123 Ecos Redação
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Atualizado em: 31/10/2026
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A prevenção de desastres naturais é o conjunto de ações feitas antes de um evento perigoso (chuva forte, enchente, seca, deslizamento) para que ele cause o menor dano possível. A mitigação reduz o tamanho do estrago quando o evento acontece. As duas trabalham sobre o mesmo alvo: o risco.
Aqui, mitigação é reduzir o dano de um desastre. No clima, a palavra também quer dizer cortar emissões de gases de efeito estufa; veja mitigação das mudanças climáticas.
Desastre não é só natureza
O escritório da ONU para a redução do risco de desastres, a UNDRR, resume assim: “as ameaças são naturais; os desastres, não”. Para a UNDRR, o desastre resulta de três fatores juntos: a ameaça (a chuva, o terremoto), a exposição (pessoas e casas no caminho) e a vulnerabilidade (quão preparadas e protegidas elas estão) (UNDRR, No Natural Disasters). A mesma chuva pode não causar nada numa área sem casas e causar uma tragédia numa encosta ocupada sem drenagem. Por isso, prevenir é agir sobre a exposição e a vulnerabilidade, que dependem de decisões humanas.
O Marco de Sendai
Em março de 2015, na Terceira Conferência Mundial da ONU sobre Redução do Risco de Desastres, em Sendai, no Japão, os países adotaram o Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres 2015–2030, endossado pela Assembleia Geral da ONU em junho de 2015 (ONU, Resolução A/RES/69/283). Ele tem quatro prioridades:
- entender o risco de desastres;
- fortalecer a governança para gerir o risco;
- investir na redução do risco para ter resiliência;
- preparar a resposta e “reconstruir melhor” depois.
E sete metas até 2030, entre elas reduzir as mortes e o número de pessoas afetadas por desastres (comparando com 2005–2015), reduzir as perdas econômicas e os danos a escolas e hospitais, e ampliar o acesso a sistemas de alerta para vários tipos de ameaça.
No Brasil: 34 anos de desastres ligados à água
Um estudo de pesquisadores do Cemaden, da USP e do Inpe, publicado em abril de 2026 na revista Environmental Research Letters, analisou os registros oficiais de 1991 a 2024 (plataformas S2iD e Atlas Digital de Desastres no Brasil, da Defesa Civil nacional) sobre inundações, deslizamentos, tempestades e secas (Agência FAPESP, 13/7/2026):
| Dado | 1991 a 2024 |
|---|---|
| Municípios com ao menos um desastre | 91,5% dos 5.570 |
| Registros de desastres | 59.658 |
| Mortes | pelo menos 4.774 |
| Desaparecidos | 3.031 |
Em mortes, o Sul liderou nas tempestades e o Nordeste nas secas, segundo a matéria.
Como se previne
- Conhecer o risco: mapear áreas de risco e quem mora nelas.
- Monitorar e alertar: redes de monitoramento e sistemas de alerta, que o Marco de Sendai põe entre as metas.
- Reduzir a exposição e a vulnerabilidade: planejamento urbano, drenagem e moradia fora de áreas de risco.
- Preparar a resposta: planos de contingência, rotas de fuga e abrigos.
O que foi medido e o que é só promessa
- Medido: 59.658 registros de desastres ligados à água no Brasil de 1991 a 2024, com pelo menos 4.774 mortes (Cemaden, USP e Inpe, 2026).
- Meta: as sete metas do Marco de Sendai até 2030.
- Não medido nesta página: quanto o Brasil avançou em cada meta de Sendai. Não achei balanço oficial.
Resumo: principais perguntas e respostas
É agir antes de um evento perigoso, como chuva forte ou seca, para reduzir o risco de que ele cause mortes e perdas.
Porque, para a UNDRR, o desastre depende da ameaça, da exposição das pessoas e da vulnerabilidade delas. A ameaça pode ser natural; o desastre depende também de decisões humanas.
É o acordo da ONU para reduzir o risco de desastres de 2015 a 2030, com quatro prioridades e sete metas, entre elas reduzir mortes e ampliar os sistemas de alerta.
De 1991 a 2024, 59.658 registros de desastres ligados à água, em 91,5% dos municípios, segundo estudo do Cemaden, da USP e do Inpe.
Prevenção age antes, para reduzir o risco. Mitigação reduz o tamanho do dano quando o evento acontece.
Fontes
- UNDRR. No Natural Disasters. Consultado em 31/10/2026.
- ONU, Assembleia Geral. Resolução A/RES/69/283: Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres 2015–2030. 3/6/2015.
- Agência FAPESP. Nove em cada dez cidades brasileiras já enfrentaram desastres climáticos nas últimas três décadas. 13/7/2026.
Impresso de https://123ecos.com.br/docs/prevencao-e-mitigacao-de-desastres-naturais/ · Atualizado em 31/10/2026 · 123 Ecos

