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Thoropa petropolitana: a rã-da-pedra que sumiu das serras do Rio

Nível de leitura: Ensino Médio

123 Ecos Redação

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Atualizado em: 02/11/2026

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A Thoropa petropolitana, chamada de rã-da-pedra, vivia nos paredões de pedra das serras da Mata Atlântica, no Rio de Janeiro. Era abundante e muito comum, mas desapareceu: há décadas não é registrada, mesmo com buscas. Na lista nacional de 2026, está Criticamente em Perigo, possivelmente extinta.

FichaDados
Nome comumRã-da-pedra
Nome científicoThoropa petropolitana (Wandolleck, 1907)
FamíliaCycloramphidae
TamanhoNão informado nesta versão
Onde viviaSerras do Rio de Janeiro, acima de 800 m
Situação na IUCNVulnerável, segundo a avaliação global de 2004 citada pelo ICMBio (2018)
Situação no BrasilCriticamente em Perigo, possivelmente extinta (Portaria MMA 1.704/2026)

O nome popular vem da ficha do ICMBio no Livro Vermelho (2018).

O nome

A espécie foi descrita em 1907 por Wandolleck, com o nome Hylodes petropolitanus, a partir de exemplares “das matas virgens de Petrópolis” (tradução nossa), segundo o catálogo Amphibian Species of the World (ASW). O ICMBio lista seis nomes científicos já aplicados à espécie antes do atual, contando o original.

Os exemplares originais, guardados num museu de Dresden, na Alemanha, foram destruídos na Segunda Guerra Mundial, segundo o ASW. Em 2025, um estudo de Sabbag e colegas na revista American Museum Novitates escolheu como novo exemplar de referência um animal da mesma série guardado no Museu Americano de História Natural, também segundo o ASW.

Onde vivia

As fontes dão áreas diferentes:

  • segundo o ICMBio (2018), a espécie tem registros no Rio de Janeiro, nas cidades do Rio de Janeiro, Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo, Tinguá e Mangaratiba, e em Santa Teresa, no Espírito Santo, sempre acima de 800 metros;
  • segundo o ASW, ela só é conhecida com certeza da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro, acima de 800 metros. Os registros de São Paulo e do Espírito Santo precisam de confirmação.

Ela vivia em paredões de pedra nas regiões de montanha da Mata Atlântica e punha os ovos sobre as rochas, segundo o ICMBio. Há registros históricos no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, na APA Petrópolis e em várias reservas particulares (RPPNs).

O canto e o sumiço

Em 23 de maio de 1963, o pesquisador W. C. A. Bokermann gravou o canto da rã-da-pedra em Petrópolis, a localidade-tipo. A gravação foi usada num estudo de 2016 que descreveu os cantos de cinco espécies de Thoropa, de Nunes-de-Almeida e colegas, na revista PLoS ONE.

O mesmo estudo lembra que a espécie já foi descrita como “comum em paredões rochosos” na Serra dos Órgãos, em Teresópolis, e diz: “no entanto, ela desapareceu desse lugar” (tradução nossa).

Segundo o ICMBio (2018), os últimos registros da espécie ocorreram “há mais de 30 anos, quando a espécie era abundante e muito comum”. Mesmo com “esforço intenso de procura nos últimos 20 anos, nenhum indivíduo foi registrado”. Nas fontes consultadas, até 2 de novembro de 2026, não encontramos registro mais recente da espécie.

Por que sumiu

A causa é desconhecida. Segundo o ICMBio (2018), “a causa do aparente desaparecimento da espécie em diversas localidades é desconhecida”. O estudo de 2016 também não aponta causa.

Outros anfíbios das serras do Sudeste sumiram na mesma época, e um estudo de 2017 ligou o fungo quitrídio a muitos desses sumiços. Esse contexto está em Anfíbios do Brasil. Não encontramos fonte que ligue o quitrídio a esta espécie em particular.

Você sabia?

A rã-da-pedra não é a única Thoropa que sumiu da Serra dos Órgãos. Segundo o estudo de 2016, a Thoropa lutzi “também desapareceu da Serra dos Órgãos desde 1979” (tradução nossa). Ela também está marcada como possivelmente extinta na lista de 2026.

Conservação no Brasil

Na lista nacional, atualizada pela Portaria MMA nº 1.704, de 16 de junho de 2026, a Thoropa petropolitana está criticamente em perigo, possivelmente extinta. Na avaliação publicada no Livro Vermelho de 2018, ela era Em Perigo, com uma redução estimada da população de pelo menos 50% em cerca de 10 anos.

Segundo o mesmo Livro Vermelho, a espécie estava incluída no Plano de Ação Nacional para a Conservação da Herpetofauna Ameaçada da Mata Atlântica da Região Sudeste do Brasil, e o ICMBio recomendava expedições às prováveis áreas de ocorrência para procurar populações.

Fontes

Impresso de https://123ecos.com.br/docs/thoropa-petropolitana-a-ra-da-pedra-que-sumiu-das-serras-do-rio/ · Atualizado em 02/11/2026 · 123 Ecos

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