Impactos e Emergência Climática

Ondas de calor: o que são e como afetam a saúde

Nível de leitura: Ensino Médio

123 Ecos Redação

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Atualizado em: 31/10/2026

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Em poucas palavras

Ondas de calor são períodos de vários dias com temperatura muito acima do normal para o lugar e a época. No Brasil, o INMET emite aviso quando as máximas devem ficar 5 °C acima da média, e o nível do aviso sobe conforme a onda dura mais dias. Segundo a OMS e o Ministério da Saúde, o calor extremo pode causar desidratação e insolação e agravar doenças crônicas; idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas correm mais risco.

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ondas de calor são períodos de vários dias seguidos com temperatura muito acima do normal para um lugar e uma época do ano. O guia sobre ondas de calor e saúde da Organização Meteorológica Mundial (OMM) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 2015, as descreve como um período “marcado e incomum” de tempo quente sobre uma região, que dura pelo menos dois ou três dias, com temperaturas acima de limites definidos pelas condições climáticas locais (UNDRR, com base em OMM e OMS, 2015).

O que conta como onda de calor

O ponto central é que a referência é a média do lugar, e não um número fixo. Trinta e cinco graus podem ser comuns numa cidade e extremos em outra. Por isso, o mesmo guia da OMM e da OMS diz que “não é possível adotar limites numéricos universais” para caracterizar o calor extremo, e que cada lugar deve definir os seus (UNDRR). A comparação se faz com a média climatológica do lugar, calculada sobre muitos anos.

Termômetro de rua marcando 37 graus numa avenida arborizada, imagem sobre ondas de calor
Termômetro de rua marcando 37 graus na avenida Abat Marcet, em Terrassa (Espanha), em julho de 2012. Foto: Enfo, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons. Imagem recortada, com a placa do carro borrada, e redimensionada; esta versão segue a mesma licença.

No Brasil, o critério do INMET. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) usa como referência a diferença em relação à média. Numa notícia de fevereiro de 2025, o INMET descreve a onda de calor como o período em que as temperaturas máximas diárias superam a média mensal em 5 °C ou mais por pelo menos cinco dias consecutivos, numa área ampla, e atribui essa definição à OMM (INMET, 14/2/2025). O guia da OMM e da OMS citado acima, porém, não fixa números universais. As duas coisas convivem: o INMET adota esse critério para o Brasil, e a OMM recomenda que cada país defina limites próprios.

Como funcionam os avisos do INMET

O INMET emite avisos em três níveis de cor: amarelo (perigo potencial), laranja (perigo) e vermelho (grande perigo). Para a onda de calor, o próprio INMET explica que “a intensidade do aviso está relacionada com a persistência do fenômeno”, ou seja, com quantos dias o calor dura, e não com o tamanho do desvio (INMET, 8/11/2023).

  • Amarelo (perigo potencial): as máximas “devem ficar 5ºC acima da média pelo período de dois a três dias consecutivos” (INMET, 8/11/2023).
  • Vermelho (grande perigo): segundo o INMET, citado pelo Olhar Digital, as temperaturas ficam “pelo menos 5°C acima da média por um período superior a cinco dias”, o que representa “um risco real à saúde” (Olhar Digital, 29/12/2025).
  • Laranja (perigo): o nível intermediário entre os dois.

Como o calor afeta a saúde

Segundo a OMS, a exposição ao calor pode causar sintomas graves, como a exaustão pelo calor e a insolação, quando o corpo perde a capacidade de controlar a própria temperatura. O calor também pode causar desidratação grave, contribuir para acidentes vasculares cerebrais e para a formação de coágulos. Sinais mais leves incluem cãibras, dor de cabeça, cansaço, fraqueza e inchaço nas pernas (OMS).

O Ministério da Saúde diz que as ondas de calor têm efeitos que vão “de desconforto leve a condições potencialmente fatais”, entre eles a desidratação, a insolação, o agravamento de doenças crônicas e problemas de saúde mental (Ministério da Saúde).

Quem corre mais risco. O Ministério da Saúde cita idosos, crianças, pessoas com problemas renais, cardíacos, respiratórios ou de circulação, diabéticos, gestantes e a população em situação de rua (Ministério da Saúde). A OMS acrescenta que pessoas com doenças crônicas que tomam remédios todos os dias têm maior risco de complicações e morte (OMS).

A dimensão do problema. A OMS cita um estudo que estimou cerca de 489 mil mortes por ano relacionadas ao calor no mundo, de 2000 a 2019, e lembra que mais de 70 mil pessoas morreram na onda de calor de 2003 na Europa (OMS).

O que recomenda o Ministério da Saúde

Entre as orientações do Ministério da Saúde para os dias de calor extremo estão (Ministério da Saúde):

  • beber água regularmente, “mesmo quando não se sente sede”;
  • planejar as atividades ao ar livre para os horários mais frescos do dia;
  • usar ventilador e ar-condicionado sempre que possível.

ondas de calor e mudança do clima

Aqui vale separar o que é medido do que é explicado. A medição mostra quantos dias passaram da média e quanto. A atribuição é outra pergunta: quanto a mudança do clima pesou num evento específico, e isso exige estudo próprio. Numa notícia de agosto de 2023, o INMET informou que um levantamento seu de 2022 aponta “a possibilidade de aumento na frequência, intensidade e/ou duração desses eventos extremos climáticos” (INMET, 25/8/2023). A relação entre mudança do clima e eventos extremos em geral está na postagem sobre fenômenos meteorológicos extremos.

Resumo: principais perguntas e respostas

O que é uma onda de calor?

Um período de vários dias seguidos com temperatura muito acima do normal para o lugar e a época do ano.

Qual é o critério do INMET?

Máximas pelo menos 5 °C acima da média. O aviso amarelo vale para dois a três dias; o vermelho, para mais de cinco dias. O nível sobe com a duração.

Existe uma definição única no mundo?

Não. O guia da OMM e da OMS de 2015 diz que não é possível adotar limites numéricos universais; cada lugar define os seus, a partir do próprio clima.

Quais são os riscos para a saúde?

Segundo a OMS e o Ministério da Saúde, desidratação, exaustão pelo calor, insolação e agravamento de doenças crônicas, entre outros.

Quem corre mais risco?

Segundo o Ministério da Saúde, idosos, crianças, gestantes, pessoas com doenças crônicas e a população em situação de rua, entre outros.

Fontes

Impresso de https://123ecos.com.br/docs/ondas-de-calor-o-que-sao-e-como-afetam-a-saude/ · Atualizado em 31/10/2026 · 123 Ecos

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