O Parque Estadual Ambiental das Árvores Gigantes da Amazônia é uma área protegida da Amazônia em Almeirim, no oeste do Pará. Foi criado pelo Decreto Estadual 4.219, de 28 de setembro de 2024, com 560 mil hectares, e é administrado pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio).
| Ficha | Dados |
|---|---|
| Nome | Parque Estadual Ambiental das Árvores Gigantes da Amazônia |
| Categoria | parque estadual (proteção integral) |
| Administração | Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio) |
| Estado e município | Pará; Almeirim |
| Bioma | Amazônia |
| Área | 560.000 hectares, segundo o decreto; 559.390 calculados, segundo o CNUC |
| Criação | Decreto Estadual 4.219, de 28 de setembro de 2024 |
| Plano de manejo e conselho | Plano de manejo: não; conselho: não, segundo o CNUC (julho de 2026) |
Os dados do quadro vêm do Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC), dos atos de criação e do órgão gestor.
Onde fica #
O parque foi criado com uma parte da Floresta Estadual do Paru, segundo o decreto. Com isso, a floresta estadual passou de 3.612.914 para 3.052.914 hectares, segundo o Portal Amazônia (outubro de 2024). As comunidades tradicionais e os povos indígenas continuam com acesso livre ao rio Jari, e na zona de amortecimento, a faixa em volta do parque, seguem permitidas a coleta de castanha e de camu-camu e a pesca esportiva, segundo a mesma reportagem.
O que protege #
Segundo o decreto, o parque protege árvores gigantes com mais de 70 metros de altura, em especial uma de 88,5 metros, que o texto chama de “a maior árvore do Brasil e da América Latina”, e também espécies ameaçadas, raras e endêmicas. A árvore de 88,5 metros é um angelim-vermelho (Dinizia excelsa), segundo o Portal Amazônia (outubro de 2024). Em maio de 2024, uma expedição do Ideflor-Bio, da Fundação Amazônia Sustentável e do Instituto Federal do Amapá percorreu rios e trilhas da antiga área da floresta estadual e encontrou um novo santuário de árvores gigantes, o que levou à criação do parque.
Você sabia?
O decreto que criou o parque incluiu o subsolo nos limites da unidade, segundo o texto do decreto.
Como foi criado #
O Decreto Estadual 4.219, de 28 de setembro de 2024, publicado no Diário Oficial em 30 de setembro, criou o parque e mandou o Ideflor-Bio instituir e presidir um conselho consultivo. Segundo o Portal Amazônia, é a 29ª unidade de conservação administrada pelo Ideflor-Bio. O CNUC não registra plano de manejo nem conselho (julho de 2026).
Pela Lei 9.985/2000, num parque só são permitidas a pesquisa científica, a educação ambiental, a recreação e o turismo ecológico, conforme o plano de manejo. Os outros parques do estado estão em Parques naturais do Pará.
Resumo: principais perguntas e respostas #
Em Almeirim, no oeste do Pará.
Um angelim-vermelho de 88,5 metros.
560 mil hectares, segundo o decreto.
De uma parte da Floresta Estadual do Paru.
Em 28 de setembro de 2024.
Fontes #
- Pará. Decreto nº 4.219, de 28 de setembro de 2024. Cria o parque estadual Ambiental das Árvores Gigantes da Amazônia. Banco de Leis da Assembleia Legislativa do Pará.
- Portal Amazônia. Parque Estadual das Árvores Gigantes da Amazônia é criado em Almeirim, no Pará. 2 de outubro de 2024.
- Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC). Dados de julho de 2026.
- Brasil. Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000. Institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação.

