Parque Nacional do Albardão: o parque marinho criado em 2026 no RS

Atualizado em: 25/10/2026 · Nível de leitura: Ensino Fundamental — anos finais

O Parque Nacional do Albardão é uma área protegida no mar do extremo sul do Brasil, em frente a Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul. Foi criado pelo Decreto nº 12.868, de 6 de março de 2026, com cerca de 1.004.480 hectares, e é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Quase toda a área fica no mar: pelo Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC), mais de 99% estão além da linha da costa.

FichaDados
NomeParque Nacional do Albardão
Categoriaparque nacional (proteção integral)
AdministraçãoICMBio
Estado e municípioRio Grande do Sul; Santa Vitória do Palmar
BiomaÁrea marinha
ÁreaCerca de 1.004.480 hectares (decreto); 1.004.158 hectares calculados pelo CNUC
CriaçãoDecreto nº 12.868, de 6 de março de 2026
Plano de manejo e conselhoAinda não tem (CNUC, julho de 2026)

Os dados do quadro vêm do decreto e do CNUC.

Onde fica #

O parque fica no litoral sul do Rio Grande do Sul, perto da fronteira com o Uruguai, no mar em frente a Santa Vitória do Palmar. O mesmo decreto criou, ao lado dele, a Área de Proteção Ambiental (APA) do Albardão, com cerca de 55.983 hectares. Na APA, que é de uso sustentável, a pesca artesanal e o ecoturismo continuam, com regras, segundo o Jornal de Brasília. Veja a diferença entre as categorias em Unidades de conservação do Brasil.

Pelo CNUC, é o parque brasileiro com a maior área marinha e o sétimo maior parque nacional do país (o oitavo, contando os estaduais).

O que protege #

Segundo a proposta de criação do ICMBio, a região abriga:

  • tubarões e raias, como cações-anjo, raia-viola e tubarão-martelo, e outras 18 espécies;
  • três espécies de tartarugas marinhas;
  • dez espécies de mamíferos marinhos, entre elas a toninha, a baleia-franca e o golfinho-nariz-de-garrafa, além de leões e lobos-marinhos;
  • 15 espécies de aves marinhas e costeiras e 27 de aves pelágicas, que vivem em alto-mar.

A toninha é, segundo o Jornal de Brasília, o golfinho mais ameaçado do Atlântico Sul Ocidental. A mesma reportagem diz que a área serve de parada para aves migratórias que ligam o Ártico ao sul da América do Sul.

Como foi criado #

Segundo a proposta do ICMBio, a área foi classificada como de “extrema importância” para a biodiversidade nos mapas de áreas prioritárias do Ministério do Meio Ambiente de 2003 e 2004. Em 2008, o Conselho Nacional da Reserva da Biosfera recomendou criar ali uma unidade de conservação, e as Dunas do Albardão foram reconhecidas como sítio geológico. O processo no ICMBio é de 2008. Os estudos foram feitos entre 2017 e 2019 e ajustados em 2024, segundo o Jornal de Brasília. O decreto saiu em 6 de março de 2026.

Pela Lei 9.985/2000, num parque nacional só são permitidas a pesquisa científica, a educação ambiental, a recreação e o turismo ecológico, conforme o plano de manejo. O Albardão ainda não tem plano de manejo (CNUC).

Resumo: principais perguntas e respostas #

Onde fica o parque nacional do Albardão?

No mar do litoral sul do Rio Grande do Sul, em frente a Santa Vitória do Palmar, perto da fronteira com o Uruguai.

Quando o parque nacional do Albardão foi criado?

Em 6 de março de 2026, pelo Decreto nº 12.868.

Qual é o tamanho do parque nacional do Albardão?

Cerca de 1 milhão de hectares, mais de 99% no mar. É o parque brasileiro com a maior área marinha, segundo o CNUC.

O que o parque nacional do Albardão protege?

Tubarões, raias, tartarugas marinhas, a toninha e outros mamíferos marinhos e dezenas de espécies de aves, segundo a proposta do ICMBio.

Qual é a diferença entre o Parque e a APA do Albardão?

O parque é de proteção integral. A APA, criada pelo mesmo decreto, com cerca de 56 mil hectares, é de uso sustentável e permite a pesca artesanal e o ecoturismo, com regras.

Fontes #

Pastas Ecopédia

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