Depende do parque e, em alguns, do lugar que se visita. É preciso pagar para entrar em parque nacional quando o parque tem estrutura de cobrança, conforme a tabela de preços do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), atualizada todo ano. Nos parques com cobrança, o ingresso de 2026 vai de R$ 14 a R$ 393. Há isenções e descontos, por exemplo para crianças e para quem mora perto. Nos parques em que a visitação é feita por uma empresa, as regras são divulgadas por ela.
Quem define o preço #
Os parques nacionais são administrados pelo ICMBio. Os preços dos ingressos são fixados por uma portaria do instituto. A de 2026 é a Portaria ICMBio nº 4.932, de 15 de outubro de 2026, publicada no Diário Oficial da União em 19 de outubro. Os novos valores valem a partir de 1º de novembro de 2026, segundo o Atlas Público.
A lei também deixa espaço para cada órgão decidir. A Lei 15.180, de 25 de julho de 2025, que criou a Política Nacional de Incentivo à Visitação a Unidades de Conservação, diz que os órgãos gestores podem criar gratuidades e preços diferentes para pessoas de baixa renda e para as populações locais. É uma permissão, e não uma obrigação.
Quanto custa em 2026 #
Valores da inteira na Portaria ICMBio nº 4.932, a partir de 1º de novembro de 2026 (Atlas Público):
| Parque | Ingresso (inteira) |
|---|---|
| Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (PE) | R$ 393,00 |
| parque nacional da Tijuca (RJ) | R$ 55,00 (cobrado no acesso ao Cristo Redentor) |
| parque nacional de Brasília (DF) | R$ 42,00 |
| parque nacional Marinho dos Abrolhos (BA) | R$ 21,00 |
| Outras unidades com estrutura de cobrança | R$ 14,00 |
No parque nacional da Tijuca, a maior parte das atrações pode ser visitada de graça; o ingresso é cobrado para chegar ao Cristo Redentor e em algumas atividades, como o voo livre, segundo o Itatiaia (julho de 2026).
Os parques que usam agendamento podem fazer a reserva sem cobrar ingresso, segundo a mesma portaria (Atlas Público).
Quais parques recebem mais visitantes está em Parques nacionais mais visitados do Brasil.
Quem não paga ou paga menos #
As regras mudam de parque para parque. Pela Portaria 4.932 (Atlas Público):
- parque nacional de Brasília: desconto de 50% para quem mora no entorno e isenção para crianças até 12 anos e idosos.
- Moradores do entorno: nos parques que não são concedidos, o desconto vale para quem mora nas localidades definidas como entorno pela chefia do parque.
- parque nacional Marinho de Fernando de Noronha: na portaria de 2025 (Portaria ICMBio nº 4.423), os brasileiros tinham desconto de 50% (o “Desconto Brasil”) e não pagavam os moradores, seus parentes de primeiro grau e as pessoas autorizadas a trabalhar na ilha.
E nos parques concedidos? #
Em alguns parques, a visitação é feita por uma empresa, por meio de concessão. Nesses casos, as regras de ingresso são divulgadas pela própria concessionária.
- parque nacional do Iguaçu (PR): as crianças de até 6 anos não pagam, assim como professores e estudantes de instituições públicas de ensino em visita educativa agendada, guias registrados e agentes de segurança em serviço. Não há meia-entrada, mas moradores de 14 municípios vizinhos têm o Passe Comunidade, segundo o site das Cataratas do Iguaçu (atualizado em agosto de 2025).
- parque nacional da Chapada dos Veadeiros (GO): inteira de R$ 49,00, meia de R$ 24,50 para estudantes, pessoas com 60 anos ou mais e pessoas com deficiência, entre outros e R$ 5,00 para moradores do entorno. Crianças de até 6 anos acompanhadas e populações tradicionais beneficiárias do parque não pagam, segundo o site do parque (atualizado em janeiro de 2026).
E nos parques estaduais e municipais? #
Os parques estaduais e municipais não seguem a portaria do ICMBio: as regras são do estado ou da prefeitura, e a Lei 15.180 também permite que esses órgãos criem gratuidades. A diferença entre parques nacionais, estaduais e municipais está em Parques naturais do Brasil.
Resumo: principais perguntas e respostas #
Depende do parque. Cobram os que têm estrutura de cobrança e aparecem na lista de preços do ICMBio. Nos concedidos, as regras são divulgadas pela empresa.
Pela Portaria ICMBio nº 4.932, de R$ 14 a R$ 393 a partir de 1º de novembro de 2026. O mais caro é o de Fernando de Noronha, e lá os brasileiros pagam metade.
Depende do parque. Em Brasília, crianças até 12 anos e idosos. No Iguaçu e na Chapada dos Veadeiros, crianças até 6 anos, entre outros.
Em alguns parques, sim. Em Brasília, o desconto é de 50%. Na Chapada dos Veadeiros, o morador do entorno paga R$ 5.
O ICMBio, por portaria anual. Nos parques concedidos, a regra é divulgada pela empresa que faz a visitação. Nos estaduais e municipais, o estado ou a prefeitura.
Fontes #
- Atlas Público. ICMBio atualiza ingressos e serviços de uso público em unidades de conservação federais a partir de 1º de novembro. Out. 2026. Sobre a Portaria ICMBio nº 4.932, de 15 out. 2026.
- Brasil. Lei nº 15.180, de 25 de julho de 2025. Política Nacional de Incentivo à Visitação a Unidades de Conservação.
- Itatiaia. Parque Nacional da Tijuca oferece trilhas, cachoeiras e alguns dos mirantes mais famosos do Rio. 28 jul. 2026.
- ICMBio. Portaria ICMBio nº 4.423, de 14 de outubro de 2025. Anexo I.
- Cataratas do Iguaçu (Urbia Cataratas). Descontos e gratuidades. Ago. 2025.
- parque nacional da Chapada dos Veadeiros. Sua visita. Jan. 2026.
