Conferências e Acordos Globais

Tratado do Alto-Mar (BBNJ): o que é e o que muda nos oceanos

Nível de leitura: Ensino Médio

123 Ecos Redação

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Atualizado em: 03/11/2026

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Em poucas palavras

O Tratado do Alto-Mar, ou Acordo BBNJ, é um acordo da ONU adotado em 19 de junho de 2023 para proteger a vida marinha nas áreas do oceano que não pertencem a nenhum país. Ele entrou em vigor em 17 de janeiro de 2026. O Brasil assinou o acordo em 2023, e o Congresso Nacional aprovou o texto em outubro de 2025.

Tratado do Alto-Mar: alto-mar azul com baleias, cardumes e tartarugas e um navio de pesquisa ao longe
De quem é o mar que fica longe de todos os países? Imagem gerada por IA.
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O Tratado do Alto-Mar, conhecido pela sigla em inglês BBNJ, é o acordo da ONU sobre a “Conservation and Sustainable Use of Marine Biological Diversity of Areas beyond National Jurisdiction”, ou seja, a conservação e o uso sustentável da diversidade biológica marinha nas áreas além da jurisdição nacional. Foi adotado em 19 de junho de 2023 e entrou em vigor em 17 de janeiro de 2026 (ONU, Acordo BBNJ).

Ficha

SiglaBBNJ (Biodiversity Beyond National Jurisdiction)
Adoção19 de junho de 2023
Assinaturasde 20/9/2023 a 20/9/2025; 144 Estados e a União Europeia
Em vigordesde 17 de janeiro de 2026
Brasilassinou em 21/9/2023; Congresso aprovou em 2/10/2025

Fontes da ficha: ONU, Acordo BBNJ; ONU, Becoming a Party; Câmara, Decreto Legislativo 205/2025.

O que é o alto-mar

Cada país costeiro tem direitos sobre uma faixa do mar junto à costa, a sua jurisdição nacional, regulada pela Convenção sobre o Direito do Mar. Além dessa faixa fica o alto-mar, que não pertence a nenhum país. Segundo a ONU, essas zonas somam “over two-thirds of the ocean’s surface”, mais de dois terços da superfície dos oceanos (ONU News, 15/1/2026).

O que o tratado trata

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o acordo tem quatro temas (MMA, 28/11/2025):

  • os recursos genéticos marinhos, com a repartição justa dos benefícios;
  • as ferramentas de gestão por área, entre elas as áreas marinhas protegidas;
  • a avaliação de impacto ambiental;
  • a formação de capacidades e a transferência de tecnologia marinha.

Assinar não é ratificar

Pela ONU, a assinatura “is only the first step”, só o primeiro passo. O país só passa a ser parte, obrigado a cumprir o acordo, quando entrega à ONU o instrumento de ratificação (ONU, Becoming a Party). O tratado entrou em vigor 120 dias depois da 60ª ratificação. Marrocos e Serra Leoa foram a 60ª e a 61ª partes, em setembro de 2025 (ONU News, 20/9/2025). Em 15 de janeiro de 2026, a ONU contava 81 países que tinham ratificado (ONU News).

O Brasil e o tratado

O Brasil assinou o acordo em 21 de setembro de 2023, e o Congresso aprovou o texto pelo Decreto Legislativo 205, de 2 de outubro de 2025 (Câmara). Segundo o MMA, o instrumento de ratificação foi entregue ao secretário-geral da ONU durante a COP30, em Belém (MMA).

Você sabia?

Os países levaram quase duas décadas negociando o tratado antes de adotá-lo em junho de 2023, segundo a ONU (ONU News, 20/9/2025).

Termos vizinhos

  • Proteção dos oceanos (link).
  • Conferência dos Oceanos (link).
  • Convenção sobre o Direito do Mar (link).

Resumo: principais perguntas e respostas

O que é o Tratado do alto-mar?

Um acordo da ONU, de 2023, para proteger a vida marinha nas áreas do oceano que não pertencem a nenhum país.

Desde quando ele vale?

Desde 17 de janeiro de 2026.

O Brasil faz parte?

Assinou em 2023 e, segundo o MMA, entregou a ratificação à ONU na COP30, em 2025.

Fontes

O tema completo, reunido na vitrine ONU e Acordos Globais →

Impresso de https://123ecos.com.br/docs/tratado-do-alto-mar-bbnj-o-que-e-e-o-que-muda-nos-oceanos/ · Atualizado em 03/11/2026 · 123 Ecos

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