123 Ecos Redação
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Atualizado em: 02/11/2026
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O Amazônia Viva, ou “Florestas e Comunidades: Amazônia Viva”, é um projeto da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com recursos do Fundo Amazônia. Segundo a Conab, o objetivo é “o fortalecimento social e econômico de organizações produtivas de povos indígenas, povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares”, e o investimento total é de R$ 96 milhões (Conab, Amazônia Viva).
Além da chamada pública, o projeto prevê, segundo a Conab, organizar dados sobre “safras, preços, volumes de produção e produtividade” da sociobiodiversidade na Amazônia e reforçar a estrutura da própria Conab na região, com equipamentos, veículos e instalações.
O que a chamada pública apoia
O componente central é a Chamada Pública Conab nº 01/2026. Ela se destina “exclusivamente ao fortalecimento das etapas pós-colheita” da produção: logística, condições sanitárias, beneficiamento, processamento e armazenagem, “visando a oferta de alimentos e outros produtos da sociobiodiversidade para os mercados públicos e privados” (Chamada Pública nº 01/2026, retificada em 30/4/2026).
A prioridade, segundo a chamada, são organizações com potencial de fornecer alimentos ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) ou ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), ou de operar o Programa de Valorização da Sociobiodiversidade e do Extrativismo (SocioBio Mais). Um dos instrumentos da política de preços para esses produtos está em Preço mínimo da sociobiodiversidade.
| Regra da chamada | O que diz |
|---|---|
| Valor total | R$ 80 milhões, do Fundo Amazônia |
| Valor de cada projeto | de R$ 500 mil a R$ 2,5 milhões |
| Devolução | não reembolsável, “desde que comprove a sua correta aplicação” |
| Prazo | até 24 meses a partir da assinatura, prorrogável |
| Fomento produtivo | no mínimo 50% do valor do projeto |
| Assistência técnica e pesquisa | juntas, até 35% (pesquisa até 15%) |
| Gestão e comunicação | até 15% |
| Beneficiários diretos | no mínimo 15 pessoas por projeto |
Fonte: Conab, Chamada Pública nº 01/2026, retificada em 30/4/2026, itens 4.5, 5, 7 e 8.
Quem pôde concorrer
Segundo a chamada, puderam apresentar propostas organizações com sede ou atuação comprovada na Amazônia Legal e pelo menos dois anos de atuação: cooperativas ou associações de agricultura de base familiar “formalmente constituídas”, que reúnem, por exemplo, agricultores familiares, extrativistas, pescadores artesanais, povos indígenas e comunidades quilombolas; organizações da sociedade civil que trabalham com esse público; e redes de pelo menos três dessas organizações. Cada entidade podia apresentar um único projeto.
A chamada lista critérios de prioridade, entre eles projetos em rede, com mais beneficiários, com maior proporção de mulheres, de jovens e de povos indígenas, comunidades tradicionais ou assentados da reforma agrária, e organizações dirigidas por mulheres. Esses critérios formam o “Bloco B” da nota; o “Bloco A” é a análise técnica, com pontuação mínima de 12 pontos.
Como o dinheiro foi dividido
A chamada reparte os R$ 80 milhões entre os nove estados da Amazônia Legal:
| Estado | Valor previsto (R$ milhões) | Propostas aprovadas no resultado final |
|---|---|---|
| Amazonas | 15 | 6 |
| Pará | 15 | 7 |
| Mato Grosso | 14 | 6 |
| Acre | 6 | 3 |
| Amapá | 6 | 3 |
| Maranhão | 6 | 5 |
| Rondônia | 6 | 3 |
| Roraima | 6 | 4 |
| Tocantins | 6 | 3 |
| Total | 80 | 40 |
Fontes: Chamada Pública nº 01/2026, item 6.2; Resultado Final de Análise das Propostas, divulgado em 30/6/2026. Contagem das propostas aprovadas por estado: nossa, na lista do resultado.
Pela nossa contagem das listas do resultado final, além das 40 aprovadas, 231 propostas foram “não aprovadas”, isto é, consideradas aptas no mérito técnico, mas sem lugar no limite do orçamento, e 80 foram desclassificadas. Segundo o resultado, antes da contratação as aprovadas ainda precisariam fazer os eventuais ajustes indicados pela comissão julgadora e apresentar documentos, e a classificação “não confere direito subjetivo à contratação”.
Um engano comum
“O dinheiro do Fundo Amazônia vai só para fiscalização e combate ao desmatamento.” O Amazônia Viva é um exemplo de outro uso: a chamada cita o objetivo do fundo de apoiar “atividades econômicas desenvolvidas a partir do uso sustentável da vegetação” e destina R$ 80 milhões a armazéns, beneficiamento e logística de organizações de comunidades e agricultores familiares.
Resumo: principais perguntas e respostas
É o projeto “Florestas e Comunidades: Amazônia Viva”, da Conab com o BNDES, com recursos do Fundo Amazônia, para fortalecer a produção de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares da Amazônia Legal.
O investimento total é de R$ 96 milhões, segundo a Conab. A chamada pública de 2026 destinou R$ 80 milhões a projetos de R$ 500 mil a R$ 2,5 milhões.
Etapas depois da colheita: logística, condições sanitárias, beneficiamento, processamento e armazenagem. Pelo menos metade do valor de cada projeto vai para fomento produtivo, como máquinas, equipamentos e obras.
40, pela nossa contagem do resultado final divulgado em 30 de junho de 2026, em todos os nove estados da Amazônia Legal.
Fontes
- Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Amazônia Viva. Página consultada em 2/11/2026.
- Conab. Chamada Pública Conab nº 01/2026 – Fundo Amazônia, retificada em 30/4/2026. Itens 1, 3, 4, 5, 6, 7 e 8.
- Conab. Resultado Final de Análise das Propostas, Chamada Pública nº 01/2026. Divulgado em 30/6/2026, assinado em 3/7/2026.
O tema completo, reunido na vitrine Agropecuária Sustentável →
Impresso de https://123ecos.com.br/docs/amazonia-viva-o-projeto-do-fundo-amazonia-para-a-producao-de-comunidades/ · Atualizado em 02/11/2026 · 123 Ecos

