123 Ecos Redação
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Atualizado em: 02/11/2026
Nesta página
Bruno Pereira e Dom Phillips foram mortos a tiros em 5 de junho de 2022, em Atalaia do Norte (AM), quando visitavam comunidades perto da Terra Indígena Vale do Javari. Os corpos foram encontrados dez dias depois (Agência Brasil). Bruno era indigenista, isto é, profissional que trabalha com povos indígenas e pela proteção dos seus direitos. Dom era jornalista.
Ficha
| Bruno Pereira | pernambucano; técnico indigenista da Funai, por concurso aberto em 2010 |
|---|---|
| Dom Phillips | jornalista britânico; morava no Brasil desde 2007 |
| Situação | nas fontes consultadas, até 2/11/2026, não há data definida para o júri |
Fontes da ficha: Correio Braziliense; Pan Macmillan; Agência Brasil.
Bruno Pereira
Segundo o Correio Braziliense, Bruno entrou na Funai pelo concurso de técnico indigenista aberto em 2010 e foi lotado em Atalaia do Norte, no Vale do Javari. Pela nota do ISA, trabalhou com povos da região desde 2011 e coordenou a Coordenação-Geral de Índios Isolados e de Recente Contato da Funai de 2018 a 2019 (ISA). Foi exonerado da coordenação em outubro de 2019 e depois pediu licença da Funai. Passou a assessorar a Univaja, a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (ISA).
Dom Phillips
A editora Pan Macmillan o descreve como “British freelance journalist” (jornalista britânico independente), que escreveu para jornais como o The Guardian e o Washington Post e se mudou para o Brasil em 2007. Quando foi morto, ele pesquisava um livro, “How to Save the Amazon” (Pan Macmillan).
A situação do processo
Réu é quem responde a um processo criminal. Júri popular é o julgamento feito por cidadãos sorteados, usado nos crimes contra a vida. Em fevereiro de 2026, a pedido do MPF, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) transferiu o júri de Tabatinga para Manaus (MPF). Em 8 de junho de 2026, o MPF informou que a Justiça Federal mandou a júri popular o réu que a acusação aponta como “mandante dos homicídios”, por “duplo homicídio qualificado e ocultação de cadáver” (MPF). Segundo a acusação, citada pela Agência Brasil, os dois foram mortos por contrariar interesses da pesca ilegal. Ser levado a júri não é uma condenação: quem decide se os réus são culpados é o júri, no julgamento. Nas fontes consultadas, até 2/11/2026, não há data definida para o júri.
Você sabia?
A Agência Brasil conta pelo menos oito réus no caso: os apontados como executores, os acusados de esconder os corpos e o apontado pela acusação como mandante (Agência Brasil).
Termos vizinhos
Resumo: principais perguntas e respostas
Um indigenista que trabalhou na Funai com povos do Vale do Javari e coordenou a área de povos isolados de 2018 a 2019.
Um jornalista britânico que escreveu para o The Guardian e o Washington Post e morava no Brasil desde 2007.
Até 2/11/2026, não. O júri foi transferido para Manaus e ainda não tem data, nas fontes consultadas.
Fontes
- Agência Brasil. Justiça Federal transfere caso Bruno e Dom de Tabatinga para Manaus (fevereiro de 2026).
- Ministério Público Federal. TRF1 acolhe pedido do MPF e transfere julgamento para Manaus (4/2/2026).
- Ministério Público Federal. Caso Bruno e Dom: Justiça Federal acolhe pedido do MPF e leva réu a júri popular (8/6/2026).
- Correio Braziliense. O nascimento de um indigenista: a trajetória de Bruno Pereira na Funai (4/6/2023).
- Instituto Socioambiental (ISA). Nota de repúdio pelos assassinatos de Bruno e Dom (21/6/2022).
- Pan Macmillan. Dom Phillips (página do autor).
O tema completo, reunido na vitrine Biografias da Sustentabilidade →
Impresso de https://123ecos.com.br/docs/bruno-pereira-e-dom-phillips-quem-eram-e-a-situacao-do-processo/ · Atualizado em 02/11/2026 · 123 Ecos

