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Atualizado em: 04/11/2026
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Frans Krajcberg (1921-2017) foi um artista nascido na Polônia e naturalizado brasileiro. Uma viagem dele à Amazônia, em 1978, com o crítico Pierre Restany, resultou no Manifesto do Rio Negro. Depois, ele passou a fazer esculturas com troncos e árvores queimadas (MASP, Frans Krajcberg: reencontrar a árvore).
Ficha
| Ficha | |
|---|---|
| Nascimento | 1921, em Kozienice, na Polônia |
| Brasil | chegou em 1949; naturalizou-se brasileiro em 1957 |
| Onde viveu | Paraná (1952), Itabirito, em Minas Gerais (1964), e Nova Viçosa, na Bahia (a partir dos anos 1970) |
| Manifesto | Manifesto do Rio Negro, 1978 |
| Obra | esculturas com troncos e árvores queimadas |
| Morte | 2017 |
Fonte da ficha: MASP.
Linha do tempo
| Ano | Fato |
|---|---|
| 1921 | nasce em Kozienice, na Polônia |
| durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) | perde a família |
| 1949 | chega ao Brasil |
| 1952 | trabalha numa fábrica de papel no interior do Paraná |
| 1957 | naturaliza-se brasileiro |
| 1964 | instala-se em Itabirito, em Minas Gerais |
| anos 1970 | compra um terreno em Nova Viçosa, no litoral sul da Bahia, o Sítio Natura |
| 1978 | viaja à Amazônia com Pierre Restany e Sepp Baendereck; nasce o Manifesto do Rio Negro |
| 1984-1987 | viaja a Juruena, em Mato Grosso, região atingida pelo fogo |
| 2017 | morre |
Fonte da tabela: MASP.
Da Polônia ao Brasil
Krajcberg perdeu a família durante a Segunda Guerra Mundial, e esse trauma, segundo o MASP, o levou a deixar a Polônia. Chegou ao Brasil em 1949. Em 1952, trabalhou numa fábrica de papel das Indústrias Klabin, no interior do Paraná, e morou na Fazenda Monte Alegre. Em 1964, mudou-se para Itabirito, em Minas Gerais. Nos anos 1970, comprou um terreno em Nova Viçosa, no litoral sul da Bahia, que chamou de Sítio Natura (MASP).
O Manifesto do Rio Negro
Em 1978, Krajcberg viajou à Amazônia com o crítico Pierre Restany e o artista Sepp Baendereck. As conversas da viagem resultaram na publicação do Manifesto do Rio Negro (MASP).
Árvores queimadas
Depois da Amazônia, troncos e restos de madeira passaram a ser o centro da obra dele. Entre 1984 e 1987, Krajcberg viajou a Juruena, em Mato Grosso, uma região devastada pelo fogo, e passou a criar esculturas com árvores queimadas (MASP). O que são as queimadas e por que elas acontecem está em página própria.
Um engano comum
“Frans Krajcberg nasceu no Brasil.” Não. Ele nasceu em 1921 em Kozienice, na Polônia, chegou ao Brasil em 1949 e se naturalizou brasileiro em 1957 (MASP).
Resumo: principais perguntas e respostas
Um artista nascido na Polônia (1921-2017), naturalizado brasileiro, conhecido pelas esculturas feitas com árvores queimadas.
É o manifesto que resultou da viagem de Frans Krajcberg à Amazônia em 1978, com o crítico Pierre Restany e o artista Sepp Baendereck.
No Paraná, em Itabirito (MG) e, a partir dos anos 1970, em Nova Viçosa, na Bahia, no Sítio Natura.
Segundo o MASP, depois de viajar, entre 1984 e 1987, a Juruena (MT), região devastada pelo fogo, ele passou a fazer esculturas com árvores queimadas.
Fontes
- Museu de Arte de São Paulo (MASP). Frans Krajcberg: reencontrar a árvore. Caderno acessível da exposição. Curadoria de Adriano Pedrosa e Laura Cosendey. Consulta em 4/11/2026.
O tema completo, reunido na vitrine Biografias da Sustentabilidade →
Impresso de https://123ecos.com.br/docs/frans-krajcberg-quem-foi-o-manifesto-do-rio-negro-e-as-arvores-queimadas/ · Atualizado em 04/11/2026 · 123 Ecos

