Anfíbios

Perereca-de-alcatrazes: a perereca que vive só numa ilha, dentro de bromélias

Nível de leitura: Ensino Médio

123 Ecos Redação

A equipe editorial da 123 Ecos produz os textos com apoio de inteligência artificial, seguindo rigorosamente regras editoriais definidas por pessoas e fontes oficiais citadas. Cada postagem passa por auditoria e checagem de fontes antes de ser publicada.

Atualizado em: 02/11/2026

0:00 4:19
Nesta página

A perereca-de-alcatrazes (Ololygon alcatraz) é uma perereca pequena que só existe na Ilha de Alcatrazes, no litoral norte de São Paulo, segundo o Amphibian Species of the World. Ela vive em bromélias, como todas as pererecas do seu grupo. Na lista nacional de 2026 está Vulnerável, e o arquipélago onde vive é protegido por duas unidades de conservação federais.

FichaDados
Nome comumPerereca-de-alcatrazes
Nome científicoOlolygon alcatraz (Lutz, 1973)
FamíliaHylidae
TamanhoMachos de 19,7 a 24,4 mm; fêmeas de 27,0 a 29,8 mm (do focinho ao fim do corpo)
Onde viveSó na Ilha de Alcatrazes (São Sebastião, SP), em bromélias
Situação na IUCNNão informada nesta versão
Situação no BrasilVulnerável (Portaria MMA 1.704/2026)

As medidas vêm de Brasileiro e colegas (Zootaxa, 2007), que compararam a espécie com uma parente da Ilha da Queimada Grande.

O nome

A perereca foi descrita em 1973 pela zoóloga Bertha Lutz, como uma subespécie de outra perereca, Hyla catharinae alcatraz. Em 1988, Oswaldo Peixoto a reconheceu como espécie própria. Desde 1992, ela também foi chamada de Scinax alcatraz. O nome que vale hoje, usado pelo Amphibian Species of the World e pela lista nacional de 2026, é Ololygon alcatraz: o gênero Ololygon reúne pererecas que antes ficavam em Scinax, e a revisão de Araujo-Vieira e colegas (2023) põe a espécie no grupo Ololygon perpusilla.

Como é

É uma perereca pequena: as fêmeas, maiores que os machos, não chegam a 3 cm. Como as outras pererecas, tem discos adesivos na ponta dos dedos, que a ajudam a se prender às folhas.

Onde vive

A espécie é endêmica: só é conhecida na Ilha de Alcatrazes, no arquipélago de mesmo nome, que fica a cerca de 35 km da costa de São Paulo, segundo a National Geographic Brasil (2021).

Ela vive em bromélias, plantas que acumulam água entre as folhas.

Reprodução

Segundo Brasileiro e colegas (2007), as pererecas do grupo da perereca-de-alcatrazes vivem só em bromélias, no chão ou nas árvores, e se reproduzem nelas.

Ameaças

A National Geographic Brasil (2021) aponta a área pequena e restrita do arquipélago como o motivo da fragilidade das espécies que só vivem ali.

Os fatos sobre o fogo, segundo a National Geographic Brasil:

  • a partir do início dos anos 1980, a Marinha do Brasil usou a ilha como alvo de exercícios de tiro de canhão;
  • em 2004, um incêndio provocado por um tiro destruiu 20 hectares da ilha;
  • os exercícios na ilha principal continuaram até 2016, quando foi criado o refúgio de vida silvestre; hoje acontecem na Ilha da Sapata, menor.

A reportagem não diz quanto do hábitat da perereca foi atingido pelo incêndio.

Você sabia?

A Ilha de Alcatrazes tem pelo menos três espécies de animais que só existem ali: a perereca-de-alcatrazes, a jararaca-de-alcatrazes (Bothrops alcatraz), descrita em 2002, e a rã Cycloramphus faustoi, descrita em 2007, segundo a National Geographic Brasil (2021).

Conservação no Brasil

Na lista nacional, atualizada pela Portaria MMA nº 1.704, de 16 de junho de 2026, a perereca-de-alcatrazes está Vulnerável. Na lista nacional anterior, ela era Criticamente em Perigo, segundo a National Geographic Brasil (2021); a dissertação de Stephanie Klomann-dos-Santos, da UFSCar (2024), também a chama de criticamente em perigo. A portaria não explica o motivo da mudança.

A ilha protegida. O Arquipélago de Alcatrazes é protegido pelo Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes, criado em 2016, e pela Estação Ecológica Tupinambás, de 1987, as duas administradas pelo ICMBio. Os detalhes estão na ficha Arquipélago de Alcatrazes e em Refúgios de vida silvestre e Estações ecológicas. A visitação ao refúgio foi aberta no fim de 2018, mas o desembarque nas ilhas continua proibido, segundo a National Geographic Brasil (2021). Os grupos de anfíbios e as espécies ameaçadas do país estão em Anfíbios do Brasil.

A conservação em zoológico. A perereca-de-alcatrazes faz parte do programa de conservação fora da natureza (ex situ) do Zoológico de São Paulo. Segundo a dissertação da UFSCar (2024), é a primeira espécie brasileira alvo desse tipo de programa. O estudo comparou 40 pererecas, 15 da natureza e 25 nascidas no zoológico, diante de sinais de predadores: as nascidas em cativeiro fugiram mais rápido, e as da natureza mais vezes ficaram paradas. Os resultados servem para planejar uma possível soltura na natureza.

Fontes

Impresso de https://123ecos.com.br/docs/perereca-de-alcatrazes-a-perereca-que-vive-so-numa-ilha-dentro-de-bromelias/ · Atualizado em 02/11/2026 · 123 Ecos

Quais são seus sentimentos

Contribua com esta página

Ficou alguma dúvida ou viu algo a corrigir? Conte para nós. Lemos tudo e respondemos quando conseguimos; nem toda dúvida vira resposta publicada.

Escrever uma contribuição
O que você quer nos contar?

Tudo passa pela equipe antes de aparecer. Este espaço é para adultos: mensagens que pareçam de crianças são recusadas e apagadas. Não guardamos seu endereço de internet nem seu navegador. O e-mail é apagado quando a contribuição é avaliada, no máximo em 90 dias. Para retirar seu nome depois, escreva para contato@123ecos.com.br. Veja a Política de Privacidade.