123 Ecos Redação
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Atualizado em: 02/11/2026
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As Ceasas, Centrais de Abastecimento, são entrepostos públicos de atacado, que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) chama de “importantes canais de abastecimento de produtos in natura”. É nelas que produtores e atacadistas vendem frutas e hortaliças que depois seguem para o varejo.
O que a Conab mede nas Ceasas
O Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) foi instituído pela Portaria nº 171, de 24 de março de 2005, do Ministério da Agricultura, e ampliado em suas funções pela Portaria nº 339, de 11 de abril de 2014, também do Ministério da Agricultura. Segundo a Conab, entre suas principais ferramentas estão os sistemas de informação com dados “da comercialização de produtos hortigranjeiros nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país” (Conab, Prohort).
Os dados são coletados pelas Ceasas, validados pelos entrepostos e consolidados pela Conab. A base reúne informações de 117 frutas e 123 hortaliças, “abrangendo mais de mil produtos considerando suas variedades”. Os preços médios são ponderados pela quantidade vendida: o preço de cada Ceasa pesa mais quanto mais ela vende.
Todo mês, o Boletim Hortigranjeiro analisa dez produtos, escolhidos por terem “maior representatividade nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) e maior peso no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)”, o índice oficial de inflação:
| Hortaliças | Frutas |
|---|---|
| alface, batata, cebola, cenoura, tomate | banana, laranja, maçã, mamão, melancia |
Fonte: Conab, Boletim Hortigranjeiro de outubro de 2026, apresentação.
Os preços de setembro de 2026
| Produto | Preço médio nas Ceasas analisadas (R$/kg) | Variação sobre agosto |
|---|---|---|
| Tomate | 5,91 | +46,85% |
| Batata | 3,49 | +32,88% |
| Cebola | 5,01 | +29,31% |
| Alface | 5,86 | +15,69% |
| Cenoura | 3,40 | −16,03% |
| Maçã | 7,19 | +11,99% |
| Laranja | 2,24 | +3,28% |
| Banana | 3,36 | −2,63% |
| Mamão | 4,60 | −8,92% |
| Melancia | 2,42 | −11,06% |
Fonte: Conab, Boletim Hortigranjeiro de outubro de 2026, dados de setembro de 2026, média ponderada de dez Ceasas: São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Campinas, Vitória, Curitiba, São José (SC), Recife, Fortaleza e Rio Branco (na melancia, nove, porque Rio Branco não tem dado).
O preço muda muito de uma Ceasa para outra. Em setembro de 2026, o quilo da alface ficou em R$ 3,57 em Campinas e em R$ 11,91 em Fortaleza; o do tomate, em R$ 2,52 em Recife e em R$ 10,93 em Rio Branco (Conab).
A quantidade de hortaliças vendida também caiu: 3,1% a menos que em agosto e 11,3% a menos que em setembro de 2025. De janeiro a setembro de 2026, o volume ficou 5,5% abaixo do mesmo período de 2025, segundo a Conab.
O caso do tomate
Em setembro de 2026, segundo o boletim, a comercialização de tomate nas Ceasas caiu 4% em relação a agosto, e o preço médio ponderado das dez Ceasas da tabela subiu 46,85%. A Conab explica: o mês “foi marcado por chuvas intensas e frequentes nas áreas produtoras do Sudeste e do Sul”, o que diminuiu o ritmo de colheita e “provocou maturação mais lenta do fruto e, consequentemente, menores quantidades para se enviar ao mercado”. Em julho, ao contrário, a oferta atingiu o pico do ano, e os preços caíram em todas as regiões.
O tomate vendido nas Ceasas em setembro veio de muitos lugares: São Paulo (28% da comercialização), Minas Gerais (26%), Goiás (15%), Pernambuco (9%), Rio de Janeiro (7%), Ceará (5%), Espírito Santo e Bahia (3% cada), e outros estados, como Paraná e Santa Catarina, completaram a oferta, segundo a Conab. Para o fim de 2026 e o começo de 2027, a Conab avalia que um forte El Niño “poderá” afetar a colheita e a produção e elevar os preços.
Como o tomate passa do campo à mesa está em Cadeias produtivas: o caminho da soja, do café e do tomate.
Um engano comum
“O preço do tomate sobe sempre pelo mesmo motivo.” Pelo Boletim Hortigranjeiro de outubro de 2026, depende do mês: em julho de 2026, muita oferta derrubou os preços; em setembro, as chuvas atrasaram a colheita e o preço subiu cerca de 47%.
Resumo: principais perguntas e respostas
São as Centrais de Abastecimento, entrepostos públicos de atacado onde se vendem frutas e hortaliças que depois chegam ao varejo.
A Conab, pelo Prohort, com dados coletados pelas próprias Ceasas. Ela publica todo mês o Boletim Hortigranjeiro.
Segundo a Conab, chuvas intensas no Sudeste e no Sul atrasaram a colheita e diminuíram a quantidade enviada ao mercado. O preço médio ponderado subiu 46,85% nas dez Ceasas analisadas.
Alface, batata, cebola, cenoura, tomate, banana, laranja, maçã, mamão e melancia, os de maior peso nas Ceasas e no IPCA.
Fontes
- Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Boletim Hortigranjeiro, outubro de 2026, com dados de setembro de 2026, e a planilha de dados do mesmo boletim.
- Conab. Hortigranjeiros (Prohort). Página consultada em 2/11/2026.
O tema completo, reunido na vitrine Agropecuária Sustentável →
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