123 Ecos Redação
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Atualizado em: 28/10/2026
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Uma embalagem compostável é a que, numa compostagem, se transforma em adubo dentro de um prazo definido e sem prejudicar o composto. A diferença para a “biodegradável” é a garantia: a compostável passa por ensaios de norma, com prazo e condição. As mais usadas são a europeia EN 13432 e, no Brasil, a ABNT NBR 15448-2, de 2008, que traz os requisitos e os métodos de ensaio para a compostabilidade de embalagens plásticas (ABNT, pelo catálogo Normas.com.br).
O que a norma EN 13432 exige
| Requisito | O que pede |
|---|---|
| Biodegradação | em até 6 meses, a 58 °C, pelo menos 90% da biodegradação de um material de referência, medida pelo gás carbônico liberado |
| Desintegração | em até 12 semanas, no máximo 10% sobra em pedaços maiores que 2 mm |
| Efeito no composto | nenhum efeito negativo no processo de compostagem |
| Metais pesados | limites para zinco, cobre, chumbo, mercúrio e outros |
Fonte: British Plastics Federation, Standards for compostability.
Usina ou composteira de casa
A EN 13432 simula a compostagem industrial. Não há norma internacional para a compostagem caseira; um selo belga, o “OK Compost Home”, testa a embalagem a 20–30 °C e dá até 365 dias para 90% de biodegradação (British Plastics Federation). Sem esse selo, “compostável” quer dizer compostável em usina. Embalagens feitas para a usina “não necessariamente” se decompõem por completo na composteira de casa, diz a Agência Europeia do Ambiente (AEA, 27/8/2020, tradução livre). No mar, o Pnuma concluiu que a biodegradação completa dos plásticos exige condições “raramente, se é que alguma vez”, encontradas no oceano (Eco-Business, sobre o relatório do Pnuma, 18/11/2015).
Onde ela faz sentido: os dois lados
- A favor: a AEA diz que plásticos compostáveis certificados podem substituir o plástico comum em itens que vão misturados com restos de comida, e que sacos compostáveis ajudam as pessoas a separar mais restos de comida.
- Contra ou com cautela: a mesma AEA diz que eles ajudam só em usos específicos, que algumas prefeituras os recusam por causa da sua estrutura de tratamento e que, na reciclagem do plástico comum, eles são tratados como impureza (AEA).
No Brasil, a estrutura é pequena: em 2024, só cerca de 285 mil toneladas, 0,35% do lixo urbano, foram compostadas, pela Abrema (Abrema, Panorama 2025, metodologia (PDF), pp. 27–28). Mais em Compostagem industrial e Compostagem doméstica.
Você sabia?
Os plásticos oxidegradáveis, que levam aditivos para se quebrar, podem levar até cinco anos para se fragmentar no mar, e os pedaços viram microplástico que os animais engolem, segundo o Pnuma (Eco-Business, 18/11/2015).
Termos vizinhos
- Embalagens ecológicas (link).
- Embalagens biodegradáveis (link).
- compostagem (link).
- Embalagens sustentáveis (link).
Resumo: principais perguntas e respostas
A que, numa compostagem, vira adubo dentro de um prazo definido por norma e sem prejudicar o composto.
A compostável tem prazo e condição testados por norma, como a EN 13432 e a ABNT NBR 15448-2; “biodegradável” sozinho não diz em quanto tempo nem onde.
Em geral não: a maioria é feita para usinas de compostagem; só as com selo de compostagem caseira são testadas para isso.
Não: ela não vira plástico de novo e é tratada como impureza na reciclagem do plástico comum.
Só 0,35% do lixo urbano em 2024, cerca de 285 mil toneladas, pela Abrema.
Fontes
- British Plastics Federation. Standards for compostability.
- ABNT, pelo catálogo Normas.com.br. NBR 15448-2: Embalagens plásticas degradáveis e/ou de fontes renováveis, Parte 2: Biodegradação e compostagem. 2008.
- Agência Europeia do Ambiente. Biodegradable and compostable plastics: challenges and opportunities. 27/8/2020.
- Eco-Business. Biodegradable plastics are not the answer to reducing marine litter, says UN (Pnuma, Biodegradable Plastics and Marine Litter). 18/11/2015.
- Abrema. Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2025, metodologia (PDF).
O tema completo, reunido na vitrine Produção e Consumo Sustentáveis →
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