Mamíferos Aquáticos e Vida Marinha

Toninha: o pequeno golfinho da costa que está criticamente ameaçado

Nível de leitura: Ensino Médio

123 Ecos Redação

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Atualizado em: 01/11/2026

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A toninha (Pontoporia blainvillei) é um golfinho pequeno, de cerca de 1,5 m, que vive perto da costa da América do Sul, do Espírito Santo ao norte da Argentina. É considerada um dos menores cetáceos do mundo, segundo a reportagem do ((o))eco, e está Criticamente em Perigo no Brasil. A principal ameaça é a morte acidental em redes de pesca.

FichaDados
Nome comumToninha (também franciscana)
Nome científicoPontoporia blainvillei
FamíliaPontoporiidae
TamanhoCerca de 1,5 m; o filhote nasce com cerca de 80 cm
Onde viveÁguas costeiras, do Espírito Santo ao norte da Argentina
Situação na IUCNVulnerável, segundo o Brasil de Fato (2020)
Situação no BrasilCriticamente em Perigo (Portaria MMA 1.704/2026)

Os dados de tamanho e de distribuição vêm de reportagem do ((o))eco, republicada pelo IHU Unisinos (2023).

Como é

A toninha é pequena e discreta. Segundo Marta Cremer, coordenadora do Projeto Toninhas do Brasil, da Univille, ela “tem um comportamento muito discreto, o que torna muito difícil a observação dela na natureza”. Ela conta também que, até pouco tempo, “ninguém nem sabia o que que era uma toninha”.

Na lista nacional de 2026, a toninha é a única espécie da família Pontoporiidae. As outras famílias de golfinhos do país e a diferença entre toninha, boto e golfinho estão em Golfinhos do Brasil.

Onde vive

A toninha só existe na América do Sul. Segundo a reportagem do ((o))eco (2023):

  • vive do Espírito Santo ao norte da Argentina;
  • no Brasil, há dois trechos sem registro da espécie: entre o Espírito Santo e o Rio de Janeiro e entre o Rio de Janeiro e São Paulo;
  • os pesquisadores dividem a área em quatro Áreas de Manejo da Franciscana: a I no Espírito Santo e no Rio de Janeiro; a II em São Paulo, no Paraná e em Santa Catarina; a III no Rio Grande do Sul e no Uruguai; e a IV na Argentina; a divisão original foi depois subdividida e ainda está em discussão, segundo a mesma reportagem.

A divisão serve para cuidar de cada população conforme a sua região, explicou Karen Lucchini, do ICMBio, à reportagem. No Rio Grande do Sul, a toninha está entre as espécies protegidas pelo Parque Nacional do Albardão, criado pelo Decreto nº 12.868, de 6 de março de 2026.

Alimentação

Segundo Marta Cremer, os filhotes comem camarão na fase em que deixam de mamar, e os adultos comem uma variedade grande de lulas e peixes. Ela descreve a espécie como “de certa forma oportunista”: come o que estiver disponível.

Reprodução e vida

Segundo a reportagem do ((o))eco (2023):

  • a toninha fica madura entre 2 e 5 anos de idade;
  • a gestação dura cerca de 11 meses, e nasce um filhote por vez;
  • o filhote fica com a mãe por cerca de 9 meses;
  • em geral, nasce um filhote a cada dois anos, e há casos raros de um por ano;
  • a idade média é de cerca de 20 anos, e a máxima registrada, de 28.

O 1º de outubro foi escolhido em 2019 como Dia Nacional da Toninha porque marca o começo da época de nascimento dos filhotes, segundo o Brasil de Fato (2020).

Ameaças

Captura acidental em redes de emalhe. As toninhas ficam presas nas redes de pesca e morrem afogadas. É o principal problema de curto prazo para a espécie, segundo Karen Lucchini, e os registros dessas mortes começam nos anos 1960. No litoral do Rio Grande do Sul, as mortes nas redes variam “entre várias centenas até mais de mil animais mortos a cada ano”, segundo Eduardo Secchi, coordenador do Projeto Toninhas da FURG, ao Brasil de Fato (2020). Segundo ele, isso acontece porque as áreas de pesca se sobrepõem às áreas onde a toninha vive.

Ameaças de longo prazo. A reportagem do ((o))eco cita ainda o barulho dos motores, o acúmulo de metais pesados, como mercúrio e cobre, no corpo dos animais e a pesca excessiva, que diminui as presas.

Uma pesquisa do Gemars citada pelo Brasil de Fato (2020) estima que restam menos de 20 mil toninhas no Brasil.

Você sabia?

Marta Cremer chama a toninha de “sentinela dos ambientes costeiros”, segundo a reportagem do ((o))eco (2023). O apelido deu nome à própria reportagem: “Toninha, um sentinela ameaçado”.

Conservação no Brasil

Na lista nacional, atualizada pela Portaria MMA nº 1.704, de 16 de junho de 2026, a toninha está criticamente em perigo.

O 2º ciclo do Plano de Ação Nacional para Conservação da Toninha foi aprovado pela Portaria ICMBio nº 655, de 4 de novembro de 2019, com o objetivo de “evitar o declínio populacional da toninha em todas as áreas de manejo”. O plano, coordenado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA), do ICMBio, valeu de outubro de 2019 a setembro de 2024. Nas fontes consultadas até 2 de novembro de 2026, não encontramos o ato de um novo ciclo.

A toninha é um dos cetáceos ameaçados apresentados em Cetáceos.

Fontes

Impresso de https://123ecos.com.br/docs/toninha-o-pequeno-golfinho-da-costa-que-esta-criticamente-ameacado/ · Atualizado em 01/11/2026 · 123 Ecos

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