123 Ecos Redação
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Atualizado em: 02/11/2026
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A onça-parda (Puma concolor), também chamada de suçuarana ou puma, é um felino grande de pelo de uma cor só, do amarelo-pardo ao avermelhado. Vive em todos os biomas do Brasil. Ela não consta na lista nacional de espécies ameaçadas de 2026, mas na avaliação do ICMBio publicada em 2018 estava Vulnerável.
| Ficha | Dados |
|---|---|
| Nome comum | Onça-parda (também suçuarana, onça-vermelha, leão-baio, entre outros) |
| Nome científico | Puma concolor (Linnaeus, 1771) |
| Família | Felidae |
| Tamanho e peso | Cabeça e corpo com média de 1,08 m; machos de 40 a 72 kg e fêmeas de 34 a 48 kg (ICMBio, 2018) |
| Onde vive | Todos os biomas do Brasil |
| Situação na IUCN | Menos Preocupante, segundo a avaliação global citada pelo ICMBio (2018) |
| Situação no Brasil | Não consta na lista nacional de 2026 (Portaria MMA 1.704/2026) |
Muitos nomes, uma espécie
O Livro Vermelho do ICMBio (2018) lista vários nomes populares para a espécie: onça-parda, suçuarana, onça-vermelha, onça-do-lombo-preto, leão-baio, leãozinho-da-cara-suja e bodeira. O nome científico mudou: Lineu a descreveu em 1771 como Felis concolor; depois ela passou para um gênero próprio, Puma.
Onde vive
Segundo a avaliação do ICMBio, a onça-parda é “o mamífero terrestre de maior distribuição geográfica na região Neotropical”. Originalmente, ia do sul do Canadá ao extremo sul da América do Sul, com exceção das ilhas do Caribe e de algumas regiões do Chile.
No Brasil, está em todos os biomas, mas em alguns lugares as populações estão muito reduzidas ou sumiram. A ficha cita regiões do Nordeste sem registros recentes, como grande parte do Rio Grande do Norte e o litoral da Paraíba, de Pernambuco, de Alagoas e de Sergipe. Na Caatinga, ela vive, por exemplo, no Parque Estadual Serra do Areal, em Petrolina (PE), segundo os levantamentos citados na ficha do parque.
Como é e o que come
Segundo a mesma avaliação:
- o corpo é alongado e esguio; a barriga e a parte de dentro das pernas são mais claras, e o lombo pode ser acinzentado;
- os filhotes nascem com pelo cinza a bege, cheio de pintas marrons, que dura até cerca de 18 meses;
- é solitária e ativa sobretudo à noite e ao entardecer, mas em algumas regiões foi vista mais de dia;
- a gestação dura de 82 a 98 dias, e nascem de um a seis filhotes;
- come o que encontra: nas regiões tropicais, presas de 15 kg em média, como pacas, tatus, quatis, aves e répteis, e às vezes animais maiores, como veados, porcos-do-mato, capivaras e jacarés.
Quantas são
A avaliação do ICMBio calculou, com as densidades medidas em estudos no país e a área de vegetação nativa, que poderia haver de cerca de 35 mil a cerca de 328 mil onças-pardas no Brasil. Como a espécie não ocupa todos os remanescentes, usou o número menor, por precaução. A partir dele, calculou a população efetiva, a que de fato passa os genes adiante, em cerca de 3.500 animais; na justificativa da avaliação, esse número aparece arredondado para cerca de 4 mil.
Ameaças
Segundo o Livro Vermelho (2018), as principais causas de perda de onças-pardas são:
- a perda e a fragmentação do habitat, pela expansão agropecuária, pela mineração, pela exploração de madeira para carvão e pelas hidrelétricas;
- a retaliação por ataques a animais domésticos, tanto o abate “preventivo” quanto o abate depois de um ataque. A ficha diz que a espécie é especialmente vulnerável à caça porque volta às carcaças das presas, que podem estar envenenadas ou servir de isca para caçadores;
- os atropelamentos: no nordeste de São Paulo, foram registradas 11 mortes em estradas entre 2004 e 2008.
A ficha também registra o lado dos criadores: num estudo no Brasil Central, 72% das perdas de animais domésticos foram atribuídas a grandes felinos, e a perda por propriedade foi estimada entre 290 e 1.890 dólares por ano. Na Caatinga, onde a avaliação cita também a expansão das usinas eólicas, a espécie foi classificada como Em Perigo.
Você sabia?
Uma onça-parda monitorada num estudo no Paraná esperou mais de oito horas, em duas ocasiões, para conseguir atravessar com segurança uma das estradas que cortavam a área onde vivia, segundo um estudo citado pelo ICMBio (2018).
Conservação no Brasil
A onça-parda não está no Anexo I da Portaria MMA nº 1.704, de 16 de junho de 2026, a lista nacional de espécies ameaçadas. A situação dela mudou de uma avaliação para outra:
| Fonte | Categoria da onça-parda |
|---|---|
| Avaliação nacional publicada no Livro Vermelho (ICMBio, 2018) | Vulnerável (Em Perigo na Caatinga) |
| Página do PAN Grandes Felinos, 2º ciclo (2025–2030), com a lista “vigente à época de publicação do PAN” | Quase Ameaçada (NT) |
| Portaria MMA 1.704/2026 | Não consta |
No Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Grandes Felinos, do ICMBio, a onça-parda é “espécie beneficiada”: as ações feitas para a onça-pintada a protegem também. Os outros felinos do país estão em Felinos do Brasil.
Fontes
- Azevedo, F. C. et al. Avaliação de Puma concolor. In: ICMBio. Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Brasília, 2018. Vol. II, Mamíferos, p. 357–363.
- ICMBio. Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Grandes Felinos. 2º ciclo (2025–2030). Consultado em 2 nov. 2026.
- Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Portaria MMA nº 1.704, de 16 de junho de 2026.
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