123 Ecos Redação
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Atualizado em: 26/10/2026
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Cidades inteligentes, ou smart cities, são cidades que usam tecnologia e dados para resolver problemas concretos dos moradores: organizar o trânsito, economizar água e energia, recolher o lixo na hora certa, avisar sobre enchentes e oferecer serviços públicos pela internet.
A tecnologia, porém, é o meio, e não o fim. A definição oficial brasileira, da Carta Brasileira para Cidades Inteligentes, lançada em dezembro de 2020, diz que elas são cidades “comprometidas com o desenvolvimento urbano e a transformação digital sustentáveis” que “utilizam tecnologias para solucionar problemas concretos, criar oportunidades, oferecer serviços com eficiência, reduzir desigualdades, aumentar a resiliência e melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas”, “garantindo o uso seguro e responsável de dados” (Ministério das Cidades). A Carta tem oito objetivos estratégicos e 163 recomendações.
As tecnologias
- Sensores e internet das coisas: aparelhos ligados à rede que medem, em tempo real, coisas como fluxo de carros, qualidade do ar, nível de rios e consumo de água (ver Internet das coisas).
- Análise de dados e inteligência artificial: programas que juntam esses dados para prever problemas e ajudar a decidir (ver Inteligência artificial e sustentabilidade).
- Redes elétricas inteligentes: redes que equilibram a oferta e o consumo de energia, inclusive a de fontes renováveis (ver Redes elétricas inteligentes).
- Serviços digitais: pedidos, agendamentos, pagamentos e informações da prefeitura pelo celular.
O ranking mundial
Um dos índices conhecidos para comparar cidades nesse tema é o IESE Cities in Motion, da escola de negócios IESE, da Espanha. A edição de 2025 avaliou 183 cidades de 92 países em nove dimensões, entre elas governo, mobilidade, meio ambiente e tecnologia (Place Brand Observer, 20/5/2025).
| Posição (2025) | Cidade |
|---|---|
| 1º | Londres (Reino Unido) |
| 2º | Nova York (EUA) |
| 3º | Paris (França) |
| 4º | Tóquio (Japão) |
| 5º | Berlim (Alemanha) |
| 6º | Washington (EUA) |
| 7º | Copenhague (Dinamarca) |
| 8º | Oslo (Noruega) |
| 9º | Singapura |
| 10º | São Francisco (EUA) |
Você sabia?
Singapura é um dos exemplos mais lembrados de cidade inteligente, mas no índice IESE Cities in Motion de 2025, que olha nove dimensões da vida na cidade e não só a tecnologia, ela ficou em 9º lugar, atrás de Londres, Nova York, Paris e Tóquio (Place Brand Observer, 20/5/2025).
Benefícios e riscos
| Benefícios esperados | Riscos e limites |
|---|---|
| trânsito e transporte público organizados com dados em tempo real | privacidade: a cidade passa a coletar dados sobre onde as pessoas vão e o que fazem |
| menos desperdício de água e energia | segurança digital: sistemas conectados podem ser atacados |
| alertas mais rápidos de enchentes e outros desastres | custo: sensores e sistemas custam caro, e cidades pequenas têm menos recursos |
| serviços públicos sem fila, pelo celular | exclusão digital: quem não usa internet fica de fora |
No Brasil, o uso de dados pessoais pelas prefeituras segue a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018), que vale também para o poder público (Planalto).
A exclusão digital vem diminuindo. Pela pesquisa do IBGE, 90,5% dos brasileiros de 10 anos ou mais usaram a internet no fim de 2025, a primeira vez acima de 90%. Ainda eram 17,7 milhões de pessoas sem uso (Diário do Grande ABC, 2/7/2026).
Termos vizinhos
- Cidades sustentáveis: o objetivo a que a tecnologia deve servir (link).
- Internet das coisas: os aparelhos conectados que alimentam a cidade inteligente (link).
- Mobilidade urbana: um dos usos mais comuns dos dados na cidade (link).
- Redes elétricas inteligentes: energia gerida com dados (link).
- Inteligência artificial e monitoramento ambiental: dados para acompanhar o ambiente (link).
Resumo: principais perguntas e respostas
São cidades que usam tecnologia e dados para resolver problemas dos moradores, como trânsito, consumo de água e energia, lixo e alertas de desastres, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida de todos.
A da Carta Brasileira para Cidades Inteligentes (2020): cidades comprometidas com o desenvolvimento urbano e a transformação digital sustentáveis, que usam tecnologias para resolver problemas concretos, reduzir desigualdades e melhorar a qualidade de vida, com uso seguro e responsável de dados.
Depende do índice. No IESE Cities in Motion 2025, com 183 cidades, a primeira foi Londres, seguida de Nova York e Paris.
Sensores e internet das coisas, análise de dados e inteligência artificial, redes elétricas inteligentes e serviços públicos digitais.
Perda de privacidade, ataques a sistemas conectados, custo alto e exclusão de quem não usa internet.
Fontes
- Ministério das Cidades. Carta Brasileira para Cidades Inteligentes (versão resumida). 2020.
- Place Brand Observer. IESE Cities in Motion Index 2025: top performers. 20/5/2025.
- Brasil. Lei 13.709/2018, Lei Geral de Proteção de Dados.
- Diário do Grande ABC. Brasil tinha 168 milhões de usuários de internet em 2025, afirma IBGE. 2/7/2026.
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