Aula · Cidade, Comunidade e Lugar

Morar com o risco: encostas, enchentes e alertas

A turma testa numa bandeja por que uma encosta desliza, calcula a chuva da enchente de 2024 no Rio Grande do Sul e monta o caminho de um alerta da Defesa Civil.

Para quem
6º e 7º ano
Duração
2 encontros de 50 min
Dá para fazer em casa
Sim
Verbetes para as crianças
3 na Ecopedinha

123 Ecos Redação

A equipe editorial da 123 Ecos produz os textos com apoio de inteligência artificial, seguindo rigorosamente regras editoriais definidas por pessoas e fontes oficiais citadas. Cada postagem passa por auditoria e checagem de fontes antes de ser publicada.

Atualizado em: 02/11/2026 · Para turmas do 6º e 7º ano (11 a 12 anos) · 2 encontros de 50 min

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Nesta aula

A ideia da aula

Alguns lugares onde as pessoas vivem têm riscos, como encostas que podem deslizar e rios que transbordam. Entender por que isso acontece, ler os números da chuva e conhecer os alertas ajuda a cidade inteira a reduzir o risco.

Você vai precisar

Passo a passo

Encontro 1 (50 minutos): a encosta na bandeja

  • Abertura (10 min). Pergunte: o que faz um morro deslizar? Anote as hipóteses.
  • Experimento (25 min). Monte duas encostas de terra nas bandejas inclinadas: uma de terra nua e outra coberta com o pedaço de grama. Regue as duas com a mesma quantidade de água, devagar e depois mais forte. A turma observa e anota: em qual a terra desce primeiro? Para onde vai a água?
  • Leitura e conversa (15 min). Leia com a turma Por que um morro pode deslizar? e compare com o experimento: o papel da água que encharca a terra e o das raízes.

Encontro 2 (50 minutos): os números da enchente e os alertas

  • Leitura (15 min). Em grupos, metade da turma lê O que aconteceu nas enchentes do Rio Grande do Sul em 2024? e a outra metade, Como a Defesa Civil avisa as pessoas de um perigo?.
  • Cálculo (20 min). Os grupos da enchente calculam quantas vezes a chuva de maio de 2024 em Porto Alegre (564,8 mm) foi maior que a média do mês (112,8 mm) e desenham duas barras no papel quadriculado. Lembre: 1 milímetro de chuva é 1 litro de água em cada metro quadrado. Os grupos dos alertas montam um cartaz com o caminho de um alerta: da previsão até a tela do celular.
  • Fechamento (15 min). Cada grupo apresenta. Pergunte: o que uma cidade pode fazer antes da próxima chuva forte?

O que dizer às crianças

  • “A principal causa dos deslizamentos é a água que encharca a terra da encosta. Desmatamento, cortes no barranco e vazamentos pioram.”
  • “Em maio de 2024, o Guaíba chegou a 5,33 metros em Porto Alegre, o nível mais alto já medido, e 478 municípios do Rio Grande do Sul foram afetados.”
  • “A Defesa Civil avisa as pessoas por mensagem e por um alerta que aparece na tela do celular.”

Se…

  • alguma criança tiver vivido uma enchente ou um deslizamento: não peça que conte; se ela quiser falar, escute com cuidado e sem pressa, e retome o foco no que a cidade pode fazer.
  • o assunto tocar a vida de casa: ninguém precisa dizer se mora em área de risco.
  • a turma ficar assustada: lembre que os alertas, os mapas de risco e o cuidado com as encostas existem justamente para proteger as pessoas.
  • não houver bandejas: use caixas de papelão forradas com saco plástico.

Pesquise na Ecopédia

Para se preparar, leia antes da aula. Cada indicação diz por que vale a pena:

Para casa

Ler com alguém da família um dos textos da aula e anotar três palavras novas que aprendeu, com o significado de cada uma.

Resumo para você

  • Pelo Serviço Geológico do Brasil, movimentos de massa são descidas de solo, rocha ou detritos pela gravidade; o deslizamento é o mais comum no Brasil, e “a saturação da encosta por água é a principal causa”. Cortes de talude, peso no topo, vazamentos, águas concentradas e desmatamento contribuem; sinais de alerta incluem piso trincado, olho d’água, árvores inclinadas e muro embarrigado. O IBGE e o Cemaden contaram cerca de 8,3 milhões de pessoas em áreas de risco em 2010, nos 872 municípios avaliados. Leia mais na Ecopédia: Inundações e deslizamentos nas cidades: por que acontecem e Por que um morro pode deslizar?.
  • Entre 26 de abril e 5 de maio de 2024, o Inmet emitiu 26 avisos de tempo severo por chuva no RS (6 vermelhos); maio de 2024 teve 564,8 mm em Porto Alegre, o maior total mensal desde 1916 (média de 112,8 mm). O Guaíba chegou a 5,33 m em 5 de maio, 58 cm acima do recorde de 1941 (4,75 m); a cota de inundação é de 3 m. Pela Defesa Civil do RS (dados de 24/4/2025): 184 mortes, 25 desaparecidos, 478 municípios e 2.398.255 pessoas afetadas. Leia mais na Ecopédia: Enchentes no Rio Grande do Sul em 2024: o que aconteceu e por quê e O que aconteceu nas enchentes do Rio Grande do Sul em 2024?.
  • Os alertas da Defesa Civil chegam por SMS a quem cadastra o CEP no 40199, de graça, e, para alertas severos e extremos, por um alerta sem cadastro que toma a tela dos celulares 4G e 5G na área de risco. Leia mais na Ecopédia: Como a Defesa Civil avisa as pessoas de um perigo?.

Fontes oficiais: Serviço Geológico do Brasil, SGB Educa, Movimentos de massa; IBGE, População em áreas de risco no Brasil (2018); Inmet, Inundação histórica no Rio Grande do Sul completa um ano (2025); Agência Gov, com o Serviço Geológico do Brasil, nível do Guaíba (6/5/2024); Governo do Rio Grande do Sul, Defesa Civil atualiza balanço das enchentes no RS (25/4/2025); Governo do Rio Grande do Sul, Como se cadastrar para receber avisos e alertas da Defesa Civil no celular (2026).

Na BNCC: Geografia (riscos e desastres, ocupação do espaço urbano), Ciências (água, solo e erosão) e Matemática (razão e representação em gráfico).

Impresso de https://123ecos.com.br/docs/morar-com-o-risco-encostas-enchentes-e-alertas/ · Atualizado em 02/11/2026 · 123 Ecos

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