123 Ecos Redação
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Atualizado em: 01/11/2026
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A rastreabilidade de bovinos é a capacidade de registrar e seguir a vida de um animal, ou de um grupo deles, do nascimento ao abate: onde nasceu, por quais fazendas passou e que vacinas recebeu. Serve para controlar doenças, porque mostra de onde veio e para onde foi um animal doente, e para atender às exigências dos países que compram carne.
De lotes para cada animal
Segundo o Ministério da Agricultura, hoje a rastreabilidade de bovinos e búfalos no Brasil “ocorre por lotes”, conforme a Lei 12.097/2009 (Plano Estratégico PNIB 2025–2032). O Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB) propõe identificar cada animal, para um monitoramento “desde o nascimento até o abate” (Ministério da Agricultura, página do PNIB).
O tamanho da tarefa: pela Pesquisa da Pecuária Municipal do IBGE, o Brasil tinha 234,3 milhões de bovinos em 2025, 1,7% menos que em 2024 (Agência Gov, 30/9/2026).
As quatro etapas
| Etapa | Período | O que prevê o plano |
|---|---|---|
| 1 | 2025 | sistema informatizado e Base Central de Dados federal |
| 2 | 2026 | os estados adequam seus sistemas e bases de dados |
| 3 | 2027 a 2029 | identificação dos animais vacinados contra a brucelose e dos que estão em protocolos privados |
| 4 | 2030 a 2032 | identificação de todos os animais antes da primeira movimentação |
Fonte: Plano Estratégico PNIB 2025–2032, item 9, Ministério da Agricultura.
Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Portaria SDA/Mapa 1.331, de 21/7/2025, fixou o cronograma, e a partir de 1/1/2033 fica proibido movimentar bovinos e búfalos sem identificação individual no sistema oficial (CNA, 24/7/2025).
Como o animal é identificado
O plano admite “quatro, e apenas quatro” opções oficiais: um brinco eletrônico do tipo bandeira; um botão auricular eletrônico; um brinco e um botão, sendo pelo menos um eletrônico; ou um brinco e um botão, um em cada orelha, sem parte eletrônica. Os dois têm o número do animal à vista. A Base Central de Dados guarda o produtor, a propriedade, o animal e cada movimentação (Plano Estratégico PNIB, itens 7 e 8).
Você sabia?
No plano, “manejo sanitário”, o momento em que a identificação começa na Etapa 3, é a vacinação contra a brucelose do programa nacional de controle da doença (Plano Estratégico PNIB, item 9). Ressalva: segundo a página do PNIB, o plano inclui “avaliações periódicas para ajustar prazos”.
Resumo: principais perguntas e respostas
O registro que permite seguir um animal do nascimento ao abate, com as fazendas por onde passou e as vacinas que recebeu.
O controle deixa de ser por lotes e passa a ser por animal, com brinco ou botão padronizado e uma base de dados nacional.
Pelo plano do Ministério, a data provável de conclusão é 31/12/2032.
Fontes
- Ministério da Agricultura e Pecuária. Plano Estratégico 2025–2032: Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos. Versão 1.0.
- Ministério da Agricultura e Pecuária. PNIB. Atualizado em 7/8/2026.
- Agência Gov. Quantidade do gado diminui e produtividade aumenta na agropecuária, mostra IBGE. 30/9/2026.
- Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. Governo Federal define cronograma para identificação individual obrigatória de bovinos e bubalinos. 24/7/2025.
Impresso de https://123ecos.com.br/docs/rastreabilidade-de-bovinos-o-plano-nacional-de-identificacao/ · Atualizado em 01/11/2026 · 123 Ecos

