Devian Zutter
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Atualizado em: 04/11/2026
A Reserva extrativista Marinha de Caeté-Taperaçu é uma área protegida de mangue e mar em Bragança, no nordeste do Pará. Foi criada por decreto federal de 20 de maio de 2005, com cerca de 42 mil hectares, e é administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da biodiversidade (ICMBio). Numa reserva extrativista, a natureza é protegida junto com o modo de vida de quem já tirava dela o seu sustento.
| Ficha | Dados |
|---|---|
| Nome | reserva extrativista Marinha de Caeté-Taperaçu |
| Categoria | reserva extrativista (uso sustentável) |
| Administração | ICMBio (federal) |
| Estado e município | Pará; Bragança |
| bioma | Amazônia, com parte marinha |
| Área | 42.068 hectares no decreto de 2005; 42.456 hectares calculados pelo CNUC, dos quais 11.440 no mar |
| Criação | Decreto de 20 de maio de 2005 |
| plano de manejo e conselho | Tem os dois (CNUC, julho de 2026) |
| sítio Ramsar | Faz parte do sítio “Estuário do Amazonas e seus manguezais” (CNUC) |
Os dados do quadro vêm do Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC), salvo onde se indica o ato.
Onde fica
A reserva fica em Bragança, no litoral nordeste do Pará. O decreto de criação deixa fora da reserva duas áreas. A primeira é um trecho de cerca de 262 hectares que segue por cerca de 3.575 metros “ao longo da costa da localidade Ajuruteua”, entre os furos da Estiva, do Maguari e do Chavascal. A segunda é a rodovia PA-458, que liga a sede de Bragança a Ajuruteua.
O que protege
Pelo artigo 2º do decreto, a reserva tem por objetivo “proteger os meios de vida e garantir a utilização e a conservação dos recursos naturais renováveis” usados pela “população extrativista residente na área”. O decreto não usa a palavra manguezal: fala em “zona terrestre de mangue”.
Uma das espécies que vivem ali é o caranguejo-uçá (Ucides cordatus), fotografado na reserva pela National Geographic Brasil em 2020. A revista explica que a presença dele “é um bioindicador da saúde dos manguezais“, ou seja, um sinal de que o mangue está bem.
Você sabia?
A reserva faz parte de um sítio Ramsar, o “Estuário do Amazonas e seus manguezais”, segundo o CNUC. Os sítios Ramsar são áreas úmidas reconhecidas por um tratado internacional, a Convenção de Ramsar.
Como foi criado
O decreto de 20 de maio de 2005 leva as assinaturas de Luiz Inácio Lula da Silva e de Marina Silva e entregou a administração ao Ibama. Hoje o CNUC registra o ICMBio como órgão gestor.
Pela Lei 9.985/2000, a reserva extrativista é usada por populações tradicionais que vivem do extrativismo e, de forma complementar, da agricultura de subsistência e da criação de animais de pequeno porte. A área é de domínio público, com uso concedido a essas populações, e é gerida por um conselho deliberativo. A visitação e a pesquisa são permitidas, conforme as regras da unidade. São proibidas a exploração de recursos minerais e a caça amadora ou profissional. Para entender a categoria, veja Reservas extrativistas: o que são e como funcionam. As outras categorias de área protegida estão no Sistema Nacional de Unidades de Conservação.
Resumo: principais perguntas e respostas
Em Bragança, no litoral nordeste do Pará. O decreto deixa fora da reserva um trecho da costa de Ajuruteua e a rodovia PA-458.
Por decreto federal de 20 de maio de 2005.
Cerca de 42 mil hectares, dos quais mais de 11 mil no mar, pelo cálculo do CNUC.
A população extrativista tradicional que mora na área, conforme as regras da unidade.
Porque a presença dele indica que o mangue está saudável, segundo a National Geographic Brasil (2020).
Fontes
- Brasil. Decreto de 20 de maio de 2005. Cria a reserva extrativista Marinha de Caeté-Taperaçu, no Município de Bragança, no Estado do Pará. Câmara dos Deputados, Legislação Informatizada.
- National Geographic Brasil. Do mangue à mesa: a pesca artesanal de caranguejos no Pará. 4 jun. 2020.
- Ministério do Meio Ambiente e Mudança do clima. Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC). Dados de julho de 2026.
- Brasil. Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000. Institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação.
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