Agricultura Sustentável

Ceasas: o que são e o que mostram os preços de frutas e hortaliças

Nível de leitura: Ensino Médio

123 Ecos Redação

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Atualizado em: 02/11/2026

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Em poucas palavras

As Ceasas, Centrais de Abastecimento, são entrepostos públicos de atacado de frutas e hortaliças, que a Conab chama de "importantes canais de abastecimento de produtos in natura". A Conab reúne os dados delas no Prohort e publica todo mês o Boletim Hortigranjeiro. Em setembro de 2026, segundo a Conab, o preço médio do tomate nas Ceasas analisadas subiu cerca de 47%, depois de chuvas nas áreas produtoras do Sudeste e do Sul.

Ceasas: mercado atacadista coberto com bancas de tomate, banana, alface e laranja e carregadores com carrinhos
Por que o preço do tomate muda tanto de uma semana para outra? Imagem gerada por IA.
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As Ceasas, Centrais de Abastecimento, são entrepostos públicos de atacado, que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) chama de “importantes canais de abastecimento de produtos in natura”. É nelas que produtores e atacadistas vendem frutas e hortaliças que depois seguem para o varejo.

O que a Conab mede nas Ceasas

O Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) foi instituído pela Portaria nº 171, de 24 de março de 2005, do Ministério da Agricultura, e ampliado em suas funções pela Portaria nº 339, de 11 de abril de 2014, também do Ministério da Agricultura. Segundo a Conab, entre suas principais ferramentas estão os sistemas de informação com dados “da comercialização de produtos hortigranjeiros nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país” (Conab, Prohort).

Os dados são coletados pelas Ceasas, validados pelos entrepostos e consolidados pela Conab. A base reúne informações de 117 frutas e 123 hortaliças, “abrangendo mais de mil produtos considerando suas variedades”. Os preços médios são ponderados pela quantidade vendida: o preço de cada Ceasa pesa mais quanto mais ela vende.

Todo mês, o Boletim Hortigranjeiro analisa dez produtos, escolhidos por terem “maior representatividade nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) e maior peso no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)”, o índice oficial de inflação:

HortaliçasFrutas
alface, batata, cebola, cenoura, tomatebanana, laranja, maçã, mamão, melancia

Fonte: Conab, Boletim Hortigranjeiro de outubro de 2026, apresentação.

Os preços de setembro de 2026

ProdutoPreço médio nas Ceasas analisadas (R$/kg)Variação sobre agosto
Tomate5,91+46,85%
Batata3,49+32,88%
Cebola5,01+29,31%
Alface5,86+15,69%
Cenoura3,40−16,03%
Maçã7,19+11,99%
Laranja2,24+3,28%
Banana3,36−2,63%
Mamão4,60−8,92%
Melancia2,42−11,06%

Fonte: Conab, Boletim Hortigranjeiro de outubro de 2026, dados de setembro de 2026, média ponderada de dez Ceasas: São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Campinas, Vitória, Curitiba, São José (SC), Recife, Fortaleza e Rio Branco (na melancia, nove, porque Rio Branco não tem dado).

O preço muda muito de uma Ceasa para outra. Em setembro de 2026, o quilo da alface ficou em R$ 3,57 em Campinas e em R$ 11,91 em Fortaleza; o do tomate, em R$ 2,52 em Recife e em R$ 10,93 em Rio Branco (Conab).

A quantidade de hortaliças vendida também caiu: 3,1% a menos que em agosto e 11,3% a menos que em setembro de 2025. De janeiro a setembro de 2026, o volume ficou 5,5% abaixo do mesmo período de 2025, segundo a Conab.

O caso do tomate

Em setembro de 2026, segundo o boletim, a comercialização de tomate nas Ceasas caiu 4% em relação a agosto, e o preço médio ponderado das dez Ceasas da tabela subiu 46,85%. A Conab explica: o mês “foi marcado por chuvas intensas e frequentes nas áreas produtoras do Sudeste e do Sul”, o que diminuiu o ritmo de colheita e “provocou maturação mais lenta do fruto e, consequentemente, menores quantidades para se enviar ao mercado”. Em julho, ao contrário, a oferta atingiu o pico do ano, e os preços caíram em todas as regiões.

O tomate vendido nas Ceasas em setembro veio de muitos lugares: São Paulo (28% da comercialização), Minas Gerais (26%), Goiás (15%), Pernambuco (9%), Rio de Janeiro (7%), Ceará (5%), Espírito Santo e Bahia (3% cada), e outros estados, como Paraná e Santa Catarina, completaram a oferta, segundo a Conab. Para o fim de 2026 e o começo de 2027, a Conab avalia que um forte El Niño “poderá” afetar a colheita e a produção e elevar os preços.

Como o tomate passa do campo à mesa está em Cadeias produtivas: o caminho da soja, do café e do tomate.

Um engano comum

“O preço do tomate sobe sempre pelo mesmo motivo.” Pelo Boletim Hortigranjeiro de outubro de 2026, depende do mês: em julho de 2026, muita oferta derrubou os preços; em setembro, as chuvas atrasaram a colheita e o preço subiu cerca de 47%.

Resumo: principais perguntas e respostas

O que são as Ceasas?

São as Centrais de Abastecimento, entrepostos públicos de atacado onde se vendem frutas e hortaliças que depois chegam ao varejo.

Quem acompanha os preços nas Ceasas?

A Conab, pelo Prohort, com dados coletados pelas próprias Ceasas. Ela publica todo mês o Boletim Hortigranjeiro.

Por que o tomate ficou mais caro em setembro de 2026?

Segundo a Conab, chuvas intensas no Sudeste e no Sul atrasaram a colheita e diminuíram a quantidade enviada ao mercado. O preço médio ponderado subiu 46,85% nas dez Ceasas analisadas.

Quais produtos o Boletim Hortigranjeiro analisa?

Alface, batata, cebola, cenoura, tomate, banana, laranja, maçã, mamão e melancia, os de maior peso nas Ceasas e no IPCA.

Fontes

O tema completo, reunido na vitrine Agropecuária Sustentável →

Impresso de https://123ecos.com.br/docs/ceasas-o-que-sao-e-o-que-mostram-os-precos-de-frutas-e-hortalicas/ · Atualizado em 02/11/2026 · 123 Ecos

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