que a riqueza em recursos naturais atrapalha o crescimento |
|---|---|
| Um mecanismo citado | doença holandesa |
| Caso holandês | gás natural do Mar do Norte, anos 1960 |
| Estudo a favor | Sachs e Warner (1995, 2001) |
| Estudo contra | Lederman e Maloney, Banco Mundial (2007) |
Fontes da ficha: FMI, F&D, 2017; Banco Mundial.
Como funciona a doença holandesa
Câmbio é o preço de uma moeda em relação a outra. Pelo FMI, quando um país recebe de repente muito dinheiro de fora, por exemplo por vender um recurso natural, podem vir consequências ruins, “broadly labeled ‘Dutch disease'”, chamadas em geral de doença holandesa (FMI, F&D, 2017).
O FMI conta o caso da Holanda. Nos anos 1960, a descoberta de gás natural no Mar do Norte “led to a stronger Dutch guilder, making non-oil exports more expensive and less competitive”, fortaleceu o florim, a moeda holandesa, e deixou as outras exportações mais caras e menos competitivas. O FMI explica dois efeitos: o dinheiro gasto dentro do país valoriza a moeda, e o trabalho e o capital vão para o setor que cresceu. Perde espaço o setor que exporta e compete com o exterior; o FMI dá como exemplos a indústria e a agricultura.
Os dois lados do debate
A favor da hipótese. Segundo o livro do Banco Mundial, os economistas Sachs e Warner afirmaram que “since the 1960s the resource-rich developing countries have grown more slowly than other developing countries”, desde os anos 1960 os países em desenvolvimento ricos em recursos cresceram menos que os outros (Banco Mundial).
Contra a hipótese. O mesmo livro, organizado por Daniel Lederman e William F. Maloney, conclui que “natural resources are neither curse nor destiny for developing countries”, os recursos naturais não são nem maldição nem destino.
Um texto do FMI de 2013 registra que, mais recentemente, o crescimento dos países em desenvolvimento exportadores de recursos “has caught up”, alcançou o dos outros, com preços mais altos, novas descobertas e políticas econômicas melhores (FMI, F&D, 2013).
Você sabia?
Até o nome é discutido. Para uma parte dos economistas, citada pelo FMI, a mudança na economia pode ser só um ajuste normal a uma riqueza nova, e por isso “the term ‘disease’ may be misleading”, a palavra “doença” pode enganar (FMI, F&D, 2017).
Termos vizinhos
- Dependência de energias fósseis (link).
- Recursos naturais (link).
- Responsabilidade econômica (link).
Resumo: principais perguntas e respostas
A hipótese de que países ricos em petróleo, gás ou minérios crescem menos do que outros.
É debatida. Há estudos a favor, como o de Sachs e Warner, e contra, como o livro do Banco Mundial de 2007.
Fontes
- Fundo Monetário Internacional (FMI). Christine Ebrahimzadeh. Dutch Disease: Wealth Managed Unwisely. Finance & Development, série “Back to Basics”, 10/5/2017 (consulta em 2/11/2026).
- FMI. Chris Geiregat e Susan Yang. Too Much of a Good Thing?. Finance & Development, v. 50, n. 3, set. 2013 (consulta em 2/11/2026).
- Banco Mundial e Stanford University Press. Daniel Lederman e William F. Maloney (org.). Natural Resources: Neither Curse nor Destiny, 2007 (consulta em 2/11/2026).
Impresso de https://123ecos.com.br/docs/maldicao-dos-recursos-naturais-o-que-e-e-a-doenca-holandesa/ · Atualizado em 02/11/2026 · 123 Ecos

