Parque Estadual Chandless: florestas de bambu no centro do Acre (AC)

Atualizado em: 28/10/2026 · Nível de leitura: Ensino Fundamental — anos finais

Vista do alto da floresta amazônica com um rio sinuoso cortando a mata, no Parque Estadual Chandless (AC)
Floresta e rio no Parque Estadual Chandless (AC). Foto: Agência de Notícias do Acre, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.

O Parque Estadual Chandless é uma área protegida da Amazônia no centro do Acre, nos municípios de Manoel Urbano, Santa Rosa do Purus e Sena Madureira. Foi criado pelo Decreto Estadual 10.670, de 2 de setembro de 2004, e é administrado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Acre (Sema). É a maior unidade de conservação administrada pelo estado e a única de proteção integral, segundo a Agência de Notícias do Acre (setembro de 2024).

FichaDados
NomeParque Estadual Chandless
Categoriaparque estadual (proteção integral)
AdministraçãoSecretaria de Estado de Meio Ambiente do Acre (Sema)
Estado e municípiosAcre; Manoel Urbano, Santa Rosa do Purus e Sena Madureira
BiomaAmazônia
Área695.303 hectares no ato e 681.716 calculados, segundo o CNUC; “mais de 690 mil hectares”, cerca de 4% do Acre, segundo a Agência de Notícias do Acre (2024)
CriaçãoDecreto Estadual 10.670, de 2 de setembro de 2004
Plano de manejo e conselhoPlano de manejo: sim; conselho: sim, segundo o CNUC (julho de 2026)

Os dados do quadro vêm do Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC), dos atos de criação e do órgão gestor.

Onde fica #

O parque leva o nome do rio Chandless e fica na região dos rios Chandless e Purus, segundo a Agência de Notícias do Acre (setembro de 2024). Ao norte fica a Terra Indígena Alto Purus; ao sul, a Terra Indígena Mamoadate; a oeste, já no Peru, o Parque Nacional Alto Purus e a Reserva Comunal Purus; e a leste, a Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, segundo o Portal Amazônia (março de 2024). O caminho mais comum é de barco pelo rio Purus, a partir de Manoel Urbano, que fica a 228 km de Rio Branco, segundo a Agência de Notícias do Acre (janeiro de 2026).

O que protege #

A marca do parque são as florestas abertas com bambu. Um termo de referência do Funbio para a revisão do plano de manejo diz que 99,9% da área está conservada e que o parque é um centro de distribuição de três espécies de bambu do gênero Guadua. Segundo o plano de manejo, citado pela Agência de Notícias do Acre (setembro de 2024), o parque tem mais de 1.300 espécies registradas: mais de 400 aves, 47 mamíferos, 482 borboletas e mariposas, 71 peixes, 63 anfíbios e 40 répteis. Entre eles estão a onça-pintada, o tamanduá-bandeira, o gavião-real e o jacamim-de-cara-branca. A mesma reportagem conta 22 famílias ribeirinhas (79 pessoas) morando no parque; o termo de referência do Funbio, sem data e com dados até 2023, fala em 16 famílias.

Você sabia?

Em janeiro de 2025, o biólogo Ricardo Plácido, da Sema do Acre, fez no parque a primeira foto já tirada do tovacuçu-xodó (Grallaria eludens), segundo a Agência de Notícias do Acre (janeiro de 2026).

Como foi criado #

O Decreto Estadual 10.670, de 2 de setembro de 2004, criou o parque. O conselho consultivo foi instituído pela Portaria 68, de 8 de setembro de 2009, segundo o termo de referência do Funbio. O plano de manejo é de 2008, segundo esse termo de referência, e de 2010, segundo a Agência de Notícias do Acre (junho de 2026); em junho de 2026, a Sema fez uma oficina no parque para revisá-lo. O CNUC registra plano de manejo e conselho (julho de 2026). O outro parque do Acre é o Parque Nacional da Serra do Divisor.

Pela Lei 9.985/2000, num parque só são permitidas a pesquisa científica, a educação ambiental, a recreação e o turismo ecológico, conforme o plano de manejo. Os outros parques do estado estão em Parques naturais do Acre.

Resumo: principais perguntas e respostas #

Onde fica o parque estadual Chandless?

No centro do Acre, em Manoel Urbano, Santa Rosa do Purus e Sena Madureira.

Qual é a área do parque?

Cerca de 695 mil hectares, segundo o ato de criação.

O que o parque protege?

Florestas abertas com bambu e mais de 1.300 espécies registradas.

Mora gente no parque?

Sim: 22 famílias ribeirinhas, segundo o governo do Acre (2024).

Como se chega ao parque?

De barco pelo rio Purus, a partir de Manoel Urbano.

Fontes #

Pastas Ecopédia

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