123 Ecos Redação
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Atualizado em: 31/10/2026
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Raios são grandes descargas elétricas que acontecem nas nuvens de tempestade, dentro da própria nuvem, entre nuvens ou entre a nuvem e o chão. Eles se formam quando as cargas elétricas acumuladas ficam grandes demais para o ar, que normalmente isola, segurar. Nesse momento, o ar deixa de isolar e “há uma descarga rápida de eletricidade” (NWS).
Como o raio se forma
A nuvem de tempestade, chamada cumulonimbus, é alta e cheia de correntes de ar que sobem e descem. No meio dela, gotas, cristais de gelo e granizo pequeno se chocam o tempo todo, e esses choques separam as cargas elétricas. Segundo o serviço meteorológico dos Estados Unidos (NWS), os cristais de gelo, mais leves, ficam com carga positiva e são levados para o alto da nuvem; o granizo, mais pesado, fica com carga negativa e se concentra no meio e na parte de baixo. O chão embaixo da tempestade fica com carga positiva (NWS).
Enquanto as cargas crescem, o ar entre elas resiste. Quando a diferença fica grande demais, o ar cede e a eletricidade passa de uma vez: é o raio.
Por que há trovão
O raio aquece o ar em volta muito depressa, a até cerca de 50 mil graus Fahrenheit (perto de 28 mil graus Celsius), “cerca de cinco vezes mais quente que a superfície do Sol”, segundo o NWS. O ar aquecido se expande de repente, e essa expansão cria a onda sonora que se ouve como trovão (NWS). A luz chega antes do som porque a luz viaja muito mais rápido.
Raios no Brasil
Segundo reportagem da CNN Brasil de janeiro de 2022, que cita dados do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Brasil “é o país com mais incidências de descargas elétricas no mundo”, e caíram cerca de 280 milhões de raios no território nacional nos dois anos anteriores (CNN Brasil, 19/1/2022).
A mesma reportagem, com dados do Ministério da Saúde baseados no IBGE, registra 2.194 mortes por raio no país de 2000 a 2019, uma média de cerca de 110 por ano, além de cerca de 300 feridos por ano.
Mitos comuns
As respostas abaixo vêm da página de mitos do NWS (NWS, mitos).
“Raio não cai duas vezes no mesmo lugar.” Cai, e com frequência, sobretudo em objetos altos, pontudos e isolados. O Empire State Building, em Nova York, é atingido em média 23 vezes por ano.
“Se não está chovendo, não há perigo.” Há. O raio muitas vezes cai a mais de 3 milhas (cerca de 5 km) do centro da tempestade, fora da área de chuva, e alguns chegam a 10 a 15 milhas (16 a 24 km) de distância.
“Quem foi atingido por raio dá choque.” Não. O corpo humano não guarda eletricidade, e é seguro tocar a vítima para socorrê-la.
“Debaixo de uma árvore estou protegido.” Ao contrário. Ficar sob uma árvore é a segunda maior causa de vítimas de raio, segundo o NWS.
“Deitar no chão protege.” Também não. Deitar aumenta a chance de ser atingido pela corrente que corre pelo solo depois do raio.
Como se proteger
Orientação do NWS: o lema é “quando o trovão ruge, vá para dentro”. O NWS diz que “não existe lugar seguro do lado de fora” durante uma tempestade com raios; prédios sólidos e carros com teto de metal são abrigos seguros. Depois do último trovão ou relâmpago, a orientação é esperar 30 minutos antes de sair (NWS, segurança).
Orientação da Defesa Civil de São Paulo (Prefeitura de São Paulo, 9/1/2023):
- Buscar abrigo em casa, prédio, área coberta ou instalação subterrânea, como o metrô.
- Sair de rios, mar, lagos, represas e piscinas, e evitar áreas abertas, como praias, estacionamentos e campos de futebol.
- Ficar longe de árvores, postes e objetos de metal grandes e expostos, como tratores, escadas e cercas de arame.
- No carro, manter os vidros fechados e não encostar nas partes de metal.
- Em casa, ficar longe de janelas, tomadas, torneiras e aparelhos ligados à rede elétrica, e evitar o banho durante a tempestade.
- Sem abrigo por perto, agachar com os pés juntos, o corpo inclinado para a frente, as mãos nos joelhos e a cabeça entre eles, até a tempestade passar.
Para os eventos de tempo extremo de forma geral, há a postagem sobre mudança do clima e fenômenos meteorológicos extremos.
Resumo: principais perguntas e respostas
Os choques entre gelo e granizo dentro da nuvem de tempestade separam as cargas elétricas. Quando a diferença fica grande demais para o ar isolar, a eletricidade passa de uma vez.
O som do ar aquecido pelo raio, que se expande de repente.
Segundo reportagem da CNN Brasil de 2022, com dados do Elat, sim: cerca de 280 milhões de raios em dois anos.
Cai. O Empire State Building é atingido em média 23 vezes por ano, segundo o serviço meteorológico dos Estados Unidos.
Buscar abrigo em prédio ou carro fechado, longe de água, árvores e objetos de metal, e esperar 30 minutos depois do último trovão para sair, segundo o NWS e a Defesa Civil.
Fontes
- NWS/NOAA. Understanding Lightning: Thunderstorm Electrification. National Weather Service.
- NWS/NOAA. Lightning Myths. National Weather Service.
- NWS/NOAA. Lightning Safety. National Weather Service.
- Prefeitura de São Paulo, Defesa Civil. Saiba como se proteger dos raios durante as tempestades. 9/1/2023.
- CNN Brasil. Começa a temporada de raios; Brasil é o país com mais incidências no mundo. 19/1/2022, com dados do Elat/Inpe.
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