Agricultura Sustentável

Café no Brasil: arábica e conilon, onde se planta e quanto se colhe

Nível de leitura: Ensino Médio

123 Ecos Redação

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Atualizado em: 02/11/2026

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Em poucas palavras

O Brasil planta duas espécies de café: o arábica, sobretudo em Minas Gerais e São Paulo, e o conilon, sobretudo no Espírito Santo, em Rondônia e na Bahia. Para 2026, a Conab estima 67,6 milhões de sacas de 60 quilos, 19,6% a mais que em 2025, num ano de alta do ciclo de dois anos do cafeeiro. Minas Gerais colhe mais da metade do café do país.

Café no Brasil: galho de café-arábica com frutos verdes e vermelhos maduros entre folhas escuras
Frutos de café-arábica (Coffea arabica), verdes e vermelhos maduros, num galho em São Paulo (SP), em maio de 2018. Foto: alessandradalia, CC BY-SA 4.0, via iNaturalist. Imagem redimensionada; esta versão segue a mesma licença.
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O café no Brasil ocupou 1,95 milhão de hectares de lavouras em produção em 2026, e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), empresa pública que acompanha as safras, estima a colheita em 67,6 milhões de sacas de 60 quilos de café beneficiado, 19,6% a mais que em 2025. A estimativa é do terceiro levantamento da safra, de setembro de 2026, feito com 99% da área já colhida (Conab, setembro de 2026). Café beneficiado é o grão já separado da casca e seco, antes de ser torrado.

Arábica e conilon

O país planta duas espécies, que a Conab analisa em separado por terem “grau de produtividade, característica bienal e regiões produtoras diferentes”:

Espécie, safra 2026Área em produçãoProdutividadeProduçãoVariação sobre 2025
Arábica1,57 milhão de ha30,8 sacas/ha48,2 milhões de sacas+34,8%
Conilon386,6 mil ha50,2 sacas/ha19,4 milhões de sacas-6,6%
Total1,95 milhão de ha34,6 sacas/ha67,6 milhões de sacas+19,6%

Fonte: Conab, 3º levantamento da safra de café 2026, setembro de 2026.

O conilon, que no mercado internacional entra na conta do café robusta, rende mais por hectare. O arábica ocupa a maior parte da área e dá cerca de 71% do café de 2026, pela nossa conta.

Onde se planta

EstadoProdução 2026 (mil sacas)O que planta
Minas Gerais35.594,6sobretudo arábica
Espírito Santo16.507,012,1 milhões de conilon e 4,38 milhões de arábica
São Paulo6.192,0só arábica
Bahia4.488,23,3 milhões de conilon e 1,19 milhão de arábica
Rondônia2.876,3conilon
Paraná724,1sobretudo arábica
Rio de Janeiro423,3arábica
Brasil67.606,0

Fonte: Conab, Tabelas 1 a 3 e avaliação por estado, setembro de 2026. Em Minas Gerais, o conilon foi 631,9 mil sacas (Tabela 3).

Minas Gerais colhe cerca de 53% do café do país, pela nossa conta, e Minas, Espírito Santo e São Paulo somam perto de 86%. Em Rondônia, a Conab atribui a alta de 24% à troca de plantas antigas por mudas clonais mais produtivas.

Por que a safra sobe e desce

O cafeeiro tem um ciclo bienal: segundo a Conab, é “a alternância de um ano com grande florada, seguido por outro com florada menos intensa”, o que “permite que a planta se recupere para produzir melhor na safra subsequente”. Uma adversidade do clima pode alterar esse ciclo. O efeito é mais forte no arábica; no conilon, diz o boletim, “o clima costuma exercer maior influência na produtividade”.

2026 é um ano de alta bienalidade. Por isso a Conab compara a safra com a de 2024, também de alta, quando o país produziu 54,2 milhões de sacas: a de 2026 é 24,7% maior. No Espírito Santo, o conilon caiu 14,3% por causa de uma florada irregular provocada por baixas temperaturas, enquanto o arábica do estado subiu 33%.

Para onde vai

Pelos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) citados pela Conab, o Brasil exportou 24,6 milhões de sacas de café de janeiro a agosto de 2026, 6,6% menos que no mesmo período de 2025, num valor de US$ 8,7 bilhões. Agosto de 2026 foi o maior agosto da série, em peso e em valor: 3,8 milhões de sacas e US$ 1,2 bilhão.

No mundo, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) prevê, em dados de junho de 2026 citados pela Conab, produção recorde de 189,7 milhões de sacas no ciclo 2026/27 e consumo de 179,7 milhões, também recorde. O boletim cita o Brasil entre os polos tradicionais de consumo, ao lado da Europa e dos Estados Unidos.

Um engano comum

“Se a safra caiu, foi o clima.” Nem sempre. No arábica, parte da queda de um ano para o outro é o ciclo natural da planta, que alterna anos de florada forte e fraca (Conab, setembro de 2026).

Resumo: principais perguntas e respostas

Quanto café o Brasil produz?

A Conab estima 67,6 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, sendo 48,2 milhões de arábica e 19,4 milhões de conilon.

Qual a diferença entre café arábica e conilon?

São espécies diferentes. O arábica ocupa a maior área, com 30,8 sacas por hectare em 2026; o conilon rende mais, 50,2 sacas por hectare, e se planta sobretudo no Espírito Santo, em Rondônia e na Bahia.

Qual estado produz mais café?

Minas Gerais, com 35,6 milhões de sacas em 2026, cerca de metade do café do país.

O que é a bienalidade do café?

É a alternância natural entre um ano de florada forte e outro de florada mais fraca, que faz a produção do arábica subir e descer de um ano para o outro.

Fontes

O tema completo, reunido na vitrine Agropecuária Sustentável →

Impresso de https://123ecos.com.br/docs/cafe-no-brasil-arabica-e-conilon-onde-se-planta-e-quanto-se-colhe/ · Atualizado em 02/11/2026 · 123 Ecos

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