Impactos e Emergência Climática

Inundações e deslizamentos nas cidades: por que acontecem

Nível de leitura: Ensino Médio

123 Ecos Redação

Nossa equipe de redação é formada por especialistas pós graduados em diversas áreas e são apaixonados pelo tema Sustentabilidade

Atualizado em: 01/11/2026

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Em poucas palavras

Inundações e deslizamentos atingem milhões de moradores das cidades brasileiras. Na enchente o rio sobe; na inundação ele sai da calha; no alagamento a água se acumula porque a drenagem não dá conta. O deslizamento é a descida de solo e rocha pela encosta, e a água que encharca o terreno é a principal causa. Em 2010, cerca de 8,3 milhões de pessoas moravam em áreas de risco em 872 municípios estudados.

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Inundações e deslizamentos são processos que podem ser naturais ou provocados pela ocupação do terreno: rios que transbordam e encostas que cedem depois de muita chuva. Eles viram acidente quando atingem pessoas e casas. No Brasil, um estudo do IBGE com o Cemaden contou cerca de 8,3 milhões de pessoas morando em áreas com risco de inundações, enxurradas e movimentos de massa em 2010, nos 872 municípios avaliados (IBGE, População em áreas de risco no Brasil, 2018).

Enchente, inundação, alagamento e enxurrada

As quatro palavras são usadas como se fossem a mesma coisa, mas o Serviço Geológico do Brasil (SGB) as separa (SGB, Inundação):

PalavraO que é
Enchente (cheia)a “elevação do nível d’água do rio acima do nível normal”, até o limite da calha, sem transbordar
Inundaçãoo “extravasamento das águas de um rio”, que sai da calha e ocupa a planície ao lado, a várzea
Alagamentoo “acúmulo momentâneo de águas” em certos lugares, por “problemas no sistema de drenagem pluvial urbana”; não depende do rio
Enxurradao “escoamento superficial concentrado com alta energia e velocidade”, em geral em terreno mais inclinado

O que é um deslizamento

Pelo SGB, um movimento de massa é a descida de solo, rocha ou detritos por uma encosta, pela gravidade. O deslizamento, ou escorregamento, é o tipo mais comum no Brasil: o material desce por uma superfície de ruptura, que pode ser profunda ou rasa, com até 5 metros. Há também as corridas, massas de solo, rocha e árvores que descem pelos vales depois de chuvas fortes, e as quedas de blocos de rocha (SGB, Movimentos de massa).

Segundo o SGB, “a saturação da encosta por água é a principal causa de movimentos de massa” (mesma fonte). A erosão que abre sulcos fundos no solo é outro processo, explicado em o que é uma voçoroca.

Por que as cidades sofrem mais

O SGB aponta causas ligadas à forma como a cidade ocupa o terreno (SGB, Inundação; SGB, Movimentos de massa):

  • Chão impermeável. Asfalto, concreto e telhados impedem a água de entrar no solo; a “impermeabilização dos terrenos na área da bacia hidrográfica” aumenta a água que escorre e chega de uma vez aos rios.
  • Casas na várzea. A várzea é a área que o rio ocupa na cheia; quem mora nela fica exposto às inundações.
  • Drenagem que não dá conta. O alagamento vem de problemas no sistema de drenagem da chuva, e o SGB pede que não se jogue lixo nas ruas, que entope essa drenagem.
  • Encostas mexidas. Nos morros, o SGB cita o corte errado do talude, o peso colocado no alto da encosta, o desmatamento, os vazamentos de água e as “águas indisciplinadas”, a concentração da água da chuva em certos pontos da encosta.

A ocupação sem planejamento das áreas de risco está em urbanização desordenada, e o que a lei exige para o uso do solo urbano, em zoneamento urbano ambiental. O calor que as cidades acumulam é outro efeito da forma urbana, explicado em ilha de calor urbana.

Risco: perigo mais vulnerabilidade

Na cartilha do SGB, área de risco é a “área passível de ser atingida por fenômenos ou processos naturais ou induzidos que causem acidentes”. O risco cresce com a chance de o processo acontecer e com o tamanho do dano; quanto maior a vulnerabilidade de quem mora ali, maior o risco (SGB, Comunidade mais segura, 2023). É por isso que a mesma chuva causa danos diferentes em bairros diferentes.

Chuva forte e clima

Os deslizamentos e as inundações dependem muito da chuva intensa. O que o IPCC diz sobre a mudança do clima e esses extremos está em fenômenos meteorológicos extremos e em mudanças climáticas e recursos hídricos. O maior exemplo recente no Brasil está em enchentes no Rio Grande do Sul em 2024. Como se mapeia o risco, como funciona o alerta e o que é o Marco de Sendai está em prevenção e mitigação de desastres naturais.

Um engano comum

“Alagamento é o rio que transbordou.” Não. Pelo SGB, o alagamento é o acúmulo de água em pontos da cidade por problemas na drenagem da chuva, e pode acontecer longe de qualquer rio. Quando o rio sai da calha, o nome é inundação (SGB, Inundação).

Resumo: principais perguntas e respostas

Qual a diferença entre enchente e inundação?

Na enchente, o nível do rio sobe acima do normal, mas a água fica na calha. Na inundação, a água sai da calha e ocupa a várzea.

O que é alagamento?

É o acúmulo de água em pontos da cidade porque a drenagem da chuva não dá conta. Não depende do rio.

O que causa deslizamentos de terra?

Segundo o SGB, a principal causa é a encosta encharcada de água. Cortes errados, peso no alto do morro, desmatamento e vazamentos pioram o quadro.

Por que as cidades têm mais inundações?

Porque o chão impermeável faz a água escorrer mais e mais rápido, há casas nas várzeas e a drenagem entope ou não dá conta.

Quantas pessoas vivem em áreas de risco no Brasil?

Um estudo do IBGE com o Cemaden contou cerca de 8,3 milhões em 2010, nos 872 municípios avaliados.

Fontes

Impresso de https://123ecos.com.br/docs/inundacoes-e-deslizamentos-nas-cidades-por-que-acontecem/ · Atualizado em 01/11/2026 · 123 Ecos

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